33.Nino Abravanel

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Seu Nome

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Seu Nome

Era uma tarde de sábado, e tudo o que eu queria era um pouco de paz. Tinha passado a manhã inteira organizando a casa, lavando roupa e tentando, sem sucesso, convencer o pequeno Davi, de 4 anos, a guardar os brinquedos.

Enquanto eu dobrava as roupas no sofá da sala, o silêncio repentino se tornou suspeito. E quando silêncio reina numa casa com criança e namorado brincalhão.. era cilada.

-- Nino? Davi? -- Chamei, desconfiada e não obtive resposta -- aonde vocês estão?

De repente, a luz da sala se apagou. Ela olhou ao redor, confusa. Antes que pudesse levantar, escutou um sussurro vindo do corredor:

-- operação mamãe furiosa, parte um iniciada... -- Disse a vozinha de Davi, abafada.

Eu revirei os olhos.

-- Nino, eu juro por Deus...

Ele apareceu com um lençol amarrado como uma capa e uma máscara feita de papelão. Davi surgiu atrás, vestido uma cuequinha do hulk e o rosto todo rabiscado de canetinha verde.

-- nós somos os Irritadores Profissionais! -- Nino anunciou com um sorriso arteiro.

-- missão número um: esconder os controles da tv! -- Davi completou, correndo para debaixo da mesa.

-- vocês estão de brincadeira com a minha cara! -- Falei, tentando segurar o riso.

-- brincadeira? isso aqui é treinamento militar! -- Nino respondeu, colocando uma meia na cabeça -- vamos ver se a mamãe é tão brava quanto diz ser!

Eles começaram a dançar a música da Galinha Pintadinha no último volume e cantar desafinado, rodando pela sala. Fechei os olhos e respirei fundo, rindo por dentro.

Cinco minutos depois, o caos estava instaurado: travesseiros no chão, canetinha na parede e Davi gargalhando enquanto Nino fingia ser um robô desgovernado.

Então levantei e peguei um travesseiros, se não posso ser contra eles, vou ser com eles.

-- missão contra ataque ativada! -- Gritei e joguei o travesseiro em meu namorado.

A gente riu, corremos, brigamos de almofada, e no fim, estávamos todos no chão da sala, ofegante e sorrindo.

Nino passou o braço por trás de mim, com Davi deitado em seu colo.

-- você ama ser irritada por nós, admite -- Ele me provocou.

Eu revirei os olhos, mas encostei a cabeça no ombro dele.

-- só porque vocês dois são as minhas bagunças favoritas.

E naquela tarde caótica, percebi que, por mais que a paz fosse rara, o amor morava justamente na bagunça.

E naquela tarde caótica, percebi que, por mais que a paz fosse rara, o amor morava justamente na bagunça

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