Enquanto Maeve descobre a adrenalina das pistas e Charles se encanta com o universo fashion, ambos aprendem a lidar com os desafios e sacrifícios de suas carreiras. Entre sessões de editoriais e voltas em alta velocidade, eles exploram suas diferenç...
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Quando pousamos no Aeroporto de Nice, vi Arthur segurando uma grande placa com o meu nome, o que me fez rir, já que Charles o olhava com um olhar de tédio. Ele havia comentado que Arthur gostava bastante de mim e sempre perguntava quando iríamos até lá para jogarmos cartas juntos novamente. Então, ao ver meu nome escrito em letras maiúsculas na placa, meu coração bateu mais forte de alegria.
— Nossa, que recepção mais linda, Arthur! Mas acho que você esqueceu quem é seu irmão — Charles diz, fazendo um biquinho, o que, para ser sincera, acho uma graça. — Agora vamos, antes que eu desmaie de tanta fome — comenta, empurrando o irmão sem deixar que ele me cumprimentasse direito.
— Charles... — chamo a atenção do mais velho, que logo me encara com um sorrisinho. — Deixe-me cumprimentar o Arthur direito — comento, indo até o mais novo e passando meus braços pelo ombro dele. — Também estava com saudade de você, Arthur... de todos vocês — sorrio, deixando um beijo na bochecha dele, e volto para o lado do meu namorado, pegando a mão dele.
Charles me puxa pela mão, e a caminhada até o carro é breve, mas cheia de risos e piadas. Arthur, ainda sorrindo, começa a falar sobre a última vez em que jogaram cartas, e como ele estava ansioso para relembrar aqueles momentos. Eu posso perceber como ele realmente se importa com o tempo que passamos juntos. Charles, por outro lado, continua a reclamar da fome, fazendo piadas sobre como ele só consegue se concentrar no jogo de cartas depois de uma boa refeição.
Chegamos ao carro, e Arthur vai para o banco do motorista, enquanto Charles se joga no banco de trás, fazendo um sinal de vitória ao pegar o lugar mais confortável. Eu fico no banco da frente, ao lado de Arthur, e o caminho até Mônaco é mais curto do que eu imaginava. A paisagem que se estende ao longo da costa é de tirar o fôlego, com o mar azul profundo e as montanhas ao fundo.
Durante o trajeto, as conversas vão e voltam entre assuntos variados: de piadas familiares a planos para o fim de semana. Eu me pego sorrindo, sentindo a felicidade de estar ali, rodeada por pessoas que me fazem sentir parte de algo maior. Quando finalmente chegamos em Mônaco, a vista da cidade é ainda mais impressionante do que eu lembrava.
— Mamãe preparou o seu quarto lá em casa, Charles — Arthur começa, olhando o irmão pelo espelho. — Disse que devemos passar essa noite juntos e, depois, você pode ir para o apartamento — Vejo Charles revirar os olhos, sabendo exatamente quais seriam seus planos ao chegar em seu apartamento.
— Enzo e Charlotte também vão estar lá? — pergunto, ignorando o olhar de tédio do meu namorado e olhando para o irmão mais novo de Charles, que concorda com a cabeça — Que ótimo! Assim, podemos realmente ter uma noite em família, Percy — sorrio, voltando a encarar meu namorado, que faz um gesto desanimado com a cabeça.
Percy não diz nada de imediato, apenas solta um suspiro, claramente irritado com a ideia de uma noite em família. Sei que ele ama a família mas os planos eram pedir uma pizza e assistir filme agarradinhos em seu apartamento, só nos dois, longe de todo o barulho e confusão. Mas, de alguma forma, ele sempre acaba cedendo para me fazer feliz.
— Está bem, está bem — ele finalmente diz, passando a mão pelos cabelos com um gesto cansado. — Mas só porque você pediu. Não quero ser o chato da história — Eu rio e seguro sua mão, apertando-a com carinho. Ele olha para mim, os olhos suaves, como se a frustração de antes tivesse desaparecido por um momento.
— Eu adoro quando você se preocupa com a família, Percy — comento, olhando profundamente em seus olhos. — Vai ser bom para nós, uma chance de estar juntos e aproveitar a companhia dos outros — Ele balança a cabeça em aceitação, mas sei que, no fundo, ele também está começando a se animar com a ideia de estar rodeado de pessoas que ele mais ama, mesmo que de maneira um pouco menos... íntima.
Arthur, que observa tudo com um sorriso no rosto, vira a chave na ignição e o carro começa a seguir em direção à casa de sua mãe. A estrada, com suas curvas suaves e o vento fresco da tarde, parece convidativa, e a viagem não demora muito para que cheguemos ao destino.
