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Batucava meus dedos no volante do carro enquanto estava a caminho de Nice

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Batucava meus dedos no volante do carro enquanto estava a caminho de Nice. Meave pousaria em menos de uma hora, e já era possível sentir o cheiro de pêssego que exalava do seu cabelo. Não sei ao certo, mas essa sempre será a minha memória olfativa dela, e toda vez que vamos nos rever, é possível sentir seu cheiro, mesmo sem ela estar por perto.

Quando finalmente estaciono o carro em uma vaga próxima à porta principal do aeroporto, praticamente corro até o seu portão de desembarque. Em alguns momentos sou reconhecido, então paro para dar atenção aos fãs, mas assim que vejo minha garota surgindo no meu campo de visão, meu coração quase salta do peito de tão rápido que estava batendo.

Ela usava um moletom escrito Jesus is King, o que me faz soltar uma breve risada, e uma calça larga na parte de baixo. Seus óculos escuros e o cabelo preso em um coque deixavam claro que ela queria passar despercebida, mas sua feição séria se desmanchou assim que finalmente me encontrou.

— Linda — sussurro, apertando-a em um abraço. — Só Deus sabe o quanto senti sua falta — digo, respirando fundo o cheiro de pêssego que ela exalava. — Vamos para casa. — Pego sua mala com uma mão e, com a outra, entrelaço nossos dedos.

— Eu também senti a sua falta, Chars — diz ela, deixando um beijo rápido em meus lábios enquanto apoia a cabeça em meu ombro. — Por favor, estou morrendo de saudades do Léo — completa, caminhando comigo até o carro.

O trajeto de volta foi silencioso, mas confortável. Meave mantinha a mão entrelaçada na minha, acariciando meu polegar distraidamente enquanto olhava a cidade passar pela janela. Eu alternava entre o volante e ela, como se precisasse confirmar a todo instante que ela realmente estava ali, ao meu lado de novo.

Quando finalmente chegamos em casa, Leo já nos esperava na porta, abanando o rabo freneticamente. Assim que Meave passou pela porta do apartamento, ele correu em sua direção, pulando nela como se também sentisse toda a saudade que eu sentia. Meave se agachou para abraçá-lo, rindo daquele jeito que só ela tinha uma risada leve, que fazia qualquer lugar parecer um pouco mais quente.

— Eu estava morrendo de saudades de você, meu garoto! — ela disse, afagando o pelo dourado de Leo enquanto ele tentava lamber seu rosto inteiro.

Observei a cena por alguns segundos, sorrindo. Era impressionante como, mesmo depois de tanto tempo e distância, tudo parecia se encaixar perfeitamente quando ela estava aqui.

Entramos em casa e, enquanto Meave tirava os sapatos e se acomodava no sofá com Leo grudado nela, fui até a cozinha preparar um café. Sabia que ela iria querer contar tudo as novidades, as histórias, os detalhes que só se revelam quando se está cara a cara, sem telas ou fones de ouvido no meio.

Enquanto a água esquentava, senti seus olhos me observando da sala. Virei de leve e lá estava ela sorriso nos lábios, olhos brilhando.

— Não tira os olhos de mim, né? — brinquei, apoiando o corpo na bancada cruzando os braços vendo seus olhos acompanhar cada movimento que estava fazendo.

Avec affection MeaveOnde histórias criam vida. Descubra agora