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Charles estava no Catar, e eu tinha viajado com Olive até Nova York para participar de uma reunião que Heather havia agendado

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Charles estava no Catar, e eu tinha viajado com Olive até Nova York para participar de uma reunião que Heather havia agendado. Desde que a campanha da Sisley foi realmente lançada, tenho recebido várias propostas de marcas para novas campanhas — e isso tem me deixado até um pouco ansiosa. Olive estava com um sorriso tão grande quanto o de uma criança ganhando doces.

— Não acredito que estamos mesmo em Nova York — ela comenta, animada, me fazendo rir junto com ela. — Tipo, é a cidade onde muitas celebridades moram — me olha séria. — A Taylor Swift mora aqui! Imagina só encontrar ela pelas ruas? — pergunta, levantando uma das sobrancelhas.

— Tipo, se a gente encontrar ela em um café — levanto uma das sobrancelhas, entrando na animação dela —, a gente finge costume e não pede nada? Ou podemos ser fãs normais e pedir uma foto? — pergunto, vendo seu rosto ficar sério.

— Se ela estiver comendo, vamos respeitá-la e só pedir depois que ela terminar — diz, apontando para mim, e eu concordo com a cabeça. — Ninguém gosta de ser interrompido enquanto está comendo — pontua, com razão.

— Sobre o que vocês duas estão conversando? — ouço a voz de Anna, me fazendo olhar para frente, assustada. — Estamos observando vocês desde que saíram do portão de desembarque — solto um suspiro enquanto a abraço.

— Sobre possibilidades — Olive diz, abraçando Anna logo depois que a solto. — Muitas possibilidades — sorrio para a ruiva confidente e vou em direção a Heather, que nos observava com um olhar estranho.

— Senti sua falta — digo, abraçando-a rapidamente. Depois aperto suas bochechas com um sorriso. — Vai, eu sei que também sentiu a minha falta — me afasto ainda sorrindo, enquanto ela me lança um olhar sério.

— Vai, eu sei que também sentiu a minha falta — me afasto ainda sorrindo, enquanto ela me lança um olhar sério.

Heather cruza os braços e levanta uma sobrancelha, como se tentasse manter a pose de agente implacável, mas seus olhos a traem. Eles brilham por um segundo antes que ela revire levemente os olhos.

— Talvez só um pouquinho — responde, seca, mas não consegue esconder um canto do sorriso.

— Isso é o suficiente pra mim — digo, piscando, antes de me virar para pegar minha mala. Olive já estava arrastando a dela com dificuldade, a rodinha travando no carpete.

— Eu sabia que devia ter trazido aquela menor — reclama, bufando. — Mas quem consegue escolher sapatos pensando no mínimo essencial?

— Ninguém — comento, rindo. — E nem precisa. Estamos em Nova York, lembra? Você pode comprar tudo de novo.

— Esse é exatamente o problema — ela rebate, arregalando os olhos. — Eu vou querer comprar tudo de novo.

Heather, à frente, se vira para nós e balança a cabeça com uma expressão cansada — não do tipo que reclama, mas do tipo que já se acostumou com nossos exageros.

Avec affection MeaveOnde histórias criam vida. Descubra agora