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A semana passou voando, como se não fossem 7 dias, e sim apenas um

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A semana passou voando, como se não fossem 7 dias, e sim apenas um. Estava feliz, pois havíamos finalizado as fotos para as campanhas e agora elas estavam apenas passando pelo processo de edição. Logo estariam disponíveis no site e em todas as plataformas sociais da Amica. Meu coração quase saiu pela boca quando recebi algumas fotos pelo e-mail de Inês; ela estava tão animada quanto eu, o que deixava tudo mais incrível. Chiara havia gostado das fotos e estava feliz com o meu desempenho, me deixando com a sensação de trabalho feito com sucesso.

— Hoje, fui liberada mais cedo da Amica e aproveitei para passar e pegar a sua encomenda — Olive diz, passando pela porta de entrada do nosso novo apartamento. — Acho que você vai gostar da surpresa — ela sorri animada, me entregando um envelope branco. — Acho que deveria receber uma recompensa depois disso — murmura, se jogando ao meu lado no sofá.

— Por que não me avisou que ia sair mais cedo? Fiquei um tempão te esperando, até Jules me dizer que tinha sido liberada mais cedo — resmungo, olhando feio para a mesma. — Encomenda? Mas não fiz nenhuma compra esses dias — digo, pegando o envelope e olhando para o mesmo, confusa. — Isso aqui não é um resultado de um teste de gravidez, né, Olive? — pergunto, me virando séria para a mesma.

— Meu Deus, que relacionamento tóxico é esse que estamos vivendo, hein? — pergunta, levantando uma das sobrancelhas. — O QUÊ? NÃO! — grita, negando a possibilidade de ser um teste de gravidez. — Abre, Meave, apenas abra o envelope — diz, se levantando e indo em direção à geladeira pegar uma garrafinha de água.

Abro o envelope e vejo uma passagem para Itália, direcionada a Monza. Encara a ruiva, confusa, por um momento, até a ficha cair: a próxima corrida seria em Monza. Charles provavelmente já deveria estar lá nesse momento, o que me faz levantar rápido e ir em direção ao meu quarto preparar minha mala. Esse idiota nem ao menos me avisou que queria que eu fosse para essa corrida, mas estou com tantas saudades dele que não vou me importar de ter me avisado assim em cima da hora e pedido segredo para Olive.

Enquanto pego minha mala e começo a fazer a triagem das roupas que posso levar, minha mente começa a correr à mil por hora. Monza. Charles estava lá, e em algum lugar do meu coração, uma chama de excitação acende. Estava morrendo de saudades dele, mas ao mesmo tempo, uma pontada de irritação me fazia questionar, por que ele não me avisou antes? Não que isso fosse realmente importar, no fundo, o que eu queria mesmo era estar com ele, mesmo que de forma inesperada e abrupta. Olive entra no meu quarto, sorrindo como se soubesse exatamente o que estou pensando.

— Você não vai levar isso, vai?— Ela me olha de cima a baixo, apontando para a blusa que eu estava quase colocando na mala. — Aposto que Charles preferiria algo mais... ousado,— ela diz, com uma risadinha travessa.

Dou uma risada e começo a pegar roupas mais apropriadas. Um vestido preto simples, mas com aquele toque de sofisticação que sempre usava para essas ocasiões. Não queria chamar muita atenção, mas, de algum modo, estava me preparando para encontrar Charles no melhor estilo possível, sem parecer que eu havia jogado qualquer coisa na mala apenas para embarcar no voo. Olive continua com seu olhar de "já sei tudo", mas, ao mesmo tempo, vejo que ela está tão animada quanto eu, o que me faz rir ainda mais.

— Sabe que você não precisa se privar de ver seu namorado só por conta do medo do que vão, né? — ela comenta, enquanto me observa colocando o último par de sapatos na mala. — Fico imaginando o que você vai fazer quando vê-lo novamente. Vai ser uma mistura de 'não me importo com nada' e 'muito bem, Charles, vamos fazer isso. — Dou uma olhada em sua direção e não posso deixar de sorrir. Olive tem essa habilidade de me fazer rir até nas situações mais tensas.

— Eu só não entendo uma coisa — digo, olhando para ela enquanto fecho a mala enquanto ignoro a sua primeira pergunta. — Como você consegue esconder essas coisas da sua melhor amiga ? — pergunto, ela dá de ombros, como se fosse óbvio.

