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seu nome pov
Eu acordei com aquela sensação boa de dia sem pressa. Emerson ainda dormia, espalhado na cama de um jeito que só ele conseguia, o braço jogado por cima de mim e o celular vibrando na mesa com notificações que eu sabia exatamente de onde vinham: fãs.
— hoje você tá de folga, sabia? — sussurrei, mais pra mim do que pra ele.
Ele resmungou alguma coisa incompreensível e puxou o cobertor. Ri baixinho. Dias sem show eram raros, e quando aconteciam, a gente aproveitava cada segundo.
Depois do café, já jogados no sofá, peguei o celular e abri o Daily. Os pedidos pra responder perguntas estavam ali, infinitos. Olhei pra ele com aquele sorriso que já significava problema.
— bora responder umas perguntas comigo?
— ih, lá vem — ele riu, passando a mão no rosto. — mas vai, hoje eu tô tranquilo.
Apontei a câmera pra nós dois. Ele veio pra mais perto, me puxando pela cintura como se fosse automático. Comecei a ler as perguntas, e cada resposta virava uma mistura de zoeira, risadas e pequenas verdades que a gente só falava assim, sem perceber.
“Quem é mais ciumento?”, ele me olhou de lado, com aquele sorriso convencido.
— ela.
— mentira! — rebati, rindo. — é você, só não admite.
Outra pergunta falava sobre como a gente se conheceu. Enquanto ele respondia, do jeito todo espontâneo dele, eu ficava observando como os olhos dele brilhavam quando falava da gente. Não era personagem, não era MC Tuto. Era só o Emerson, meu namorado, ali comigo.
Teve pergunta engraçada, pergunta fofa, pergunta ousada que a gente fingiu não ver. Em uma delas, perguntaram o que ele mais admirava em mim. Eu nem esperava resposta séria, mas ele segurou meu rosto e falou, simples.
— ela me deixa em paz, e me deixa ser eu.
Aquilo me desmontou mais do que qualquer declaração ensaiada.
Eu achei que a gente já tinha respondido tudo, mas as perguntas não paravam de chegar. Atualizei o Daily de novo, mais por curiosidade do que por coragem. Emerson se jogou de volta no sofá, me puxando junto.
— última rodada, prometo — falei, já rindo.
A primeira pergunta apareceu grande na tela, impossível de ignorar. “Vocês pensam em casar?”
Olhei pra ele por um segundo, aquele silêncio rápido que diz mais do que qualquer resposta. Ele coçou a nuca, pensativo, e deu de ombros.
— pensar, a gente pensa — disse, olhando pra câmera e depois pra mim. — mas sem pressa, tudo no tempo certo.
Meu coração bateu estranho, mas bom. Não era um “não”, era um “quando”.
A próxima veio ainda mais direta. “E filhos? Quantos?”
— eita — soltei, rindo nervosa.
Ele gargalhou, aquele riso aberto que sempre me desmontava.
— já querem botar responsabilidade em nós dois.
Mas antes que eu mudasse de pergunta, ele continuou.
— eu sempre quis ser pai, acho que uns dois tá bom.
Virei pra ele na hora.
— dois? já decidiu até isso?
— ué, você já decidiu que vai mandar neles, então eu só tô equilibrando — respondeu, piscando pra câmera.
Eu ri, sentindo o rosto esquentar. Falar sobre isso assim, em voz alta, com todo mundo ouvindo, era assustador. Mas ao mesmo tempo, era leve. Não parecia um plano distante, parecia uma possibilidade real.
Outra pergunta subiu. "Quem pediria em casamento?”
Aquilo me calou. Engoli seco e sorri pra câmera, tentando disfarçar o quanto aquelas palavras tinham me atingido.
Encerramos as perguntas logo depois, porque eu já sentia que tinha ido longe demais pro meu coração aguentar. Quando desliguei o celular, fiquei em silêncio, encarando o teto.
— ei — ele chamou, me puxando pra perto. — não precisa ficar assustada.
— eu não tô — respondi, sincera. — só nunca pensei que fosse falar disso com você assim.
Ele beijou minha mão, devagar.
— não é promessa, é sonho. E sonho bom a gente não foge.
Apoiei a cabeça no peito dele, ouvindo o coração bater calmo. Naquele dia, entre perguntas de fãs e risadas despretensiosas, eu percebi que a gente não tava só vivendo o agora. A gente tava, sem perceber, imaginando um futuro juntos.
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