O quarto estava mergulhado numa penumbra dourada, o abajur lançando sombras suaves nas paredes, como se até a luz estivesse conspirando a favor. A casa, enfim, em silêncio. A porta trancada. Sem batidas. Sem interrupções.
Era agora.
Hector se aproximou com passos lentos, mas determinados, o olhar cravado em mim como se cada centímetro da minha pele fosse um território prestes a ser conquistado. Quando me puxou pela cintura, senti o calor dele me envolver como uma promessa — de prazer, de rendição, de tudo o que vinha se acumulando entre a gente.
— Acha que ainda dá tempo antes da próxima invasão? — ele provocou, os dedos deslizando pela lateral da minha coxa.
— Dá tempo de você se arrepender de ter me provocado tanto — sussurrei, com a voz baixa, puxando-o pela barra da calça de moletom.
A boca dele encontrou a minha num beijo voraz, sem mais jogo, sem mais espera. As mãos dele estavam famintas, explorando minhas curvas com precisão, como se soubessem exatamente onde me fazer arrepiar. A camisola leve escorregou pelos meus ombros, caindo devagar até os meus pés, como se ela mesma entendesse que não tinha mais papel ali.
Ele me deitou com cuidado, mas os olhos diziam outra coisa — não havia pressa, mas havia intensidade. E desejo bruto. A barba dele roçou no meu pescoço enquanto descia com a boca, lenta, provocante, deixando um rastro quente pela pele exposta. Me contorci debaixo dele, agarrando seus ombros, a respiração já falha antes mesmo de começarmos de verdade.
— Você me tortura... — sussurrei, quando ele parou só pra me encarar.
— Isso aqui não é tortura, Bianca — ele respondeu, com um sorriso carregado de intenção. — Isso aqui é só o começo.
As mãos dele se aventuraram por entre minhas coxas, desenhando caminhos que já me faziam implorar em silêncio. E quando ele finalmente se abaixou, a respiração dele quente contra mim, entendi o que ele queria dizer com "só o começo". Ele me explorava com a boca, com a língua, com uma precisão que fazia meu corpo inteiro tremer. Me levou à beira e me segurou ali, só pra me ver desmoronar nos braços dele.
Subiu de novo, com os olhos escuros de desejo, o peito ofegante, e tomou meus lábios com força antes de sussurrar:
— Agora é a minha vez de pedir trégua?
— Nem sonha.
Tropeçamos juntos nos lençóis, nos beijos, nos toques. E quando finalmente nos unimos, não teve espaço pra mais nada — só nossos corpos se movendo no mesmo ritmo, como se estivessem ensaiando isso há muito tempo. Como se aquela noite fosse feita só pra isso: pra nos lembrar do quanto éramos fogo juntos.
Quando a intensidade virou exaustão e o calor deu lugar ao aconchego, ele me puxou pra perto, a respiração ainda descompassada.
— Bianca... — murmurou. — Promete que vai me vingar assim mais vezes?
— Se me provocar mais um pouco, eu juro que sim.
Ele riu, beijando minha testa.
E pela primeira vez... ninguém bateu na porta.
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Bruto e Rústico
Storie d'amoreBianca recebe um castigo de seu pai após ter dado uma festa em casa e acaba indo parar em uma fazenda no Texas para deixar de ser a menininha do papai , lá ela conhece Hector o dono da Fazenda , e muita coisa rola entre esses dois...