— Eu sou sua melhor amiga e sei que adora surpresas — Ela me dá uma piscadela antes de voltar para a sala — Agora, é melhor você correr para o aeroporto. Charles vai ter um treco se não conseguir embarcar nesse avião — Olho para o relógio. Estava quase na hora de sair, e a adrenalina começa a tomar conta de mim. Por mais que eu quisesse que tudo tivesse sido mais planejado, isso só deixava a situação ainda mais interessante. Vai ser bom vê-lo de novo, penso comigo mesma, ajeitando o cabelo antes de sair para o carro que Olive já tinha chamado para mim.

Enquanto o táxi me leva para o aeroporto, não consigo deixar de pensar no quanto aquela corrida vai ser diferente. Mais do que o evento em si, mais do que o glamour, era o reencontro que me deixava inquieta e animada. E no fundo, eu sabia que, não importa o que acontecesse em Monza, essa viagem teria sido um capítulo de nossa história que eu nunca esqueceria.

Quando passo pelo portão de desembarque não consigo evitar o sorriso que surge espontaneamente em meu rosto. A emoção de vê-lo novamente, depois de tanto tempo, é indescritível. As tulipas rosas nas suas mãos parecem quase brilhar à luz do aeroporto, contrastando com seu traje elegante, e seu olhar está cheio de carinho e desejo.

Ele me envolve em seus braços, e por um momento, o mundo ao nosso redor desaparece. A correria do aeroporto, os olhares curiosos das pessoas, nada mais importa. Estou ali, no abraço dele, sentindo o calor do seu corpo e o perfume amadeirado que tanto me faz falta. Ele me aperta mais forte, como se tentasse me absorver, e, por um instante, me deixo envolver por essa sensação reconfortante.

— Senti sua falta, linda — ele diz, com uma voz suave e cheia de saudade, antes de me dar um beijo rápido nos lábios. O toque dos seus lábios me faz esquecer de tudo ao nosso redor, até mesmo a pressa de chegar a Monza. Quando ele se afasta, a admiração nos olhos dele me faz corar — Deus, você está mais linda do que o normal — ele diz, pegando minha mala com facilidade, como se fosse o objeto mais leve do mundo, e então me entrega o buquê com um sorriso. Eu pego as flores, sentindo a maciez das pétalas e o frescor da surpresa, com o sorriso igualmente largo.

— Obrigada... Eu senti tanto a sua falta — respondo, a voz embargada de emoção, Charles sorri e, com um gesto cuidadoso, coloca suas mãos sobre a minha cintura, guiando-me gentilmente para fora do terminal. O calor das suas mãos me transmite uma sensação de segurança, de que tudo vai dar certo, e a ansiedade que eu estava sentindo até então desaparece quase instantaneamente.

À medida que caminhamos até o carro, minha mente começa a processar a situação. Ele está ali, comigo, e em breve estaremos em Monza, no coração do circuito, e a corrida será apenas uma parte do que viverei ao lado dele. As palavras dele sobre minha aparência me aquecem por dentro, mas é a conexão que sinto com ele, no toque e nos olhos, que realmente me faz sentir viva.

Chegamos a um dos carros estacionados perto da saída, e vejo a Ferrari F8 Tributo preta brilhando sob a luz do luar. O carro é uma obra de arte em si, com suas linhas elegantes e aerodinâmicas, tão imponente quanto o próprio Charles. Ele abre a porta para mim com um gesto, e eu me sento no banco do passageiro, sentindo a textura do couro suave que envolve o assento. O som do motor sendo ligado é quase como música para meus ouvidos, e logo estamos a caminho de Monza.

— Vamos fazer essa viagem valer a pena, certo? — diz ele, com um sorriso travesso enquanto coloca o carro em movimento. Sinto o vento suave entrando pelas janelas, mas é o sentimento de estar finalmente com ele, em um lugar onde o tempo parece estar ao nosso favor, que me faz esquecer de todas as preocupações. A estrada se estende à frente, e com Charles ao meu lado, sei que a corrida será apenas o começo de uma aventura que nem eu mesma consigo prever.

Avec affection MeaveOnde histórias criam vida. Descubra agora