AARON

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POV CASSIE

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POV CASSIE

Eu já havia perdido a noção de quanto tempo fazia que estávamos andando por aquela estrada. Dias, talvez uma semana. 

Nosso ritmo era lento, pois todos pareciam cada vez mais acabados a medida que os dias iam passando. Até que parecíamos uma horda de errantes - como eu descobri que o grupo chamava.

Eu era de longe a menos afetada e cansada, com Gracie, Merle e Sophia logo atrás de mim. Sarah também era uma das mais tranquilas, já que alternava entre ficar no colo de alguém, ou ir andando devagarinho agarrada a minha mão ou a  de Daryl. Ela também estava muito mais extrovertida com o restante do pessoal, como se tivesse finalmente se acostumado com a presença deles. Minha filha ria das piadas de Abraham, trançava os cabelos de Rosita, brincava com Carl, Sophia e Judith, além de amar as histórias de Gleen, Maggie e Rick. Beth e Tara adoravam brincar com a garotinha também, e sempre se ofereciam para tomar conta dela quando eu tinha que ir caçar com o restante do pessoal. E Carol se mantinha distante. Talvez a consciência estivesse pesando depois do que ela fez.

Eram pessoas boas, e eu estava cada vez mais apegada a todos eles. O que significava que Deus teria que ter piedade das almas daqueles que ousassem contra aquele grupo, pois eu passaria por cima deles sem misericórdia alguma. Ninguém tocava em um fio de cabelo da minha família.

Tínhamos acaba de nos livrar de uma horda de mortos - uma que tínhamos acordado de apenas jogar da ponte para pouparmos ao máximo a pouca energia que nos restava - , e Sasha, a única com quem eu ainda mantinha um pé atrás, se afastou do grupo, após um sermão e olhares feios, já que a mulher tinha surtado e posto a vida de todos nós em perigo, quando decidiu que iria dar cabo de todos aqueles errantes sozinha.

Se ela continuasse assim, eu teria que dar cabo dela.

Agora, sentados a beira da estrada, comíamos a carne de alguns cachorros que espumavam aboca pronto para nos atacar, antes de, adivinhem, Sasha os matar com tiros. Alguém precisava tirar a arma da mão daquela mulher urgentemente, antes que ela decidisse matar a gente também. Meu marido sendo o ogro que era, comia a carne com satisfação, lambendo os dedos e tudo, enquanto o restante de nós, pessoas normais, fazíamos careta. Eram cachorros no final das contas, e eu amava aqueles animaizinhos, sempre quis ter um, mas agora duvidava que pudesse olhar para outro cãozinho da mesma forma.

Notei Daryl se remexendo inquieto do meu lado, e levei minha atenção até ele.

— Tudo bem? — sussurrei para ele.

Meu marido não me respondeu, apenas concordou com a cabeça e se levantou. Eu franzi as sobrancelhas estranhando seu comportamento. Daryl sempre foi um homem fechado, mas não comigo. Não a muito tempo pelo menos.

— Vou ver se encontro algo pela floresta — ele avisou antes de se embrenhar no mato e desaparecer.

Mordi meu lábio inferior, ponderando por alguns segundos se deveria segui-lo ou não, até que me dei por vencida, virando-me para Gracie, que não precisou esperar ouvir meu pedido para concordar com a cabeça e esticar os braços esperando que eu lhe entregasse o corpo adormecido de Sarah.

THE RETURN OF THE DEADOnde histórias criam vida. Descubra agora