Quando estacionamos em frente à casa, a primeira coisa que noto é a imensa varanda, decorada com flores coloridas e uma vista de tirar o fôlego do mar. A casa de Arthur sempre foi um lugar acolhedor, e eu não posso deixar de me sentir em casa, mesmo que seja a primeira vez que fico lá. Charles, agora de bom humor, desce do carro rapidamente e vai em direção à porta, praticamente correndo.
— Vamos logo, pessoal! Estou morrendo de fome! — ele chama, a voz cheia de entusiasmo, Arthur e eu trocamos um olhar e sorrimos, seguindo-o até a entrada — Mãe espero que tenha feito uma bela refeição para receber a minha garota
Dentro da casa, o ambiente é aconchegante. A luz suave das lâmpadas cria uma atmosfera acolhedora, e a mesa de jantar já está posta, com pratos e taças esperando por nós. Enzo e Charlotte estão na sala, conversando animadamente sobre algo que eu não peguei, mas os risos deles ecoam pela casa, tornando tudo ainda mais familiar.
— Oi, pessoal! — Arthur diz, entrando na sala com um sorriso. — Chegamos! — Enzo, que estava de costas para nós, se vira e sorri ao ver Charles, puxando-o para um abraço apertado.
— Você finalmente apareceu, irmão! Estávamos esperando para jogar uma partida de cartas! — Enzo diz, e Charles, imediatamente, reage com entusiasmo, esquecendo completamente da fome por um momento, Charlotte se aproxima também, sorrindo para mim.
— Que bom que você está aqui! Vai ser ótimo passar a noite toda com todos nós — ela comenta, abraçando-me de forma acolhedora, olho para Percy, que agora está ao meu lado, com um leve sorriso nos lábios, mas ainda um pouco hesitante, como se estivesse tentando se acostumar com a ideia de toda aquela agitação. Sei que ele vai se soltar em algum momento, mas por enquanto, ele parece relaxar ao ver o quanto todos estão felizes por estarmos ali.
— Vamos jantar antes de começar o jogo? — Pascale sugere, puxando Charles em direção à mesa de jantar, com um sorriso gigante nos lábios por ter o filho ali com ela. — Que bom que voltou, querida. Estávamos ansiosos para saber quando seria a sua próxima visita. — Ela me olha com carinho, me dirigindo um sorriso acolhedor.
— Acho que isso é o mais sensato — Percy diz, finalmente se juntando a nós, mais relaxado. — Não quero perder a chance de comer uma boa refeição da minha mamãezinha — Rimos todos juntos, e o clima leve e descontraído vai se instalando à medida que a noite avança. Sinto uma felicidade tranquila ao ver todos juntos, como uma verdadeira família.
— Obrigada pelo carinho — dou um sorriso pequeno, me sentando ao lado de Charles, que já se servia na mesa. — Esses meses foram corridos, mas assim que finalizar a faculdade, espero ter um pouquinho mais de tempo para poder passar com você.
Vejo Charles pegar meu prato e começar a me servir também, com aquele gesto carinhoso e atencioso que sempre me faz sorrir. Ele sabe que estou cansada, e seu cuidado é uma das coisas que mais aprecio nele.
— Você sempre exagera na quantidade, Charles — comento, olhando para o montão de comida que ele colocou no meu prato — Não vou conseguir nem comer a metade do que está aqui querido — arregalo os olhos e vejo alguns sorrisos entre Charlotte e Enzo
— Eu só quero garantir que você coma o suficiente — ele responde com um sorriso travesso, antes de me entregar o prato, que mal consigo segurar de tão cheio — Já conversamos sobre isso e gosto de cuidar de você —sinto seus lábios na minha cabeça e minha bochecha ficar vermelha.
— Vou ficar completamente empanturrada com isso — digo, rindo, mas aceitando a comida com gratidão — Percy olha para a cena e não consegue conter um sorriso, algo que, embora discreto, já é uma grande mudança comparado ao começo da noite. Ele sempre teve um jeito mais de ficar bicudo quando algo não sai do seu jeito, mas agora, vejo um brilho nos olhos dele que me aquece por dentro.
À medida que todos se sentam e começam a conversar, o ambiente fica ainda mais acolhedor. A comida, preparada com tanto carinho por Pascale, é deliciosa, e as conversas fluem de maneira natural. De repente, a pressão dos meus estudos e do futuro parece mais distante. Estou ali, no meio de pessoas que me amam, e isso traz uma sensação de paz que não sentia há algum tempo.