29.Toledo

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Toledo

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Toledo

Hoje minha namorada teria uma aula prática na faculdade e ia sair bem mais tarde, quase onze horas da noite, e como moramos em São Paulo, achei bem perigoso ela sair e pegar uber sozinha.

Então resolvi vim buscar minha princesa, assim ela ia ficar mais segura e poderia economizar um pouquinho, até porque uber esse horário não é tão barato assim.

Assim que cheguei lá, ela me avisou que daqui 20 minutos ela seria liberada, e que eu poderia esperar ela na lanchonete da faculdade.

Eu já sabia que ela ia sair reclamando que estava com fome, então resolvi comprar um lanche e um suco pra mesma.

Em menos de quinze minutos vi algumas pessoas saindo, e quando olhei bem reconheci minha namorada saindo logo atrás.

Mas ela não estava sozinha, ela estava com o Felipe. O menino que desde que ela começou a faculdade, não desiste dela por nada.

Esse menino vivia curtindo as coisas dela, mandando mensagem pra ela e mesmo ela deixando claro que namora comigo, ele não para.

Eu não sou um cara muito ciumento, mas esse moleque consegue me tirar do sério. Inclusive, nesse momento eu já fechei minha cara.

Assim que eles me viram, ele já se despediu dela e foi embora por outro caminho. Pelo menos nisso ele se toca, nunca mais tentou puxar assunto comigo.

Minha namorada tava vindo toda sorridente pro meu lado, eu queria muito retribuir, mas infelizmente não vai tá dando.

-- oiii, minha vida! -- Seu nome falou e veio me dar um selinho, mas eu desviei -- ué amor, tá tudo bem?

-- e ai, comigo tudo ótimo e você parece que está ótima também né!

-- tô cansada e com fome, mas feliz por estar te vendo -- Sorriu toda fofa e eu engoli seco -- você tá estranho, amor.

Sei que se eu entrar nesse assunto do amigo dela, vai acabar dando confusão, então só vou evitar.

-- eu comprei lanche pra você, vamos e la no carro você come.

Sai andando na frente e deixei ela parada lá, demorou um pouquinho mas ela começou a me seguir, com seus passos rápidos ela conseguiu me alcançar.

-- uai amor, me espera né!

-- você não tem duas pernas? -- Falei de forma ignorante -- então usa elas e anda rápido.

Entrei no carro sem nem abrir a porta do passageiro pra ela, coisa que com certeza ela achou estranho, já que eu sempre abro.

Minha namorada entrou no carro e seguimos o caminho todo em silêncio, sem trocar uma palavra se quer. O único barulho que era possível de se escutar era a música que tocava.

Eu queria muito saber como tinha sido o dia dela, o que ela tinha aprendido na aula e ouvir a voz dela, que é algo que me faz muito bem. Mas infelizmente nesse momento, o meu orgulho vai falar mais alto.

Por não ter trânsito, logo chegamos na sua casa. Estacionei em frente da garagem e ficamos lá, ela me encarando e eu encarando o volante, em profundo silêncio.

-- vai entrar? -- Seu nome falou soltando o cinto e pegando as suas coisas.

-- não tô afim -- Falei e ela me encarou mais uma vez, já com uma cara nada boa -- tô cansado, preciso ir pra casa.

-- que porra tá acontecendo? você vai me buscar pra ser ignorante comigo?

-- amanhã a gente conversa, seu nome. vamos descansar -- Joguei a cabeça pra trás e respirei -- um novo dia, novas possibilidades.

-- que amanhã, amor. eu quero conversar agora! -- Cruzou os braços me encarando -- me fala o que tá acontecendo.

-- não é nada, tá tudo certo -- Falei mas ela me encarou sem acreditar -- pergunta pro seu amigo, pô. ele sim deve ter algum problema.

Assim que terminei de falar, seu nome deu um sorrisinho debochado. Ela sempre ri e fica se achando quando eu sinto ciúmes dela, desgraçada.

-- entendi tudo! ciúmes essa hora meu amor? -- Se ajeitou no banco e eu suspirei -- já falei que eu e o Felipe temos apenas uma relação de colegas de profissão.

-- e tem horário pra sentir ciúmes? -- Falei e dei um sorrisinho -- eu sei, eu sei, mas eu não queria nem esse relação entre vocês.

-- já falamos sobre isso, né amor? -- Me perguntou e eu concordei -- poxa, eu já tirei ele das minhas redes sociais e sempre corto o mesmo quando ele vem puxar assunto, mas não posso fingir que ele não existe quando se trata da faculdade, é algo profissional amor.

-- não pode mesmo? -- Perguntei pra provocar e ela me olhou feio -- tá bom, tá bom. falta muito pra você terminar a faculdade?

-- só mais um ano, amor!

-- beleza, eu já aguentei quatro, um ano é tranquilo -- Falei e rimos -- desculpa amor, é que ele é muito sem noção.

-- é amor, você não é o único em pensar isso dele -- Ela disparou e me encarou -- mas agora eu posso ter a presença do meu namorado na minha ilustre casa, e me aproveitar dele?

-- só mediante a um beijinho -- Ri e fiz um biquinho, minha namorada deixou um selinho demorado -- acho que vai ser preciso de dois.

-- palhaço, vamos entrar logo!

-- palhaço, vamos entrar logo!

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bellapancok

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