Enquanto Maeve descobre a adrenalina das pistas e Charles se encanta com o universo fashion, ambos aprendem a lidar com os desafios e sacrifícios de suas carreiras. Entre sessões de editoriais e voltas em alta velocidade, eles exploram suas diferenç...
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— Vocês chegaram — Olive disse, levantando a cabeça e nos encarando com um sorriso preguiçoso. — Depois me contam como foi — fez um biquinho antes de se aninhar novamente sobre o peito de Arthur.
Olhei de relance para Meave. Ela sorria daquele jeito que fazia meu peito se aquecer — suave, afetuoso, quase cúmplice. Em silêncio, me puxou pela mão até o quarto, como se o mundo lá fora não precisasse mais da nossa atenção.
Ajudei-a a soltar o fecho do vestido, e o tecido deslizou pelos ombros dela até o chão com uma elegância quase ensaiada. Me afastei por um segundo para observá-la ali, de costas para mim, com a pele exposta sob a luz baixa do abajur. Havia algo de sagrado na intimidade silenciosa dos pequenos gestos.
Comecei a tirar o paletó, jogando-o sobre a cadeira do quarto dela, quando senti suas mãos tocarem meu peito. Ela se aproximou devagar, os dedos firmes, mas suaves, traçando o contorno da camisa como se desenhasse algo invisível.
— Deixa que eu te ajudo — murmurou, com aquele sorriso que sempre me desmontava. Seus olhos tinham um brilho diferente — mais intenso, mais vivo. — Você estava lindo hoje.
A voz dela soou perto demais, baixa demais, e quando seus lábios roçaram meu pescoço, um arrepio percorreu minhas costas como uma corrente elétrica sutil. Fechei os olhos por um instante, apenas sentindo.
— Quem brilhou foi você — falei, deixando as palavras escaparem sem pensar. — Eu só estava lá pra ver.
Ela sorriu contra minha pele, e então tirou minha camisa com uma lentidão quase poética, como se cada botão fosse uma pausa necessária entre a pressa e o desejo. Meus dedos encontraram sua cintura, e por um segundo ficamos ali, frente a frente, com a respiração misturada e o silêncio dizendo tudo.
Seus lábios vieram de encontro aos meus e, por um momento, o beijo era calmo e tranquilo — como um sussurro entre dois corpos que já se conhecem. Mas logo, como se uma chama se acendesse de dentro, tudo começou a se intensificar.
Minhas mãos encontraram o caminho natural pelas curvas do corpo dela, explorando com reverência cada centímetro de pele exposta. Meave me puxava para mais perto, como se quisesse que eu desaparecesse dentro dela, e eu a seguiria sem hesitar.
Fomos andando devagar até sua cama, tropeçando levemente em roupas no chão, rindo entre um beijo e outro, com aquela leveza que só existe entre duas pessoas que se sentem seguras uma com a outra.
Quando caímos sobre os lençóis, os corpos se encaixaram com a precisão de quem já se escolheu mil vezes antes, mesmo em silêncio. Meave olhava nos meus olhos como se estivesse me lendo por dentro — e eu me deixava ser lido, sem reservas.
As carícias deixavam de ser apenas desejo e se tornavam confissão. Cada toque carregava o peso de tudo o que não dissemos em voz alta — o medo, o carinho, a entrega. Eu não queria apenas tê-la; eu queria estar com ela por inteiro, naquele instante em que o mundo lá fora parecia não existir.
— Você é meu lugar seguro — ela murmurou entre beijos, com a voz baixa e rouca, como se estivesse confessando um segredo só nosso.
Respondi com o corpo, com os olhos, com tudo que sou. Naquele quarto, sob a luz suave, éramos apenas dois corações se permitindo ser vulneráveis. Dois mundos se encontrando, sem pressa, sem medo, sem máscaras.
E quando, enfim, nossos corpos repousaram lado a lado, envoltos por um silêncio tranquilo, olhei para ela e soube — mais do que nunca — que aquilo era amor. Não o amor de promessas ou palavras grandes. Mas o amor real, que se constrói no toque, no riso, no depois. No simples fato de estar ali. Quando Meave adormeceu, me levantei devagar, tentando não acordá-la. Vesti minha calça de moletom, peguei uma camiseta no encosto da cadeira e saí em direção à cozinha, ainda com a cabeça cheia daquele momento. Estava com a alma leve — o tipo de paz que não se compra, só se sente.
Assim que entrei na cozinha, dei de cara com Arthur, parado em frente à geladeira com uma garrafinha de água na mão. Estava exatamente como eu: descabelado, descalço e com aquele ar de quem tinha acabado de sair de uma noite intensa, embora de um tipo diferente. Ele me olhou, levantou a garrafa num cumprimento silencioso, e eu retribuí com um olhar sugestivo, carregado de intenções não ditas.
— Quando você ia me contar sobre a Olive? — perguntei, levantando a sobrancelha e cruzando os braços, encostado no batente da porta.
Arthur deu um sorrisinho torto, mas desviou o olhar por um segundo — o que, vindo dele, era praticamente uma confissão.
— Você é meu irmão — continuei, me aproximando e batendo os ombros contra os dele, num gesto entre provocação e cumplicidade. — Achei que a gente não escondia esse tipo de coisa um do outro.
— Não era esconder — disse ele, depois de um gole de água. — Era só... sei lá. Ainda estou tentando entender. Não é só uma coisa passageira. E isso me assusta um pouco.
Fiquei em silêncio por um instante, observando meu irmão, aquele mesmo cara que sempre bancou o despreocupado, o piadista, o que nunca levava nada muito a sério. Agora estava ali, confuso, vulnerável. De verdade.
— Cara... você tá ferrado — falei com um meio sorriso. — Mas do melhor jeito possível — Ele riu, aliviado, e me ofereceu a garrafinha. Peguei, tomei um gole e devolvi.
— Eu gosto dela, Charles — confessou, finalmente. — Tipo... de verdade. Quando ela fala, eu escuto tudo. Quando ela some por dois minutos, já fico esperando pra ver quando vai voltar. E quando ela ri...
— Você sente como se tivesse acertado o maior prêmio do universo — completei por ele, e ele assentiu, surpreso com a exatidão da frase.
— É isso.
— Bem-vindo ao clube — disse, rindo. — A gente não é mais os moleques inconsequentes de antes, Arthur. A gente cresceu. E, sinceramente? Olive parece o tipo de pessoa que vale a pena crescer por ela.
Ele me encarou por um segundo, sério, depois assentiu lentamente.
— Você e Meave também, né? — Parei por um momento, olhando para o corredor escuro de onde eu tinha vindo. Pensei nela, dormindo, com aquele rosto sereno, os cabelos bagunçados sobre o travesseiro.
— A gente... tá se tornando algo que eu não esperava. Mas que agora não consigo mais imaginar sem— Arthur deu aquele sorriso satisfeito de irmão de mais novo.
— Então, acho que estamos bem ferrados mesmo — Rimos juntos, cúmplices, como duas crianças que sabiam que o jogo da vida tinha mudado, mas estavam prontos pra jogar de verdade.
Boa noite, pessoal! Tudo bem?Estou quase entrando de férias e, assim que isso acontecer, prometo postar com mais frequência.Estou pensando em fazer uma segunda temporada. Vocês leriam? Por favor não esqueçam de votar