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O Natal era, sem dúvidas, a minha época do ano preferida

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O Natal era, sem dúvidas, a minha época do ano preferida. Quando Charles sugeriu que nossas famílias passassem a data juntas, meus pais prontamente cederam nossa casa como local. Pascale estava animada por finalmente podermos reunir as duas famílias e concordou sem pensar duas vezes. Meus pais, inclusive, quase se ofenderam quando eles disseram que ficariam em um hotel, o que acabou causando uma pequena dor de cabeça ao Lorenzo, que precisou cancelar as reservas em cima da hora.

— Eu queria entender como você faz para ser simplesmente tão linda assim? — ouço a voz de Charles no pé do meu ouvido, enquanto me arrumo em frente ao espelho. — Eu te amo, Meave — diz, me encarando com um sorriso que faz as covinhas aparecerem.

— Bobo — sorrio, me virando para ele e passando os braços em volta do seu pescoço. — Você também está incrível. — Deixo um selinho em seus lábios. — Eu também te amo, Pecy — me afasto um pouco, encarando-o.

— Estou sendo realista — ele diz sério, enquanto me solta. — Minha mãe não para de mandar mensagens dizendo o quanto seus pais a estão tratando bem. — O sorriso no rosto dele era sincero e grato. — Obrigado por receber minha família tão bem assim.

— Vocês sempre me recebem bem quando estou na sua casa — comento, pegando a bolsa que estava em cima da cama. — Isso é o mínimo que poderíamos fazer por vocês. — Deixo mais um beijo em seus lábios antes de me encarar no espelho.

Paris sempre era fria no Natal, então optei por um vestido midi, justo ao corpo, com mangas longas na cor preta. Na parte de cima, ele era adornado com pelos brancos, assim como a barra do vestido. Nos pés, um salto alto também preto, elegante o suficiente para a noite especial.

Descemos as escadas devagar, com os sons de risadas e conversas preenchendo a casa. O cheiro de canela, vinho quente e biscoitos recém-assados se misturava com o perfume leve das velas aromáticas espalhadas pela sala. Meus pais sempre caprichavam na decoração de Natal — luzes douradas, enfeites clássicos e uma árvore impecável, daquelas que parecem saídas direto de uma vitrine das Galeries Lafayette.

Na sala, Pascale, mãe de Charles, conversava animadamente com a minha mãe, as duas com taças de espumante nas mãos, como se fossem velhas amigas. Lorenzo, sempre elegante e levemente agitado, atravessava a casa supervisionando os detalhes desde a playlist natalina até a posição das velas sobre a mesa de jantar.

— Olha só! O casal estrela chegou — comentou Lorenzo ao nos ver, lançando um olhar divertido. — Finalmente, cara, não aguentava mais o Arthur resmungando que queria a Olive aqui com ele — soltei uma risada, olhando meu cunhado mais novo, que revirava os olhos.

— Você ainda não superou ela ter viajado para a casa dos pais? — brinquei, sabendo que sim. — Eu também estou sentindo falta dela, mas ela prometeu voltar dia 28 — vejo ele concordar com a cabeça enquanto anda até Charlotte.

— Alguém precisa me apresentar essa garota — respondeu Lorenzo, apontando para mim com um pequeno gesto dramático. — E, por favor, diga ao Charles para não deixar o casaco em qualquer lugar como da última vez.

Avec affection MeaveOnde histórias criam vida. Descubra agora