Enquanto Maeve descobre a adrenalina das pistas e Charles se encanta com o universo fashion, ambos aprendem a lidar com os desafios e sacrifícios de suas carreiras. Entre sessões de editoriais e voltas em alta velocidade, eles exploram suas diferenç...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Tínhamos combinado de passar o Ano Novo todos juntos na casa do Carlos e da Ester, na Espanha. Era reconfortante perceber que estávamos nos tornando uma grande família. Talvez um pouco desajeitada? Sim, talvez... mas ainda assim, uma família que se ama de verdade. Eu estava sentada com as meninas na sala de estar do apartamento deles, enquanto conversávamos sobre o casamento da Ester.
— Estamos pensando em fazer um jantar de noivado em Mônaco mesmo, mas a cerimônia seria no hotel dos meus pais, aqui em Madri — disse Ester, olhando com carinho para o anel em sua mão. — Ainda não pensamos em muitos detalhes, mas quero que seja no ano que vem — Os olhos dela brilhavam sempre que o assunto era o noivado. Era lindo de ver.
— Tenho certeza de que vai ser perfeito — disse Anna, sorrindo para a morena. — Mas ainda fico chocada que vocês namoraram por dez anos até ele tomar coragem de te pedir em namoro! — comentou, fazendo uma careta divertida.
— Eu fazia faculdade, ele estava focado nas corridas... e quando veio a pandemia, acabei ficando na casa dele e nunca mais fui embora — respondeu Ester, sorrindo para a loira. — Também passamos por momentos difíceis antes do pedido de noivado, mas onde há amor, tudo pode ser resolvido.
— Fico feliz que vocês tenham se resolvido, Ester — disse, pegando sua mão e apertando-a com delicadeza. — E sobre o casamento, se precisar de qualquer coisa, estamos aqui pra te ajudar — Ela me retribuiu o sorriso, visivelmente emocionada.
Enquanto isso, Olive estava em silêncio, com o olhar fixo na taça que segurava, como se estivesse perdida em pensamentos. Talvez ainda estivesse abalada pela discussão que teve com Arthur mais cedo. Ele a havia confrontado sobre o fato de ela continuar fugindo dele sempre que estamos em público. Desde o início ela se mostrou insegura com tudo que envolve a mídia um contraste enorme com a minha melhor amiga de meses atrás, que me encorajava a enfrentar tudo isso de cabeça erguida.
Eu observei Olive por um momento, hesitante em quebrar o silêncio dela. A forma como seus dedos giravam lentamente a base da taça denunciava um turbilhão interno que ela tentava esconder. As outras continuavam a conversar, mas por um instante tudo ao meu redor pareceu diminuir — como se o foco tivesse mudado apenas para ela.
— Olive? — chamei baixinho, tocando de leve seu joelho com a ponta dos dedos. Ela ergueu o olhar devagar, os olhos ligeiramente marejados, mas ainda firmes. Tentou sorrir, mas não alcançou os olhos.
— Tô bem, só... pensando — murmurou, desviando logo em seguida, Anna percebeu o clima e trocou um olhar comigo, rápido, cúmplice — Tá tudo bem — continua murmurando.
— Foi por causa do Arthur? — perguntei em voz baixa, só para ela. Ela respirou fundo antes de responder — Eu sou a sua melhor amiga e sabe que pode contar comigo sempre querida — sorrio pequeno para a mesma.
— Ele não entende. Ou talvez entende demais. Mas cada vez que aparece um paparazzi ou alguém sussurra seu nome em voz alta, eu congelo. Parece que tudo vai desmoronar — fez uma pausa, lutando contra as lágrimas — E eu detesto que ele veja esse lado meu. Ele se expõe tão naturalmente, como se fosse fácil, pra mim não é — Ficamos em silêncio por um momento, Ester e Anna, respeitosamente, deixaram o assunto fluir sem interrupções.