43 Missão Violet

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*Horas depois*

Bruno Mars

Horas e minutos se passam até que finalmente por os pés em solo Mexicano. Dylan está nervoso, com medo de estarmos indo para uma furada, cogitou a possibilidade de levarmos a polícia conosco mas... não. Não. Eu tenho certeza que era Olívia no celular. Não sei se está nervoso só por isso também, pode está nervoso por estar prestes a rever Olivia.

Estou com as mãos suadas. Estou nervoso, estressado e com certeza não estou com uma boa aparência. Meus rosto tem algumas olheiras, pelo menos não estou com cheiro de cigarro, tratei de tomar um bom banho antes de embarcar. Eu nunca contei para Violet sobre o fumo, eu não sei nem o porque. Não é algo que eu me orgulho mas depois de tantos anos acho que era só mais um hábito do dia a dia.

Eu não sei, contar para ela me deixava... agoniado. Até parece que ela não sabe. Não é como se eu escondesse. Mas, mesmo assim não quero estar com cheiro de tabaco entranhado no corpo quando a abraçar. Eu não sei como as coisas vão acontecer.

Não sei se como ela vai reagir, se vai ficar pior ou se vai ficar estática. Eu não sei e porra isso está me deixando louco. Quando desci do avião uma onda fria atravessou meu corpo, igual quando se está no mar e uma corrente gelada passa por você. Senti o estômago embrulhar e um pouco de refluxo.

Faz tempo que não me sinto assim. Acho que quando me senti tão nervoso foi quando subi nos palcos pela primeira vez ou quando ganhei o primeiro Grammy talvez. Daqui a alguns muitos minutos vou sentir sua pele de novo, sua pele quente e macia.

Mas talvez ela bata a porta na minha cara, e se isso acontecer eu não vou negar que ficarei um pouco mais tranquilo só por vê-la. Por ver como está.

— Ei! Vamos antes que alguém nos veja, o carro está esperando lá fora. - avisa Dylan fazendo um gesto com a cabeça e andando na frente. Coloco o boné e o óculos, não estou na melhor forma para ser reconhecido.

Andamos de cabeça baixa. Não há muitas pessoas por aqui, o que eu considero ser uma puta sorte porque em todos os aeroportos que já desci sempre esteve formigando de pessoas. Um dos seguranças diz que algumas pessoas viram a cabeça para olhar mas que não parecem reconhecer.

Entro rapidamente no carro preto e vejo o restante da equipe entrar em outros carros. 

— Você tá suando.  - ouço-o dizer. Olho para seu rosto e vejo suas sobrancelhas juntas me encarando.

— Você também. - retruco olhando para suas mãos.

Ele apoia o cotovelo na porta e aperta a boca.

— Eu não sei porque mas estou nervoso para cacete. - diz olhando para a janela.

As ruas são bonitas e coloridas.

— Eu também... mas a diferença é que eu sei porque. - tento ignorar a vontade de abrir um maço.

Dylan bate na própria coxa e faz um movimento brusco para se virar e ficar de frente para mim.

— Cara? Ainda com isso? Puta merda. - indaga dando um soquinho leve no meu braço.

— Porra não é isso... é só que... eu não sei como ela vai reagir. Talvez ela bata a porta na minha cara. - explico.

Ele bufa e fica em silêncio. Pouco tempo depois se inclina para frente dando um tapinha no ombro do motorista.

— Pode colocar o ar condicionado no mais potente? Obrigado. - fala voltando ao banco. — eu já estou cansado de falar isso mas vamos lá. Está vendo? Está vendo? Se quiser eu leio para você. - perguntou me mostrando a tela do seu celular.

A mensagem de Olívia dizendo que Violet precisa de mim. Coloco a tela para baixo e ele a minha mão de cima.

— Quer mais claro que isso? Mds quando você ficou tão idiota? - olho para seu rosto que agora parece nada assustado. — Não fode... eu sei que você não vai me demitir! Estou falando como amigo e não como um funcionário. - exclama e não aguento segurar a risada.

— Eu sei dé tudo isso é só que eu to nervoso. - falo tentando sair desse assunto.

Um minuto de silêncio de Dylan olhando dentro da minha alma. Acho que se olhasse mais alguns segundos poderia ver meus ossos.

— Gosta dela? Gosta dela não é ? - perguntou e de novo não seguro a risada.

— O que? Voltamos a quinta série? - questiono e ele dá uma risadinha maliciosa.

— Eu nunca sai mesmo. Mas eai? - insisti.

— Eu não sou nenhum adolescente para ficar falando desse tipo de coisa assim. - respondo achando um absurdo a forma como ele está realmente se referindo a coisa.

— Eu sei... está bem longe de ser mas então pare de agir como um. - olho novamente fuzilando-o. — Ah pare de graça você sabe que não é velho. - se explica.

Bufo vendo que ele realmente pretende se estender nesse assunto.

— Eu sinto algo diferente quando estou perto dela, eu me sinto a porra de um adolescente. É diferente. - paro de falar quando o vejo me encarando como um idiota. — Você não tem maturidade para essa conversa. - falo e me sinto mal por parecer um idoso dizendo isso.

— Porra eu não sou uma criança! - disse ofendido.

— Mas parece uma quando fala sobre isso - faço questão de irrita-lo. — E outra, você também está nervoso... gosta dela? - rapidamente ele se vira para a janela novamente e ignora minha pergunta.

Puxo seu ombro.

— Ham? Responde - cutuco.

— O assunto não é esse. - resmunga.

—Mas você vai ver ele hoje

— Podemos não falar disso enquanto não chegamos na casa? - pede.

— Não, não podemos. Você me encheu o saco! Anda.

Dylan nunca ficou assim tão envergonhado comigo, ainda mais no quesito mulheres. Eu não sei muito dos relacionamentos dele, até porque geralmente não duram muito tempo.

— Você não me respondeu, não tente jogar a bola para mim. - retruca

me sinto jogando ping pingue. Um jogando a bola para o outro e rebatendo com a raquete.

—Bom... você não respondeu para mim mas... vai poder responder para ela. - fala animado olhando pela janela e batendo na minha perna.

Quando me inclino para perto do mesmo, vejo a fachada da casa enorme afastada.








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O reencontro vem aí.... Ansiosos? Amo ver os comentários de vocês amoressss

Em cima dos palcos Histórias para pegar e não largar. Descubra agora