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Seu Nome
A estrada sinuosa dava lugar ao mar, um tapete azul turquesa que se perdia de vista. O ar salgado invadia o carro, misturando-se à playlist de músicas de verão que Apollo havia preparado especialmente para a viagem.
-- está vendo? -- Meu namorado falou, tirando uma das mãos do volante, para gentilmente pegar na minha mão -- eu falei que a vista ia valer a pena.
Encostei a testa no vidro, com os olhos brilhando. É mais lindo do que eu podia imaginar, mal podia esperar para sentir a areia nos pés.
Eu olhei para o meu namorado, para o perfil dele contra o sol, e o meu coração apertou contra o sol. Era incrível como a simples presença presença dele conseguia tornar tudo mais especial.
Chegamos a pousada, um lugar aconchegante e colorido à poucos metros da areia. O quarto era simples, mas tinha uma varandinha com uma rede e uma vista deslumbrante para o mar.
-- primeira volta, uma coisa simples -- Meu namorado anunciou, abrindo a mala -- mudança de roupa e mergulho no mar, topa?
-- você sempre lê a minha mente, é incrível! -- Ri e fui até minha mala, pegando meu biquíni -- bora lá.
O sol já começava a se despedir no horizonte, pintando o céu de tons alaranjados. As ondas quebravam suaves na beira da praia, e o vento bagunçava levemente o meu cabelo.
-- vemlogo, amor -- Apollo me chamou, já com os pés na água, sorrindo -- ou vai esperar anoitecer?
-- tá gelada, meu bem! -- Parei ainda na areia molhada, fazendo uma careta -- nem pensa que eu vou entrar.
É claro que eu ia entrar, afinal passei a semana toda pensando nesse momento, mas eu tinha que fazer minha cena.
Meu namorado riu negando, seu sorriso era de garoto travesso.
-- ah, que frescura linda, tá um delicia!
-- delicia pravocê que é doido -- Respondi cruzando os braços.
-- ah, meu bem -- Ele se aproximou devagar, com aquele olhar travesso que eu já conhecia bem -- então quer dizer que você não vai entrar mesmo?
-- nem com mil reais.
-- e se eu te ajudar? -- Antes que eu pudesse entender, ele me pegou pela cintura e me levantou -- não vamos perder a vinda a praia, né?
-- NÃO! -- Eu gritei entre risadas, batendo de leve nos seus ombros -- você não vai fazer isso, amor.
-- tarde demais, linda! -- Ele disse, e correu em direção ao mar.
Nós dois caímos juntos na água, em meio a risadas e respingos. Eu fingi estar brava, mas logo me rendi, jogando água nele em vingança.
-- agora tá quente, né? -- Ele provocou.
-- quente é a sua cara de pau! -- Eu respondi, ainda rindo, e o abracei sentindo seu coração leve -- mas tá realmente uma delícia.
Depois de tanto riso e água fria, voltamos para a areia, molhados e ainda ofegantes. O sol agora se escondia quase todo, deixando o céu com um tom rosado que se refletia pelo mar.
Eu me deitei primeiro, apoiando a cabeça nos braços, e o mais velho se jogou ao meu lado, virando o rosto para me encarar.
-- tá vendo? não foi tão ruim assim -- Ele disse, com um sorrisinho convencido.
-- é, mas eu ainda tô com frio -- Respondi rindo baixinho.
Ele se aproximou um pouco mais e passou o braço por cima de mim, me puxando para mais perto e perguntou se daquele jeito estava melhor.
Assenti de olhos fechados, sentindo o calor do abraço e o barulho das ondas misturando.
-- agora tá perfeito!
Por alguns minutos, nenhum dos dois disse nada. Só ficamos ali, respirando o mesmo ar, ouvindo o barulho do mar e o bater do coração um do outro.
-- sabe o que eu tava aqui pensando? -- Ele disse, quebrando o silêncio.
-- hum, o que?
-- que se toda vez que você reclamasse eu ganhasse um beijo, eu deixava você reclamar sempre.
-- que bobo! -- Abri os olhos e ri.
-- bobo sim, mas seu! -- Ele respondeu, encostando sua testa na minha.
E então o beijo veio, leve, salgado, cheio de riso e de carinho. O tipo de beijo que tinha gosto de mar e de amor calmo, aquele que não precisa de palavras, só de presença.
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