☆ Capítulo < IX >

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Capítulo 9 = " O Chamado do Silêncio"


A noite estava fria e gelada,  o ar pesado de Londres parecia carregar consigo um estranho silêncio enquanto Severus snape avançava pelos corredores da pequena enfermaria trouxa. Ele havia chegado apressado, sem saber ao certo por que, mas sentia que não podia simplesmente ignorar o chamado. Zachriel o estava chamando.

Caminhando pelo chão do piso da enfermaria do hospital, que rangia a cada passo, Severus olhava ao redor, sentindo-se um pouco deslocado dentro daquele ambiente, mas determinado. Sua mente tentava racionalizar sua presença ali: ele não era pai do menino, nem um parente... Mas havia algo mais profundo, um vínculo que ele não entendia completamente, mas que parecia inquebrável, ele queria estar ali po Zachriel.

Ele pegou um cigarro do bolso do seu sobretudo, e com um movimento rapido, sem que os trouxas vessem, acenxeu a ponta do cigarro com sua varinha. E a escondeu rapidamente dentro do seu sobretudo preto, inalando profundamente, ignorando as normas do hospital. O fumo enchia seus pulmões, proporcionando-lhe uma falsa calmaria, embora soubesse que a agitação que carregava no peito era implacável. Andava de um lado para o outro, impaciente, sentindo-se impotente e frustrado.

A madre retornou, carregando duas xícaras de café.

__ Aqui está, Sr. Snape. Achei que poderia precisar disso — disse ela, com um sorriso cansado, enquanto lhe entregava a xícara.

Severus apenas assentiu silenciosamente com os olhos, pegando a xícara sem muito entusiasmo. Seus olhos ainda estavam voltados para a porta, como se esperasse que alguém viesse lhe dar notícias. Ele mal teve tempo de agradecer seja lá quem for ao céus,  quando uma enfermeira surgiu no corredor, aproximando-se dele.

__ Com licença, o senhor é o responsável pelo menino que teve a crise?

Severus deu um passo à frente, o olhar sério e intenso.

__ Ah Sim, estou aqui por ele. Sabe o que houve exatamente? Qual é o estado dele?

A enfermeira observou Severus com um olhar compreensivo antes de responder.

__ Ele está em repouso agora. Tivemos que acalmá-lo com medicação forte.  É  comum, em casos de crise, que a respiração e os batimentos cardíacos fiquem descontrolados. Mas ele está bem no momento, se recuperando aos poucos.

Ela fez uma pausa e acrescentou, com um sorriso quase maternal.

__ O seu filho é um menino muito forte senhor.

A palavra “filho” atingiu Severus como um raio. Ele piscou, atordoado.

__ Meu… filho? — murmurou, tentando entender se havia ouvido direito.

A enfermeira inclinou a cabeça, sem perceber a surpresa de Severus.

__ Ah, desculpe, pensei... — Ela olhou para ele com uma expressão suavizada. __ É que o senhor parece tão preocupado com ele. A maneira como ficou ndando para lá e para cá... com uma expressão de preocupação, 8Bom, é o tipo de coisa que um pai faz.

Severus hesitou, processando o que ela havia dito. “Eu... pareço um pai preocupado?” A ideia parecia quase absurda, e ele abriu a boca para corrigir a enfermeira.

__ Ele não é meu filho. Eu só... — Suas palavras se perderam por um segundo. __ Ele não é meu filho — repetiu, quase como se tentasse convencer a si  próprio mesmo.

A enfermeira sorriu gentilmente, compreendendo a confusão que ele sentia.

__ Mesmo assim, seja o que for que o senhor representa para ele, posso ver que é muito importante. Ele chamou por você durante quando estávamos aplicando os  calmantes nele. Acho que, para ele, o senhor é alguém que ele confia. É o que mais importa, não acha?

&quot; A Soul to Save&quot;Histórias para pegar e não largar. Descubra agora