NINA

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No meio da semana seguinte, Caleb me enviou as fotos da nossa sessão para a revista, e eu fiquei morrendo de vergonha

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No meio da semana seguinte, Caleb me enviou as fotos da nossa sessão para a revista, e eu fiquei morrendo de vergonha. Ele disse que eu deveria escolher quais seriam publicadas, e obviamente escolhi as menos ousadas. Mesmo assim, não pude evitar admirar as outras. Havia uma em que eu estava sentada no colo de Caleb, os lábios dele tocando suavemente meu ombro, o olhar intenso que ele lançava para a câmera me fez arrepiar. Fiquei um bom tempo olhando aquela foto, admirando a maneira como suas mãos encaixavam perfeitamente na minha cintura. Só parei quando me dei conta de que estava quase na hora dele chegar em casa.

— Nina? — ele chamou assim que entrou pela porta.

— Estou aqui — respondi da sala.

Ele apareceu com um sorriso no rosto e uma sacola de presente nas mãos.

— Trouxe uma coisa para você.

— Um presente? — perguntei, surpresa.

— Sim, abra — disse, ainda mais animado.

Desfiz o laço com cuidado e, quando tirei o conteúdo, vi uma camisa do time dele. Na parte de trás, além do número de Caleb, estava escrito "Fã número 1."

— Gostou?

— Eu amei! — exclamei, empolgada, já vestindo a camisa.

— E aí, o que acha? — virei de costas para mostrar.

— Está perfeita — respondeu com um sorriso satisfeito.

O jogo seria no sábado, e eu estava tão animada que mal conseguia me conter. Tomei um banho, lavei o cabelo e esperei secar naturalmente, já que eu não tinha secador. Pela primeira vez na vida, desejei ter alguma maquiagem, mas o máximo que encontrei foi um batom velho que eu sempre guardava para ocasiões especiais.

Vesti uma calça jeans, que já estava um pouco surrada, mas ainda era a melhor que eu tinha, e completei o look com a camisa que ele me deu. Nos pés, meus tênis Vans pretos de sempre, e peguei um casaco para o frio.

— Estou pronta — anunciei ao entrar na cozinha.

Caleb estava no telefone, gesticulando irritado, mas assim que desligou e me viu, seu semblante mudou completamente, abrindo um grande sorriso.

— Você está linda.

Sorri de volta, como uma adolescente nervosa, e logo partimos para o estádio. Eu nunca tinha estado em um lugar assim, e o nervosismo me consumia.

— Como vai ser? — perguntei.

— Tem uma área reservada para familiares e convidados do time. Você vai ficar lá, e depois do jogo, eu te busco.

— Tá bom.

O trânsito estava um caos. Quanto mais nos aproximávamos, mais pessoas se aglomeravam nas ruas, gritando e batendo no vidro do carro. Entramos por um portão exclusivo, onde as coisas se acalmaram um pouco. Caleb estacionou entre outros carros caros e virou para mim.

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