38. Kabrinha

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Seu Nome

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Seu Nome

O sábado tinha começado como qualquer outro: mensagens de bom dia, planos para sair à noite, corações trocados no WhatsApp. Mas algo estava diferente.

Eu estava sentindo Gustavo distante há dias, menos carinhoso, mais seco nas respostas.

Marcamos de se encontrar no final da tarde, num café pequeno que costumávamos ir juntos. Eu cheguei animada, tentando disfarçar o aperto no peito.

Meu namorado chegou 10 minutos atrasados, sem explicação, com o celular na mão e os olhos cansados.

-- aconteceu alguma coisa? -- eu perguntei, tentando puxar assunto.

-- não, só tô cansado -- ele respondeu, sem nem me olhar direto.

O silêncio entre a gente foi ficando pesado, desconfortável. Eu peguei o celular, abri a galeria e comecei a olhar nossas fotos, e suspirei.

-- Gustavo, a gente tá se perdendo, né?

Ele largou o celular na mesa e finalmente me encarou.

-- eu ia dizer a mesma coisa, meu bem -- Ele diz baixo, o suficiente só pra mim ouvir -- tá tudo estranho entre a gente, né?

-- parece que estamos juntos, mas não tá no mesmo lugar. agora a gente só conversa para brigar ou fingir que está tudo bem.

Eu sabia aonde essa nossa conversa iria chegar, e eu não queria isso, mas no momento tava sendo preciso.

-- eu queria saber aonde a gente se perdeu, amor -- Suspirei olhando pra cima -- eu queria mesmo entender, tava tudo indo bem, e do nada, tudo ficou assim.

-- eu também sinto isso, eu tento puxar assunto, fazer as coisas diferentes, mas parece que nada encaixa.

-- eu ainda gosto de você, sabe? -- Falei e senti meus olhos enchendo de lágrimas -- só que... tá doendo mais do que tá me fazendo bem.

-- eu também gosto de você, e muito meu bem, e é por isso que dói tanto -- meu namorado falou passando o dedo pela minha bochecha -- porque eu queria que fosse como antes, mas eu não sei mais como fazer isso voltar.

-- as vezes eu acho que a gente tá forçando algo que já devia ter acabado, e que a gente tá segurando só pelo medo de soltar.

Ele concordou, e eu senti que foi ali, naquele momento que nosso término foi decretado.

-- é, e segurar assim também machuca -- ele terminou de falar e ficou um silêncio insuportável -- você acha que é o fim?

-- acho que sim -- olhei pra ele, com os cheio d'água -- acho que precisamos deixar o "nós" descansar um pouco.

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