Capítulo 31: " Raízes Profundas "
O silêncio no quarto parecia do tipo esmagador, uma pressão invisível parecia pairar, que abraçava a todos e a sufocando. Zachriel continuava sentado no colchão, seu corpo pequeno encolhido enquanto agarrava os joelhos com força, como se isso pudesse mantê-lo seguro de tuso. Ele não chorava mais, mas seu olhar vazio estava fixo no chão. Cada movimento que seu corpo fazia era um reflexo de sua mente sobrecarregada, e seu corpo balançava levemente, um movimento repetitivo e quase automático que ele usava para se acalmar quando as coisas não estavam certas.
Ele sabia que não estava correto, tudo estava fora do comum.
Draco, ao seu lado, observava o amigo com muita preocupação, era visível em seus olhos cinzas, ele tentava encontrar uma forma de alcançar Zach sem pressioná-lo. Ele sabia que, em momentos assim, qualquer palavra errada poderia piorar as coisas com ele naquele momento. Afinal, Zachriel estava extremamente frágil.
— Ei, Zach... — Draco começou, a voz baixa, hesitante. — Eu tô aqui, tá bom? Você não tá sozinho, cara.
Zachriel não respondeu. Apenas apertou mais os braços em torno das pernas, como se estivesse tentando se tornar invisível. A respiração dele era irregular, um som abafado que mostrava que ele estava prendendo as lágrimas. Draco se inclinou um pouco, tentando ver o rosto de Zachriel.
— Você quer que eu chame a Mamae? Ou o padrinho? — perguntou, gentil, mas a reação foi imediata. Zachriel balançou a cabeça com força, quase como se a ideia fosse insuportável naquele momento.
— Não... não... eles vão ficar bravos comigo... — a voz de Zach saiu fraca, cortada pelo choro que ele tentava segurar.
Draco suspirou, um misto de tristeza e impotência passando por seu rosto. Ele queria ajudar Zachriel, mas não sabia como.
Os dedos finos de Zachriel puxavam as dobras da calça do seu pijama, os nós dos dedos já começavam a ficar vermelhos de tanto movimento de dobrar que ele estava fazendo a horas.
Draco suspirou, desviando o olhar para a porta, na esperança de que sua mãe Narcisa ou seu patrinho severus aparecessem logo para ajudá-lo com Zachriel.
{...}
No andar de baixo, no escritório de Narcisa, a discussão continuava. Severus andava de um lado para o outro, como um leão enjaulado, enquanto Narcisa e Kingsley tentavam acalmá-lo.
Kingsley tinham vindo o mais rápido possível naquela madrugada, quando Severus mandou um patrono para ele o chamando, e ele veio automaticamente.
— Ele não vai tirá-lo de mim! — Severus rosnou, interrompendo Kingsley que tentava falar algo para o mestre de poções. — Zachriel é meu filho. Eu sou o pai dele, e aquele homem não tem o direito de sequer pronunciar o nome dele!
— Severus, eu entendo — Kingsley começou, mantendo a calma —, mas precisamos ser estratégicos aqui. Essa situação é mais complicada do que parece.
— Complicada?! — Severus exclamou, virando-se para encarar o amigo, que era mais pata um irmão de consideração. — Ele abandonou Zachriel! Ele nunca esteve presente, nunca se importou. E agora aparece simplesmente agora, exigindo direitos de que eu entregue o Zachirel, como oque? Como se o Zachriel fosse apenas uma coisa que se pode tirar!!!
Narcisa, que até então estava em silêncio, cruzou os braços.
— Severus, eu concordo com você, mas gritar não vai ajudar. Nosso foco precisa ser no bem-estar de Zach. Ele está assustado, Sev, e precisamos estar com ele agora.
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" A Soul to Save"
Ciencia FicciónEsquecido por um mundo que o rejeitou, Zachriel conheceu a escuridão cedo demais. Filho de uma mãe Protistuta ausente e cruel, viveu seus primeiros anos em um bairro sombrio e degradado da Grã-Bretanha, onde inocência e segurança eram apenas sonhos...
