Capítulo 4 = "Chamado do Destino"
O céu de Hogwarts estava tingido com o azul suave da manhã quando Severus Tobias Snape, o intangível professor de poções de Hogwarts, estava como sempre com seu usual manto negro, avançava pelos corredores de pedra. Os ecos de seus passos reverberavam no silêncio enquanto ele murmurava palavras entre dentes, expressando o descontentamento por ter sido chamado durante as férias.
" Claro, não importa se estamos em recesso, o velho do Dumbledore insiste em desestabilizar qualquer vestígio de paz que eu possa ter conseguido" snape resmungou dentro da sua mente, girando nos corredores até chegar à entrada do escritório de Alvo Dumbledore.
Apesar de familiarizado com as excentricidades de Dumbledore, Severus ainda não se conformava com o gosto peculiar do diretor por convocá-lo nas horas mais inoportunas. “Deve ser mais um dos seus esquemas sem sentido,” pensou, antes de murmurar a senha que abriria o caminho até o escritório.
A gárgula de pedra se moveu, e Snape subiu a escadaria em espiral com sua costumeira impaciência, franzindo a testa. Ao entrar no escritório, encontrou Dumbledore sentado, um sorriso acolhedor nos lábios, como se a hora não fosse um inconveniente para ninguém.
– Ah, Severus! Bom dia, – Dumbledore saudou, fazendo um gesto em direção a uma xícara de chá. – Gostaria de se juntar a mim?
Snape recusou com um olhar de ceticismo e cruzou os braços, mantendo a postura rígida e impaciente. __ Prefiro que sejamos diretos direto. Imagino que tenha uma boa razão para me tirar da minha casa, e mim fazer locomove até a escola. No tempo das minhas " Férias ".
Dumbledore sorriu, compreensivo, e assentiu, mas havia um brilho sério em seu olhar. – Severus, peço desculpas pela inconveniência. Sei o quanto aprecia seu tempo longe dos deveres escolares … mas há uma questão urgente sobre a qual preciso falar com você.
Snape revirou os olhos. Como sempre, pensou. "Uma questão urgente". Não que Dumbledore não fosse experiente, mas Snape estava cansado das urgências que sempre se revelavam ser tarefas desgastantes ou insignificantes.
__ E qual seria essa “questão urgente”, diretor ?– Ele perguntou, mantendo o tom seco e direto, mas com uma pontada de sacarmo em sua voz.
Dumbledore ajeitou-se em sua poltrona, entrelaçando os dedos sobre a mesa e assumindo um semblante sério, enquanto snape mantia os olhos negros na presença do velho a sua frente. – Recentemente, temos notado um aumento no número de crianças bruxas vivendo em lares trouxas sem qualquer conhecimento de sua natureza mágica. E muitas delas têm apresentado dificuldades… sinais de magia descontrolada que colocam elas e os demais em risco.
Severus franziu o cenho, mas tentou manter a expressão de desdém. __ E o que exatamente tudo isso tem a ver comigo alvo?
Dumbledore o olhou com um leve toque de reprovação. – Severus, preciso que deixe de lado sua resistência por um momento e compreenda que estamos falando de jovens que não têm orientação, que estão confusas e sofrendo. – Ele fez uma pausa. – Hogwarts tem o dever de assegurar que esses jovens estejam seguros e que entendam quem eles realmente são, os fazendo compreender que eles tenham ajuda.
Snape cruzou os braços, mas, internamente, começava a entender que aquilo talvez não fosse apenas mais uma das excentricidades do diretor. __ Ainda não vejo qual o motivo de me envolver nesse problema. Minerva poderia fazer isso tão bem quanto qualquer um, principalmente melhor do que a mim.
Dumbledore o interrompeu, levantando a mão com uma expressão decidida. – Minerva está ocupada com preparações para o próximo ano letivo, Severus. E, neste momento, você é o único que poderá fazer esse favor para mim.
A resposta direta deixou Severus sem argumentos imediatos, mas ele não iria ceder tão facilmente. __ E por que exatamente esse orfanato precisa ser visitado nesse momento? Não podemos simplesmente apenas mandar uma carta explicativa, como sempre fizemos antes a essas ocasiões. Porque necessia da minha presença ?
Dumbledore observou Severus com um olhar intenso e ponderado antes de continuar, como se guardasse algo que finalmente resolvera compartilhar. – Esse não é um orfanato comum, Severus. Esse é o mesmo orfanato onde Tom Riddle cresceu. Onde ele descobriu, sozinho, que era diferente. E onde eu o encontrei pela primeira vez.
Um silêncio pesado pairou sobre a sala enquanto Severus absorvia aquela informação. Ele sabia bem que qualquer menção ao passado do lord das trevas o trazia um peso considerável, especialmente para Dumbledore. Severus finalmente assentiu, mas, fiel ao seu temperamento, fez questão de adicionar um comentário sarcástico:
__ Que maravilha, Diretor. Agora terei que passar o dia em um local cheio de crianças ruidosas e possivelmente maldosas. Mas, só para deixar claro alvo, não espere que eu volte com um órfão em meus braços. Isso jamais aconteceria.
Dumbledore sorriu, entendendo o humor sombrio de Severus. – Apenas faça o que puder, Severus. Não estou pedindo que adote ninguém, apenas que observe. Veja se há algum jovem que precise de nossa ajuda.
Snape fez uma expressão cética, mas sabia que havia perdido. Com um último aceno curto, virou-se, deixando o escritório, e ouviu Dumbledore sussurrar um “boa sorte” que o irritou ainda mais por dentro.
" Maldito Dumbledore ", xingou snape em consciência.
Enquanto caminhava de volta pelos corredores, Severus pensava na natureza daquela missão. "O orfanato em que o lord das trevas viveu… e crianças bruxas sem controle," refletiu, com uma expressão pensativa. Apesar de sua relutância, sabia que não era incomum crianças como essas passarem por desafios difíceis, mas isso não fazia com que gostasse da tarefa que Dumbledore o colocou. Ele já lidava o suficiente com alunos durante o anos letivos, e agora deveria encarar um ambiente caótico de um orfanato trouxa.
Ele se preparou mentalmente para o que viria, dizendo a si mesmo que estava apenas cumprindo uma obrigação, nada mais. E, acima de tudo, tentou convencer-se de que seu coração não se envolveria – seria apenas mais uma tarefa, uma simples observação.
Mas, algo no fundo de sua mente o incomodava, como se soubesse que aquela visita talvez não fosse tão simples quanto Dumbledore o fizera acreditar.
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" A Soul to Save"
Science FictionEsquecido por um mundo que o rejeitou, Zachriel conheceu a escuridão cedo demais. Filho de uma mãe Protistuta ausente e cruel, viveu seus primeiros anos em um bairro sombrio e degradado da Grã-Bretanha, onde inocência e segurança eram apenas sonhos...
