Nina tem apenas um contato em seu celular, salvo como "Emergência", embora não saiba a quem pertence. Após sofrer um acidente e acordar no hospital, ela finalmente conhece o misterioso dono do número. O que ela não esperava era que isso traria uma s...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
— Você precisa parar de ser tão rabugento, é só uma festa — disse meu melhor amigo, Vitor, encostado no armário do vestiário, sem uma peça de roupa no corpo.
Olhei para ele, cruzei os braços e bufei.
— Dá pra vestir uma roupa? Que porra!
— Vamos comigo, por favor. — Ele fez uma expressão suplicante, mas estava mais engraçado do que convincente.
Ele passou a semana inteira tentando me convencer a ir a um baile beneficente. O time todo tinha que comparecer, mas todo mundo já sabia que, quando o assunto era festa, eu não estava nem aí. As baladas eram só uma oportunidade para me perder em conversas sem sentido e encarar um monte de gente que só queria tirar selfies.
— Vitor, eu já disse não nas primeiras 50 vezes que você pediu e vou continuar dizendo não nas próximas 50.
Meu celular começou a tocar, mas era um número desconhecido. Desliguei sem pensar duas vezes.
— Você vai morrer sozinho, cheio de gatos naquele seu apartamento gelado — ele provocou, com um sorriso no rosto.
— E você vai morrer de DST em algum motel barato. — Falei, sem poder deixar de rir.
O telefone voltou a tocar, e mais uma vez eu desliguei. Não estava a fim de lidar com mais nada hoje.
— Me promete que ao menos vai pensar?
— Temos jogo amanhã. Você não deveria estar preocupado com um baile qualquer.
Senti o aparelho vibrar de novo, e nós olhamos para a tela juntos.
— Dá pra atender essa merda?
Recusei a ligação e fechei o armário. O treino já tinha acabado, e agora eu ia para casa resolver algumas burocracias de contratos publicitários que estavam me dando dor de cabeça.
— Vou fazer sua mãe te convencer. — Ele tentou mais uma vez, quase me implorando.
— Vai se foder, Vitor.
— Você não sai de casa, não tem outra solução.
— Estou concentrado no campeonato. Perdemos o Super Bowl no ano passado e isso não pode acontecer de novo.
— Nós já ganhamos os dois primeiros jogos...
— Por pouco — eu o cortei, sem paciência.
O celular voltou a tocar, e meu amigo me lançou um olhar de tédio. Decidi atender, só para acabar logo com essa agonia.
— Alô, quem fala? — perguntou uma mulher do outro lado.
— Você me ligou, eu é quem devia perguntar isso.
— Desculpe, senhor, sou do New York Medical Care. Recebemos uma ambulância com uma jovem loira desacordada, e seu número estava nos contatos de emergência...