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seu nome pov
Eu nunca achei que ficaria nervosa pra um churrasco. Mas ali, sentada no banco do carro ao lado do Gustavo, com o som baixo tocando alguma playlist aleatória dele, minhas mãos suavam levemente.
— tá tudo bem? — ele perguntou, dando aquele sorriso tranquilo que sempre me desmontava.
— tá — menti, rindo. — só tô um pouquinho nervosa.
Ele soltou uma risada baixa.
— relaxa, amor. Eles vão te amar.
Eles, os amigos dele.
Veigh, G.A, Niink, Toledo e o Nagalli. Gente que eu já tinha visto em vídeos, shows, stories, mas nunca pessoalmente. Agora eu ia conhecer todos de uma vez.
Quando chegamos, o cheiro de churrasco já tomava o ar. Música rolando, risadas altas, copos na mão. Gustavo segurou minha mão com firmeza, como se dissesse sem palavras: tô aqui.
— CHEGOU O HOMEM! — alguém gritou.
Antes mesmo de eu processar, Veigh veio primeiro, abrindo um sorriso largo.
— então é você a famosa s/n — disse, me dando um abraço como se já me conhecesse há anos. — agora entendi tudo.
Eu ri, meio sem jeito.
— tudo o quê?
— o porquê dele viver sorrindo igual bobo.
Gustavo revirou os olhos, mas tava sorrindo.
Niink foi o próximo, mais tranquilo, me cumprimentou com educação e aquele olhar curioso de quem observa tudo.
— finalmente conhecendo quem aguenta esse cara no dia a dia — brincou.
G.A e Toledo chegaram juntos, já zoando.
— a gente achou que você não existia — Toledo disse.
— jurava que era invenção — G.A completou.
— vocês são insuportáveis — Gustavo respondeu, me puxando pra mais perto.
Nagalli foi o mais quieto, mas muito educado. Um sorriso sincero, daqueles que passam confiança.
— seja bem-vinda — disse. — a casa é sua.
E, estranhamente eu me senti exatamente assim.
Com o tempo, o nervosismo foi indo embora. Eu tava sentada entre eles, rindo das histórias absurdas, ouvindo provocações antigas, vendo o Gustavo completamente à vontade naquele ambiente. Ele me olhava de vez em quando, como se quisesse checar se eu tava bem, e eu tava.
Em um momento mais calmo, enquanto ele virava a carne na churrasqueira, Veigh chegou perto de mim e falou baixo:
— cuida bem dele, tá? A gente zoa, mas ele mudou muito depois que você chegou.
Meu coração apertou de um jeito bom.
Quando Gustavo voltou, coloquei a mão na cintura dele e aconcheguei ali.
— seus amigos são incríveis.
— eu falei — respondeu, me dando um beijo rápido na testa. — mas você é a melhor parte.
Depois de um tempo, o som foi ficando mais baixo e a maioria deles já tava espalhada pela casa, alguns sentados no chão, outros discutindo qual música era melhor. Aproveitei o momento em que ninguém tava prestando atenção e puxei o Gustavo pela mão.
— vem comigo um pouquinho.
A gente foi pra parte de fora, mais afastada, onde dava pra ver o céu escuro e sentir uma brisa leve. O barulho do churrasco ficou distante, e ali parecia que só existia nós dois.
Ele me abraçou por trás, apoiando o queixo no meu ombro.
— e aí, sobreviveu? — perguntou, rindo baixinho.
— sobrevivi — respondi. — e gostei muito.
Ele virou meu corpo de frente pra ele, segurando meu rosto com cuidado, como se tivesse medo de quebrar o momento.
— fiquei o dia todo pensando se você ia se sentir deslocada, se ia ficar desconfortável.
— eu me senti em casa — falei, sincera. — porque você tava ali.
O sorriso dele foi lento, daqueles que vêm do fundo do peito. Ele encostou a testa na minha.
— você não tem ideia do quanto isso significa pra mim.
Ficamos ali em silêncio por alguns segundos, só sentindo a presença um do outro. A mão dele deslizava devagar pelas minhas costas, num carinho calmo, seguro.
— obrigado por vir — ele murmurou. — por topar fazer parte da minha vida assim.
— eu quero fazer parte — respondi sem pensar. — de tudo.
Ele respirou fundo antes de me beijar. Um beijo tranquilo, sem pressa, cheio de cuidado. Nada precisava ser dito além daquilo.
— fica comigo hoje?
— sempre — respondi.
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