CALEB

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Assim que entrei no meu quarto, fechei a porta atrás de mim com um baque suave e encostei as costas contra a madeira fria

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Assim que entrei no meu quarto, fechei a porta atrás de mim com um baque suave e encostei as costas contra a madeira fria. Passei as mãos pelo cabelo, bagunçando os fios, frustrado com o turbilhão de emoções que me invadia. Nos meus 27 anos, sempre fui capaz de me controlar. Já beijei algumas mulheres, é claro, mas nunca tinha ido além com nenhuma delas. Para mim, sexo sempre foi algo mais profundo do que um simples ato físico, algo que exigia uma conexão real. No entanto, desde que Nina apareceu na minha vida, parecia que todo esse controle estava desabando. Bastava ela se aproximar e meu corpo reagia instantaneamente, como se eu fosse um adolescente cheio de hormônios. O cheiro que ela exalava era doce, único, quase viciante, e isso mexia comigo de um jeito que eu não conseguia entender. Seus olhos, azuis como o céu de verão, as sardas que pontilhavam seu nariz delicado, o jeito como ela se movia... tudo nela estava começando a me deixar completamente perturbado.

Resolvi tomar um banho frio. A água gelada ajudava a lavar não apenas o óleo que haviam passado no meu corpo, mas também os pensamentos confusos que rodopiavam na minha mente. Quando finalmente senti que estava limpo, saí do chuveiro. Apesar da queda nas temperaturas, meu apartamento era bem aquecido, o que me permitiu vestir apenas uma bermuda e uma camiseta cinza, velha.

— Nina? — chamei.

— Estou aqui — sua voz veio da cozinha.

Fui até lá, encontrando-a parada de frente para a geladeira, mordendo levemente o lábio inferior, indecisa.

— O que você quer comer? — perguntei, me apoiando no batente da porta, observando-a.

— Já voltou para sua dieta de super atleta? — ela sorriu de lado, me lançando um olhar provocante.

— Hmm... talvez — respondi com um sorriso, tentando ser casual, mas seu charme me pegava desprevenido. — O que você quer?

— Eu queria uma pizza com muito queijo — ela disse, com os olhos brilhando como se estivesse revelando um grande desejo.

— Tudo bem — concordei sem hesitar.

— Sério? — seus olhos se arregalaram de surpresa, um sorriso animado tomando conta de seu rosto.

— Sim — confirmei, rindo baixo de sua reação.

Fizemos o pedido e, enquanto esperávamos pela entrega, ela me convenceu a começar uma nova série. Era um documentário sobre um serial killer, e a trama era tão envolvente que mal percebemos o tempo passar. Quando o interfone tocou, eu já estava completamente imerso.

— Preciso que você busque a pizza — falei, meio sem ânimo.

— Para de ser preguiçoso — ela retrucou, revirando os olhos.

— Não é preguiça. É que... prefiro não arriscar que descubram onde eu moro. Já tive que me mudar duas vezes por causa de fãs malucos... então, por favor — expliquei, tentando parecer convincente.

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