Nina tem apenas um contato em seu celular, salvo como "Emergência", embora não saiba a quem pertence. Após sofrer um acidente e acordar no hospital, ela finalmente conhece o misterioso dono do número. O que ela não esperava era que isso traria uma s...
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Eu acomodei Nina no quarto de hóspedes e a deixei descansar. No dia seguinte, a levei ao médico para avaliar o estado da infecção. Quando voltamos, ela caiu em um sono profundo e quase ininterrupto por 24 horas após tomar os remédios.
Meu celular começou a tocar incessantemente, e eu percebi que já era a centésima vez que minha mãe ligava apenas naquele dia. Decidi atender, na esperança de acabar com o sofrimento.
— Caleb, está tudo bem? Você não me atendeu! — A voz da minha mãe transparecia preocupação.
— Sim, mãe. Você não precisava ligar tantas vezes.
— Como está a Nina? Vi as notícias, o que fizeram foi horrível e uma invasão de privacidade.
— Ela está bem. Está aqui em casa comigo.
— Vamos visitá-la.
— Não, vocês não vão.
— E por qual motivo não?
— Ela está com dor, tomando medicações, e só quer ficar quieta. Vocês podem vir outro dia.
— Tudo bem, mas me dê notícias.
Assim que desliguei, ouvi um barulho e vi Nina se arrastando pelo corredor, distraída e sem notar minha presença. Ela usava um fone de ouvido e caminhou até a geladeira, onde encontrou um pote de pasta de amendoim.
— Isso parece bom — sorriu, pegando uma colher.
Eu a observei devorar várias colheradas como se aquele fosse o alimento mais precioso do mundo. Sua boca estava suja, e não consegui conter a risada.
— Caleb! — exclamou assustada, deixando a colher cair. — Pensei que você tinha treino.
— Nós vamos jogar amanhã; estou de folga hoje.
Ela olhou para o pote e depois para mim.
— Vou comprar outro, prometo.
— Não se preocupe com isso; fico feliz que tenha gostado. Como você está se sentindo?
— Melhor. Não tive mais febre.
— Que bom.
Terminei de preparar minha vitamina e levantei para lavar o copo.
— O que é essa gororoba? — ela perguntou, fazendo uma careta.
— Uma vitamina. Preciso ficar forte.
— Eu já acho você bem forte.
— Acha? — sorri de lado, deixando-a envergonhada.
— Não quis dizer isso... É que você joga futebol... esquece.
— Eu entendi. — Gargalhei. — Vou malhar; se precisar de mim, estarei lá em cima.