O segundo jogo

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All Star, Smash Mount

Hey now, you're an all star

Get your game on, go play

Hey now, you're a rock star

Get the show on, get paid

And all that glitters is gold

Only shooting stars break the mold

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Estaduais.

Nunca pensei que chegaria aqui, mas cá estou.

Por um milagre, eu e Camila não fomos pegos invadindo a piscina de madrugada e com o bom senso que (não) temos, resolvemos voltar de fininho para os nossos dormitórios assim que o sol começou a nascer. Não pensei que fosse ser um problema: temos um dia de distância para o jogo e eu ainda poderia colocar meu sono em dia.

Quando chegamos no campo, dez minutos para o jogo no dia seguinte, Niall tem um sorriso maroto no rosto como se estivesse cantando vitória antes da hora. Eu estranho, franzo as sobrancelhas e olho pra ele:

— Niall? — estreito os olhos — o que você fez?

— Nada, não, Lawrence — ele sorri de volta pra mim e eu reviro os olhos, sem saber como lidar com a situação. O pessoal do outro time vem em nossa direção no campo e eu levo meus olhares para o quarterback. Estranho ao ver um cara baixinho e desengonçado: ele é pior que eu.

— O que houve com seu quarterback, Davis? — Greyson pergunta ao outro treinador.

— Tivemos que fazer uma substituição de última hora — o outro treinador coça a cabeça, constrangido — meu jogador... foi suspenso.

Olho de volta para Niall, pensando se ele teve alguma coisa a ver com isso, mas tudo o que o garoto loiro faz é dar de ombros. Os jogadores não demoraram a entrar em posição, e eu penso que talvez, temos uma chance.

— Então, o que vai ser? — o árbitro pergunta pra gente, com uma moedinha em mãos. Suspiro, pensando na minha escolha — Cara ou coroa?

O barulho da torcida em Atlanta é ensurdecedor. Saber que o time adversário tem tanta torcida assim me deixa mal do estômago, por mais que nossas líderes de torcida estejam fazendo o melhor que podem para animar nossos espírito. Comprimo os olhos e tento focar a visão no que importa.

Cara — lembro que do primeiro jogo foi coroa e me deu sorte, quem sabe se eu variar um pouco a sorte continua, mas no momento em que a moeda vira: — Coroa. Atlanta High School dá o primeiro chute.

Gemo de desgosto e o quarterback desajeitado me dá um sorrisinho satisfatório e eu sinto vontade de socar aquele cara. Do outro lado do campo, Austin está sentado no banco, fazendo caretas e eu reviro os olhos. Pelo menos, desde que chegamos o idiota não falou mais comigo. A ameaça dele ficou no ar e nunca pude dizer se ele estava falando sério ou não. Camila ficou preocupada, sugerindo até mesmo uma conversa amigável, mas tentei dizer a ela que nada que vinha daquele garoto era amigável.

Tudo começa em câmera lenta, sinto meu coração sair do peito, como se eu estivesse beijando Camila. O primeiro touchdown do outro time é recebido com raiva e grunhidos de ódio de Harry e Louis que fazem o possível e o impossível na linha ofensiva. O terceiro tempo chega e o enorme placar do outro lado me faz ver um 24X24 imenso. Empates são cruéis: nunca sabemos como vamos desempatar, e se o outro time vai agir primeiro.

LawrenceOnde histórias criam vida. Descubra agora