No mesmo dia, Caleb recebeu uma intimação da NFL para comparecer a uma audiência que ocorreria em dois dias.
Durante todo esse tempo, ele ficou em reuniões constantes com advogados e sua equipe.
Não havia muito que eu pudesse fazer para ajudá-lo, então eu fazia o que podia: mantinha o café quente, o ambiente silencioso e os abraços sempre disponíveis. Às vezes, ele aceitava. Na maior parte do tempo, fingia que não precisava.
Mas naquela manhã, ele estava especialmente estranho. Mais calado, com olheiras fundas e as costas rígidas. Observava o nada com aquele olhar apertado, tentando parecer calmo. Mas eu conhecia aquele disfarce.
— Sei que está tenso. Não quero que fique escondendo isso de mim.
— Está tudo bem — ele respondeu, automático, como quem repete o que acha que deve dizer.
Ele respirou fundo, passando a mão no rosto, como se estivesse tentando limpar a tensão dali. Sentou ao meu lado e ficou em silêncio por alguns segundos antes de finalmente dizer.
— Eu passei um tempo do nosso voo de volta pensando em como as coisas eram no começo.
Fez uma pausa.
— Eu amava jogar. Mesmo. Aquela sensação de entrar em campo, o barulho da torcida, o frio na barriga antes do primeiro passe... era como viver um sonho. Mas depois de um tempo, tudo isso foi se apagando. As cobranças aumentaram. As responsabilidades. Os jogos começaram a parecer só mais um dia comum. E agora...
Ele engoliu seco.
— Agora eu tô com medo de nunca mais voltar. Medo de que essa história toda me tire dos campos pra sempre. Que essa audiência, essa exposição... apaguem de vez o cara que eu fui um dia.
Coloquei minha mão sobre a dele.
— Você ainda é esse cara. Só tá cansado.
Ele olhou pra mim, e pela primeira vez em dias, deixou cair um pouco da armadura.
— E se eles não me deixarem voltar?
— Então você volta por você mesmo. Nem que seja jogando comigo, no quintal de casa. Mas ninguém tira de você o amor que tem pelo jogo. Isso... é só seu.
Ele sorriu, fraco, mas verdadeiro.
— Obrigado por enxergar o que até eu tento esconder.
Ele respirou fundo e me puxou pra um abraço longo.
Fiquei com o rosto encostado no pescoço dele por alguns segundos, até que falei baixinho, quase num tom cúmplice:
— Tenho uma ideia.
— Hum?
— Vamos assistir a um filme e comer pipoca. E antes que você diga que tem coisa demais pra pensar... é justamente por isso.
Ele se afastou só o suficiente pra me olhar.
— Que filme?
— Crepúsculo.
Ele franziu a testa tão rápido que eu não consegui conter o riso.
— Você tá brincando.
— Não tô. Me recuso a deixar esse clima pesar mais. A gente vai maratonar vampiro que brilha e lobisomem sem camisa até esquecer dessa audiência.
— Nina...
— Sem "Nina". Já decidi. E você vai gostar, nem que seja só pra reclamar de cada cena.
— Isso... provavelmente vai acontecer — murmurou, com um meio sorriso.
Minutos depois, estávamos no sofá com um balde enorme de pipoca, cobertores por cima e a luz da sala apagada. Caleb passou metade do primeiro filme fazendo comentários ácidos sobre os diálogos, questionando as expressões faciais da Bella e imitando o Edward com a voz mais dramática que ele conseguiu.
— Esse cara parece que tá sentindo cheiro de esgoto o tempo todo. É isso que te impressionava quando adolescente?
— Cala a boca e assiste, por favor.
Mas eu ria. Ria tanto que doía a barriga. E ele também ria.
Não sei em que momento do terceiro filme nós pegamos no sono mas quando acordei o sol já estava nascendo e o Caleb não estava mais ao meu lado.
Fui para o quarto e ouvi barulho do chuveiro, então caminhei até lá e após tirar minha roupa entrei com ele na água quente
— bom dia — falou enxaguando o shampoo do cabelo
— bom dia
Mal terminei de falar e as mão dele foram para minha cintura e ele me colocou encostada na parede. Meus seios se arrepiaram com a parede gelada
— Caleb...
— hmm? — murmurou deixando mordidas pelas minhas costas
— o que está fazendo?
— Tomando meu café da manhã — ele murmurou com um sorriso travesso
— Você é impossível — murmurei
Levantei o braço e deslizei os dedos entre os fios encharcados do cabelo dele, puxando de leve. Ele respondeu com um suspiro e logo capturou minha boca num beijo faminto, molhado, sem nenhuma pressa de terminar.
As mãos dele desceram, apertando minha bunda com uma força que me fez prender o fôlego.
— Você me enlouquece — murmurou entre beijos, enquanto sua mão erguia minha coxa
Ele se aproximou com calma e encaixou em mim com uma lentidão torturante. Sua respiração quente batia contra meu rosto enquanto sua mão segurava minha perna erguida.
— Caleb... — um gemido saiu da minha boca
Ele me penetrou. O movimento foi lento, torturante, e mesmo assim eu senti todo meu corpo estremecer.
— Assim? — ele sussurrou rouco, os lábios quase encostando no meu ouvido — ou você quer mais forte?
— mais forte — pedi
— sua safada — sorriu
Ele me virou de frente e me puxou para seu colo. Mal tive tempo de respirar quando fui preenchida em uma só estocada. O Grito que dei foi alto e vieram seguidos de outros.
— seu ombro...
— está tudo bem, não se preocupe
As estocadas que ele dava eram tão fortes que eu mal conseguia abrir os olhos. Gozei forte duas vezes e ele só parou quando suas pernas começaram a tremer.
— Você pode ir comigo na audiência hoje? — questionou, a voz baixa, enquanto nós nos enrolávamos na toalha ainda sentindo o vapor quente do banho embaçar o espelho do banheiro.
— Claro — respondi sem hesitar, apertando a toalha contra o corpo e observando o fio de água que ainda pingava do cabelo dele.
Ele não disse muito no caminho e assim que chegamos, uma multidão de repórteres se aglomerava na porta do fórum. Eu jamais tinha visto tantos fotógrafos ao mesmo tempo. Meu coração acelerou ao ouvir meu nome e o dele sendo chamados de todos os lados.
O Caleb tinha arrumado alguns seguranças — homens enormes, de ternos escuros e olhares atentos. Eles nos cercavam como uma muralha viva, impedindo qualquer um de se aproximar, mas mesmo assim era sufocante sentir tanta gente apertando de fora para dentro, como se quisessem arrancar algo de nós.
Passamos pela porta de vidro e, de repente, o barulho ficou para trás. O saguão do fórum era um contraste gritante: silencioso, frio, com um eco discreto de passos apressados e vozes contidas. O piso de mármore brilhava sob as luzes brancas, e o cheiro de papel e café fraco tomava o ar.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Contato de emergência
RomansaNina tem apenas um contato em seu celular, salvo como "Emergência", embora não saiba a quem pertence. Após sofrer um acidente e acordar no hospital, ela finalmente conhece o misterioso dono do número. O que ela não esperava era que isso traria uma s...
