Bruno Mars
Hoje é o dia de decidirmos qual o futuro do projeto, por mas que que eu já sabia. Eu não vou desistir, não faz sentindo dar aos odiadores o que querem. Me sinto culpado por tudo que está acontecendo, me sinto, mas eu não consigo deixar tudo para trás e seguir como se nada tivesse acontecido. Porra, é uma mistura estranha de sensações.
A reunião vai ser na sala do estúdio com ambas assessorias. Confesso que estou um pouco nervoso depois da noite anterior, mas... que se foda o nervosismo, foi foda e melhorou minha noite. Deixo o frasco do perfume de lado e desço até a recepção do hotel. Dylan já deve estar lá com o resto da equipe, provavelmente a assessoria de Vi já esteja lá ou há caminho. Olho para o relógio quando adentro o carro, ainda estou no horário.
Não gosto de me atrasar.
— Senhor.... O senhor deu um susto em nós. - comenta meu motorista, rindo engessado.
Dou um sorriso para tranquiliza-lo, o que eu mais ouvi quando cheguei foi isso.
— Cacete... foi mal ter roubado o carro do nada. - peço um pouco desconcertado.
— Não tem que se desculpas, o carro é seu... Mas por Deus, achei que tivesse sido sequestrado. - gargalha soltando uma risada descontrola.
Nego para baixo e conversamos um pouco mais até chegar no estúdio. Ao entrar na sala, apenas vejo minha equipe no ambiente. Olho novamente para o relógio, ainda está dentro do horário. Não me incomodo com atrasos de outras pessoas, parando para pensar atrasos são a cara de Violet.
Me sento vendo Dylan caminhar na minha direção, ele coça a cabeça e anda olhando para baixo, típico tique nervoso.
— Oi. - Diz ficando em pé a minha frente.
Aponto para que se sente e o mesmo o faz.
— Por que está nervoso? - questiono e ele se assusta.
— Eu? Estou normal. - diz cruzando as pernas e se esticando no sofá.
Enruga a testa ouvindo essa mentira descarada.
— Fala logo - exijo.
— Olivia não fala comigo desde ontem, puxei assunto quando vocês voltara mas ela não me responde. - diz rápido demais.
— Vai falar com ela hoje, desesperado. Com certeza está ocupada. - bato em sua nuca e ele ri.
Desesperado. Olha quem fala. Reviro os olhos com minha própria hipocrisia. Puxo o celular do bolso e mando uma mensagem para Vi, apenas dizendo um oi. A mensagem não chega, deve estar com o celular desligado ou já deve estar a caminho.
Converso mais um pouco com Dylan e ele me informa sobre a carta que deixei nas redes sociais. Sei que as críticas aumentaram, mas não aguentava mais ficar parado vendo absolutamente nada acontecer. Ao mesmo tempo me sinto culpado por ao invés de ter ajudado, ter piorado.
Não era mais segredo para ninguém que estávamos trabalhando juntos, então como não era mais segredo, publiquei um texto "explícito implícito" sem citar o nome de Vi mas claramente falando sobre o que está acontecendo. Nao pensei muito no que estava fazendo.
— Que estranho. - a voz de um homem da equipe chama atenção de todos na sala, ele olha para o relógio e volta a conversar. Todos voltam a fazer as coisas que estavam fazendo, apenas ignorando seu comentário.
Olho de novo para o relógio, já se passaram 5 minutos do horário marcado. Não é estranho. Atrasos acontecem.
8 minutos.
10 minutos.
15 minutos.
Deve ter acontecido alguma coisa. Me levanto e procuro uma área mais afastada, abro o número de Vi e percebo que a mensagem até agora não foi enviada. Cacete . Ligo para seu celular que toca várias vezes até cair na caixa postal.
— Vi? Hm, aconteceu alguma coisa?... se sim, não tem problema... podemos... podemos remarcar... bom, me liga. - me embolo e desligo.
O celular pode ter descarregado. Volto para o cômodo onde todos se encontram e vejo Dylan falar alguma coisa no telefone e logo desligar, ele digita algumas coisas antes de se aproximar.
— Estranho... o celular de Olívia está caindo na caixa postal. - comenta se aproximando e batendo o celular na mão.
— O de Vi também. - coço o bigode tentando manter a calma.
E se aconteceu alguma coisa...
— Vou pedir pro restante tentar entrar em contato. - se afasta.
Volto a me sentar e a esperar.
20 minutos.
25 minutos.
30.
35.
40.
45.
Alguma coisa não parece certas
50
55...
— tem alguma coisa errada. - anuncio é Dylan não discorda.
— Talvez tenham se esquecido. - comenta Éric.
— Mas nenhum dos celulares recebe mensagem, o celular de ninguém da equipe. - dou ênfase.
Tudo fica quieto. Penso bem e caminho para a porta da sala, recebendo a mão pesada de Dylan no meu ombro.
— Espera, ei... se acalma, pode não ser nada. O que vai fazer? - pergunta baixo para não chamar atenção.
— Pode não ser nada, apenas estou indo tirar a prova. - digo e ele parece entender.
O homem alto olha por cima dos próprios ombros e caminha ao meu lado para fora do Estúdio. Entramos no carro e vamos até o hotel de Violet. Antes que eu salte do carro Dylan diz que vai na frente. Aguardo sua volta e porra... ele simplesmente sumiu.
Espero mais um pouco o seu retorno e nada. Me canso de esperar e salto do carro, ouvindo saltar comigo o segurança. Quando chego na recepção Dylan parece estar extremamente nervoso e discutindo com o porteiro.
O que caralhos está acontecendo agora?
—Dylan? O que aconteceu? - me aproximo do balcão vendo o olhar assustado do homem atrás dele.
— Isso é... - coça a cabeça e ignora minha pergunta, apenas quando faço barulho seu olhar se encontra com o meu.
Sinto uma sensação estranha, esquisita para cacete.
— Ele disse que ela foi embora ontem à noite, de madrugada. - franjo o nariz. Não estava preparado para essa informação.
— O que?
— Elas simplesmente foram embora? Embora para onde? - questiona o loiro ao porteiro, que realmente não parece saber de nada.
— Eu realmente não sei. A senhorita desceu rápido ontem e foi embora em um dos carros, depois sua equipe veio acertar as coisas e foram embora logo em seguida. - disse.
Assinto para acalma-lo.
— Sabe dizer que horas isso tudo aconteceu? - pergunto.
— Ela desceu em torno das duas da madrugada e a equipe não demorou muito, foram todos antes das três. - informa.
Sem saber o que fazer Dylan me olha assustado. Puta merda. Puta merda. Que caralhos aconteceu ontem. Batuco o balcão até pensar em alguma coisa.
— Tem a chave do quarto dela ? - rapidamente o mais velho nega com a cabeça.
— Não está comigo - diz.
Dylan se afasta e o ouço enviar uma caixa postal perguntando para onde Olívia foi. Volto para o carro para pegar meu celular e tentar mais uma vez ligar para Violet, que mais uma vez não atende e me direciona para a caixa postal.
— Violet? Eu não estou entendendo, o que aconteceu? Para onde vocês foram? - digo e desligo o celular.
A carta. Puta merda. A carta.
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Em cima dos palcos
Novela JuvenilViolet Claire é uma cantora famosa que faz inúmeros espetáculos pelo mundo. Do outro lado, outro fenômeno da música Bruno Mars, a história de ambos se cruzam e assim uma nova Era nasce.
