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────────────────────── 🕷️ ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ O silêncio tinha se estendido por mais tempo do que eu imaginava. Depois de muito insistir, ela tinha comido — a contragosto, mas comido. Agora estávamos na sala, ela mexendo no tapete com os pés e eu de pé perto da janela, olhando pra fora. Precisava de um segundo para organizar os pensamentos. Me virei colocando as mãos nos bolsos, encarei a figura pequena sentada no sofá, tentando me ignorar. Seus movimentos eram impacientes, os dedos tamborilando na perna, evitando meu olhar a todo custo.
— Ainda tá brava? — Questionei com calma, rompendo o silêncio entre nós.
— Você acha? — Levantou os olhos na minha direção, com aquela expressão de puro deboche que sempre me fazia querer agarrar ela e...
Respirei, caminhando até o sofá.
— Levanta. — Falei com autoridade e me coloquei diante dela.
— Por quê? — Apertou os lábios, levantando o olhar e me encarando por baixo dos cílios. Teimosa.
— Porque eu tô mandando. — Cruzei os braços esperando que s/n reagisse, retrucou palavras baixas mas fez.
— O que agora? Vai me trancar em outro cômodo? — Soltou, com sarcasmo.
Me aproximei devagar, encurtando o espaço entre nós até que ela precisou levantar o rosto para me encarar.
— Não. Você já tá exatamente onde eu quero. — Abaixo a voz.
A expressão dela mudou por um instante. Dei um passo pra trás, indicando com a cabeça o corredor.
— Vamos. Quero te mostrar uma coisa.
— Mostrar o quê? — Questionou com um olhar curioso.
— Você vai ver. — Fui atrás, guiando ela até uma porta no final do corredor.
Quando abri, o cheiro de madeira e papel tomou conta. Meu escritório improvisado, computadores desligados, sem os arquivos e câmeras que eu havia apagado, e livros espalhados e uma cadeira no canto.
— O que é isso? — Os olhos percorram o ambiente varreando com desconfiança, os passos hesitantes a fazendo parar no centro do cômodo.
— Meu lugar. Onde eu faço as coisas que preciso... e onde eu pensei em você. — Falei fechando a porta atrás de nós.
— E eu tô aqui por quê? — S/n se virou para mim.
Me aproximei devagar. Minha se estende pra tocar sua nuca, sou impedido por um impacto no peito.
— Não me encosta.
Uma raiva me toma. Agarro sua garganta e a puxo pra mim. Afrouxei o aperto na garganta dela, mas não soltei completamente ainda marcando território com meus dedos. A outra mão desceu pra segurar o quadril, prendendo ela contra mim, meus olhos percorrem cada detalhe do rosto que me assombrava desde sempre.