Enquanto Maeve descobre a adrenalina das pistas e Charles se encanta com o universo fashion, ambos aprendem a lidar com os desafios e sacrifícios de suas carreiras. Entre sessões de editoriais e voltas em alta velocidade, eles exploram suas diferenç...
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A noite estava fria, mas usar calça estava completamente fora de cogitação. A corrida aconteceria à noite e, depois, seguiríamos direto para o cassino para comemorar a vitória ou, pelo menos, torcer para isso. Escolhi um vestido tubinho vermelho, justo na medida certa, e um sobretudo de couro preto que trazia um toque ousado ao look. Nos pés, um salto alto. O cabelo estava preso em um coque elegante, e os lábios tingidos de vermelho combinavam tanto com o vestido quanto com as cores da equipe do Charles.
Assim que descemos do carro, Olive e eu fomos recebidas por uma chuva de flashes. Sabia que aquilo a deixava desconfortável, ainda mais considerando toda a situação com Arthur. Sem pensar duas vezes, segurei sua mão com firmeza e a guiei até o hospitality da Ferrari, onde Haile já nos aguardava com um sorriso acolhedor no rosto.
— Meave, que bom te ver, querida — disse a loira, me puxando para um abraço afetuoso antes de se voltar para Olive. — E você deve ser a Olive, certo? — Olive assentiu educadamente, estendendo a mão. — Sou a Haile, cuido da imagem pública do Charles — ela completou, se afastando um pouco para nos observar com mais atenção. — É um prazer te conhecer, de verdade.
— O prazer é meu — respondeu Olive com um sorriso tímido, apertando a mão de Haile. Percebi que ela estava tentando parecer tranquila, mas seus dedos ainda entrelaçados aos meus diziam o contrário. Eu conhecia aquele nervosismo era o mesmo que senti na primeira vez que entrei ali, cercada por gente que parecia viver num mundo paralelo de velocidade, fama e expectativas.
— Vocês chegaram em boa hora — comentou Haile, gesticulando para que a seguíssemos. — O Charles já está no carro, e as arquibancadas estão lotadas. Acho que essa noite vai ser intensa —Entramos no hospitality da Ferrari, onde tudo parecia cuidadosamente cronometrado. Pessoas andavam de um lado para o outro, fones no ouvido, pastas nas mãos, vozes abafadas em idiomas diversos. A energia era elétrica um misto de ansiedade e adrenalina contida.
Fomos levadas até uma área reservada para os convidados mais próximos da equipe. A vista da pista era privilegiada, e o clima de expectativa pairava no ar como um perfume caro. Haile nos deixou com uma breve promessa de voltar após a largada, e ficamos ali, observando o ritmo acelerado do paddock enquanto a noite em Vegas parecia brilhar ainda mais sob as luzes do circuito.
— Tá tudo bem? — perguntei a Olive, inclinando-me para ela enquanto pegávamos uma taça de espumante oferecida por um dos garçons.
— Sim... só ainda me sentindo meio fora do lugar — ela admitiu, observando os convidados em volta com um olhar curioso. — Mas ao mesmo tempo... estranhamente parte disso tudo. Como se estivesse onde deveria estar.
— Isso se chama destino, querida — brinquei, erguendo minha taça em direção à dela. Ela riu e brindamos silenciosamente. Antes que eu pudesse responder, uma das telas à nossa frente mostrou o carro do Charles se posicionando no grid. O vermelho brilhante, com o número 16 estampado, parecia ainda mais marcante sob as luzes artificiais do circuito.