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Estava ajeitando o quarto quando Charles disse que tinha chegado com uma surpresa e que ela estava na sala

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Estava ajeitando o quarto quando Charles disse que tinha chegado com uma surpresa e que ela estava na sala. Eu fiquei um pouco desconfiada, já que ele estava muito animado com a tal surpresa, o que me fez ficar em alerta. Mas, antes que eu pudesse chegar à sala, ouvi um latido vindo de lá. O som me fez parar no meio do caminho, e, ao olhar em direção à origem do barulho, vi um pequeno cachorro de pelos dourados e boca aberta, correndo em minha direção com toda a energia do mundo.

— Percy, onde foi que você arrumou esse mini cachorro? — perguntei, me agachando rapidamente e pegando o fofinho no colo. Seus olhinhos brilhavam e ele estava tão animado que parecia quase uma bolinha de pelos saltitante. Não resisti e comecei a fazer carinho nele. — Ele é tão pequenino — sorri, observando o cachorrinho em meus braços. Ele parecia tão frágil e adorável, um verdadeiro raio de fofura.

— Ele é um fofinho, né? — Charles disse, se aproximando e passando a mão sobre a cabeça do pequeno, que abanava a cauda freneticamente, visivelmente contente com toda a atenção. — Ele é nosso, linda — corrigiu, fazendo com que meu sorriso se alargasse ainda mais. Fiquei surpresa com a ideia, mas a emoção que ele estava transmitindo era contagiante. A animação de Charles era clara, e o cachorrinho estava definitivamente ganhando meu coração.

— Nosso, sério? — perguntei, com um tom empolgado, enquanto observava o cãozinho em meu colo — Você tem certeza disso? — encaro os olhos verdes de Charles que sorri enquanto concorda com a cabeça animado.

— Vamos ter guarda compartilhada, tudo bem? — ele perguntou, ainda com aquele sorriso travesso. A ideia de ter um cachorrinho dividindo nosso tempo me fez rir, e eu assenti com a cabeça, colocando o pequeno no chão.

O cachorrinho começou a correr pela sala, fazendo uma bagunça leve, mas de uma maneira tão adorável que mal pude resistir. Eu me agachei novamente, atraída pela sua fofura, e ele correu até mim, tentando me fazer de cama enquanto se esfregava nas minhas pernas, pedindo mais carinho.

— Claro, podemos dividir ele, mas só se ele prometer não fazer bagunça demais — brinquei, tentando acompanhar o ritmo frenético do cachorrinho. Charles se abaixou também, colocando uma mão em meu ombro enquanto observávamos o pequeno explorador desajeitado.

— Eu acho que ele vai adorar estar com a gente, independentemente de quem é o "dono" — ele disse, rindo. — Vai ser uma boa experiência para nós dois — O cachorro, com seus olhinhos brilhando, parecia até sorrir de volta para nós, e a sensação de alegria e acolhimento tomou conta do ambiente. Era engraçado como algo tão pequeno podia trazer uma sensação tão grande de mudança, como se já estivéssemos começando uma nova fase, cheia de surpresas e carinho.

Depois de uma longa discussão, decidimos que o nome dele seria Leo Green Leclerc, o que fez Charles brincar dizendo que ele era nosso filho. Eu fiquei ainda mais boba com toda a situação, sorrindo sem conseguir conter a felicidade. Era engraçado como, em tão pouco tempo, Leo havia se tornado uma parte tão importante de nossas vidas, quase como se ele já tivesse sempre feito parte de nós.

Avec affection MeaveOnde histórias criam vida. Descubra agora