Enquanto Maeve descobre a adrenalina das pistas e Charles se encanta com o universo fashion, ambos aprendem a lidar com os desafios e sacrifícios de suas carreiras. Entre sessões de editoriais e voltas em alta velocidade, eles exploram suas diferenç...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Eu podia sentir a tensão no ar desde ontem à noite, e isso só se agravava. Dean aparecendo sem aviso, mais uma vez, sem qualquer respeito pelo que Charles e eu tínhamos. E, por mais que eu tentasse me convencer de que a situação não estava tão fora de controle, a verdade é que tudo estava começando a ficar mais do que estranho. A insistência de Dean em se meter nas nossas vidas estava ultrapassando todos os limites. Eu havia pedido mais de uma vez para o porteiro não liberar a entrada dele no prédio, mas parecia que isso não adiantava. Ele simplesmente tinha livre acesso a qualquer momento. E isso não era só irritante, mas desgastante. Eu não queria mais ter que lidar com esse tipo de situação.
Levantei da cama, me espreguiçando, e ao olhar para o quarto, vi Charles ali, aparentemente desacordado. Porém, algo em seu rosto me chamou atenção. Ele estava sereno, como se, de algum jeito, estivesse em paz. O que não fazia sentido algum, dada a tensão das últimas horas. Ele deveria estar tão agitado quanto eu, mas ali estava ele, em um sono profundo, quase imperturbável. Esse comportamento dele só me fazia sentir ainda mais que algo não estava certo. Mas, por enquanto, não podia ficar o dia inteiro o encarando. Me dirigi até a cozinha, onde Olive estava sentada, com um olhar distante e pensativo.
Ela estava com a xícara de café entre as mãos, mas sua expressão não refletia o conforto do momento. Aquela expressão distante, cansada, era quase um reflexo do que eu sentia também. Sabia exatamente o que passava em sua cabeça, pois era o mesmo que atormentava os meus pensamentos: o que fazer com tudo isso? Como resolver essa situação com Dean? Como lidar com essa tensão crescente? Eu ainda estava tentando entender como algo que parecia simples, como um relacionamento, se transformou em um campo de batalha.
Me sentei ao seu lado, sem dizer nada, e Olive, sem hesitar, estendeu a sua xícara de café em minha direção. Aceitei, tomando um grande gole, só para perceber que estava sem açúcar. A careta foi inevitável, mas não era o sabor do café que importava, mas o silêncio entre nós duas, que falava muito mais do que qualquer palavra poderia expressar.
— Como você está? — Olive perguntou, sua voz suave, mas com aquele olhar atento que parecia tentar decifrar cada detalhe de mim. Eu respirei fundo, tentando organizar as palavras, mas a verdade é que eu me sentia exausta demais para procurar respostas definitivas.
— Mais ou menos...— suspirei, deixando o ombro cair, a sensação de cansaço se instalando no meu corpo. — Acho que todos nós estamos no limite... —Olive assentiu lentamente, e por um momento, ficou em silêncio, antes de apertar minha mão levemente, como se fosse uma tentativa de me passar algo de coragem.
— Precisamos tomar uma atitude em relação a isso antes que piore ainda mais. — Ela disse, com seriedade, suas palavras pesando no ar como um fardo que já não podíamos ignorar. Ela sabia que, embora as coisas parecessem estar em um ponto de ruptura, nós ainda podíamos tomar o controle da situação.
Eu olhei para ela, o mesmo pensamento passando pela minha mente, O que fazer? Como resolver isso? As perguntas pareciam não ter respostas simples. Eu merecia paz, mas isso exigiria que todos nós tomássemos decisões difíceis. Talvez fosse hora de finalmente encerrar com Dean de uma vez por todas.