Nina

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— Você quer ir jantar comigo hoje? — Caleb perguntou, passando os dedos pelo meu cabelo, distraído.

— Como assim?

— A gente sempre fica em casa... Quero te levar para sair.

— Ah... Então você quer um encontro de verdade? — brinquei, arqueando a sobrancelha.

— Claro, né? Você merece — ele sorriu, inclinando-se para me beijar.

— Tudo bem, então.

Passamos o dia inteiro na cama, enrolados um no outro, assistindo qualquer coisa na TV sem realmente prestar atenção. Quando a noite chegou, me arrumei com mais cuidado do que o normal. Tomei um banho quente, fiz um penteado simples, passei maquiagem e escolhi um vestido preto curto, combinando com uma meia-calça e uma bota de salto. O frio lá fora pedia um sobretudo, então o vesti antes de descer para encontrá-lo na sala.

Assim que Caleb me viu, soltou um assobio baixo e abriu um sorriso satisfeito.

— Uau... Que princesa.

Ele me puxou pela mão, me fazendo girar devagar para admirar o look.

— Gostou? — perguntei, me divertindo com o olhar dele.

— Se eu gostei? Você tá perfeita.

Ele se inclinou e me beijou, primeiro devagar, depois com mais intensidade. Quando percebi, já estávamos tão grudados que sair de casa parecia uma ideia distante.

— Continuamos isso mais tarde — ele murmurou contra meus lábios, se afastando com um sorriso safado. — Vamos, temos uma reserva.

O caminho até o restaurante foi tranquilo, mas Caleb parecia distraído, batucando os dedos no volante, com a testa levemente franzida.

— No que tá pensando?

— Nada demais.

— Não parece.

— Depois conversamos, tá?

Suspirei, mas resolvi deixar pra lá.

Assim que chegamos ao restaurante, um manobrista apressou-se para abrir a porta para mim.

— Boa noite, senhorita — disse educadamente, me oferecendo a mão para ajudar a descer.

Antes que eu pudesse responder, senti Caleb me puxando pela cintura, sua expressão fechada.

— Boa noite — ele respondeu seco, sem disfarçar a irritação.

O homem se afastou sem graça, e eu revirei os olhos.

— Você pode parar com isso?

— Com o quê?

— Com esse ciúme exagerado! O cara só estava sendo educado.

— Educado o caramba. Eu vou ser mal-educado com qualquer homem que arreganhar os dentes pra minha mulher.

— Meu Deus, Caleb... — balancei a cabeça, mas não consegui evitar um sorrisinho.

Fomos levados até nossa mesa por uma hostess sorridente. O restaurante era sofisticado, com uma iluminação baixa e um ar francês clássico. O cheiro da comida no ar fez meu estômago roncar.

— Boa noite, posso trazer uma bebida? — o garçom perguntou.

— Quero uma taça de vinho — Caleb respondeu, sem nem levantar os olhos do cardápio.

Os dois começaram a conversar sobre vinhos caros, e eu só fiquei olhando, sem entender nada.

— Vou querer o mesmo — falei no fim, meio perdida na conversa.

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