Enquanto Maeve descobre a adrenalina das pistas e Charles se encanta com o universo fashion, ambos aprendem a lidar com os desafios e sacrifícios de suas carreiras. Entre sessões de editoriais e voltas em alta velocidade, eles exploram suas diferenç...
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Fazia pelo menos uma hora em que Charles e eu caminhávamos pela praia de mãos dadas o que fazia as borboletas em meu estomago voassem descontroladamente cada vez em que ele me olhava com aquele sorriso em que suas covinhas aparecem. Não podia imaginar que em quase três meses em que a gente se conversa pude me deixar levar por um sentimento que normalmente demora dar sinais.
— Cabrón disse que ele e Ester vão jantar no hotel hoje pois estão precisando descansar — ele começa a falar quanto ainda tinha os olhos no celular — Podemos sair só nos dois...o que me diz ?— pergunta me encarando um um incerteza no rosto que não era muito o seu estilo.
— Carlos bebeu muito...nem sem como voltaríamos se não fosse você — pontuo me sentando na areia da praia — Claro! Podemos fazer uma coisa mais tranquila também pois estou morrendo de cansaço — sorrio para o mesmo que senta ao meu lado — Mas quero aproveitar cada minuto dessa viagem que estamos tendo
— Estava vendo que tem um restaurante muito legal próximo ao hotel — ele apoia a cabeça em meus ombro — Ele fica em cima do mar e me parece uma boa — concordo com ele apoiando minha cabeça sobre a sua — Você é muito forte Maeve — sua mão descansa sobre o seu joelho e começa a fazer carinhos no mesmo — Muito mais do que imagina e não queria que tivesse passando por isso — ele estava se referindo sobre as matérias que saiu hoje em algumas páginas de fofoca sobre a nossa viagem e as enxurradas de comentários que venho recebendo.
— Está tudo bem Charles — dou um pequeno sorrio e olho para a linda paisagem do mar de Rimini — Não é como se você pudesse controlar o que as pessoas pensam sobre mim ou algo do tipo — afasto nossas cabeças e encaro os seus olhos verdes esmeraldas — Isso é uma escolha delas e bom pessoas assim eu prefiro nem ter contato — deixo um beijo em sua bochecha — Meus pais me ensinaram que não devo ligar para opiniões de pessoas que não são importantes na minha vida e eles não são importantes na minha vida Percy
— Não, eu devia ter tido mais cuidado com você linda — ele se afasta um pouco me encarando com um semblante sério — Eu sabia que isso poderia acontecer pois passei isso com a Charlote e deveria ter feito as coisas diferentes — pego a sua mão negando com a cabeça — Me desculpe Ve me desculpe
— E o que você faria em relação a isso Charles ? Ficaria comigo dentro de um quarto de hotel ou dentro da minha casa ? — perguntei com uma das sobrancelhas levantada e solto uma pequena risada — Desculpas mas não acho que você poderia me proteger de algo que é meio obvio que iria acontecer e não é nada que eu já não tenha lidado Percy — pego a sua mão e entrelaço os nossos dedos — Quando eu era pequena até uma parte da minha adolescência enfrentei vários comentários em relação ao meu corpo com pessoas da minha escola e hoje isso não me incomoda mais
— Eu sinto muito mesmo por precisar passar por isso novamente linda — ele se aproxima fazendo carinhos sobre a minha bochecha — Eu fico muito feliz que você teve o apoio de seus pais nesse momento difícil que precisou passar e saiba que agora você me tem e pode contar comigo para qualquer coisa — meu coração acelera e as borboletas voam em disparada enquanto me jogo em seus braços.
— Você é especial Chars — sussurro próximo ao seu ouvido e enterro meu rosto em seus pescoço sentindo o cheiro amadeirado misturado com a água salgada do mar — Obrigada por tudo — levanto meu rosto encarando cada detalhe do seu e porra como alguém consegue ser perfeito assim —Acho que podemos voltar para o hotel e nos arrumar para ir jantar pois já estou ficando com fome — solto uma risada me afastando aos poucos do seus corpo sentindo um vazio quando faço isso.
Charles sorri, aquele sorriso que sempre fazia meu coração disparar, e me ajuda a me levantar da areia, suas mãos firmes e calorosas envolvem as minhas. A brisa do mar nos envolve enquanto começamos a caminhar de volta em direção ao hotel. Ele não diz nada por um tempo, mas posso sentir que está pensando em algo, como se estivesse tentando encontrar as palavras certas para o que quer me dizer.
— Maeve — ele começa, sua voz suave e ponderada. — Eu... eu só queria que soubesse o quanto eu te admiro. Por tudo o que você já passou e ainda assim, continua tão forte. Não é fácil, eu sei, e ainda assim você sorri, você continua... e me faz ver o mundo de outra forma.
Olho para ele, surpresa com a sinceridade em suas palavras. Seu olhar é profundo, como se tentasse comunicar tudo o que sente através dos olhos. Meus lábios se curvam em um sorriso tímido, enquanto minha mente se perde nas palavras dele.
— Eu não sou tão forte quanto parece — respondo, minha voz suave, tentando esconder a vulnerabilidade que, por um instante, ameaçou transparecer. — Mas tenho aprendido a ser. E isso também é mérito de quem está ao meu lado, como você.
Ele para por um momento, como se estivesse absorvendo as minhas palavras. Quando olhei para ele novamente, seus olhos brilhavam, cheios de uma ternura que eu ainda não sabia como lidar. Ele levanta uma das mãos, como se quisesse tocar meu rosto, mas logo se arrepende e a abaixa rapidamente, como se fosse inseguro de sua ação.
— Você realmente mudou minha forma de ver as coisas, Maeve — ele diz, quase em um sussurro. — Eu quero que a gente aproveite esse tempo juntos, sem pressa. Como se fosse o único momento que importasse, você entende?
Sinto um nó apertado em minha garganta ao ouvir suas palavras, e é como se o mundo tivesse diminuído ao nosso redor. O som das ondas, as risadas ao longe, tudo se torna irrelevante. Só existimos nós dois, naquela caminhada à beira do mar, com os nossos sentimentos flutuando suavemente, como se estivéssemos prestes a cair no desconhecido.
— Eu também quero isso, Charles — murmuro, minha voz trêmula de emoção. — Eu só... quero aproveitar, sem pressa.
Ele sorri, mais uma vez mostrando as covinhas encantadoras, e me dá um leve empurrão de brincadeira.
— Então vamos aproveitar. Vamos curtir esse jantar e depois... quem sabe o que mais podemos fazer?
O clima entre nós dois estava leve agora, sem mais tensões, e me sinto imensamente grata por esse momento de tranquilidade. O resto do mundo podia esperar. Eu estava com Charles, e naquele instante, isso era tudo o que importava.