NINA

24 2 0
                                        

Acordei sozinha, a luz do sol invadindo o quarto por entre as cortinas semiabertas

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

Acordei sozinha, a luz do sol invadindo o quarto por entre as cortinas semiabertas. Não fazia ideia de que horas eram, e meu corpo parecia ter sido atropelado por um caminhão de tanto que doía. Cada músculo protestava quando me forcei a sair da cama, o colchão me chamando de volta como um imã. Suspirei, agarrando a roupa jogada na poltrona antes de ir para meu quarto.

Lá, liguei o chuveiro, deixando a água quente escorrer pelo meu corpo, levando embora o cansaço. A brisa matinal que entrava pela janela parecia zombar de mim, mas eu não me importei. Depois de escovar os dentes e vestir uma roupa confortável — um moletom folgado e meias macias —, desci as escadas lentamente.

Quando alcancei o último degrau, uma voz grave e irritada chegou até meus ouvidos, vinda da cozinha.

— Eu sei o que está em jogo, vocês já encheram meu saco com isso na última reunião! — Caleb dizia, o tom irritado. — Hoje é sábado, e eu viajo à noite, então por favor, me deixem descansar!

Cheguei à porta da cozinha a tempo de vê-lo jogando o celular na mesa com uma expressão de puro aborrecimento.

— Tudo bem? — perguntei, tentando quebrar o clima pesado.

Ele suspirou e passou a mão pelo cabelo desgrenhado antes de responder:

— Sim, me desculpe. Não estava na cama porque precisava atender algumas ligações.

Sorri, me aproximando devagar.

— Sem problemas.

Ele me puxou pela cintura e, antes que eu pudesse reagir, me colocou sentada em seu colo, a intensidade de seus olhos derretendo qualquer pensamento racional.

— Está tudo bem mesmo? — insisti, tentando sondá-lo.

Com delicadeza, ele afastou meu cabelo para trás do ombro e sorriu, seus dedos roçando levemente minha pele.

— Deixei você marcada no pescoço — disse, quase rindo.

— Ótimo, assim toda vez que me olhar no espelho vou lembrar de você.

— Se for assim, posso deixar mais marcas.

— Eu adoraria.

Foi tudo muito rápido depois disso. Em questão de segundos o meu corpo foi deitado sob a bancada de pedra. Cada toque, cada beijo, era como fogo líquido em minha pele. Estávamos insaciáveis, como dois coelhos no cio. Caleb apenas fazia pausas breves para beber água antes de me tomar novamente.

Não sobrou um cômodo intacto. A cozinha, o sofá, o corredor, e finalmente o chuveiro, onde o calor da água se misturava ao calor dos nossos corpos.

— Que horas é seu voo? — perguntei, ainda ofegante, enquanto ele me envolvia com a toalha.

— Às 21h.

— Não pode ir amanhã?

— Infelizmente, não.

Contato de emergência Histórias para pegar e não largar. Descubra agora