14.

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[N/D]
Um capítulo inteirinho dedicado para @ larrycurious por ter pedido com jeitinho lá no twitter, ela simplesmente fez minha noite ontem quotando your eyes sem saber que me seguia. :-(
Boa leitura, geleias.

[...]

Louis andou pelo gramado. A cada passo que dava, queria recuar mais dois se fosse possível. Não era como andar até o apartamento e encontrar um Harry sorridente, pronto para abraça–lo e só. Era como andar por um caminho tortuoso, sabendo que a linha de chegada seria ainda mais turvo do que a trilha.

Um garoto de cabelos loiros, olhos azuis escuros e o rosto marcado pelas bochechas vermelhas, ria junto com Harry. E ele gostava da sua risada, tentando de toda forma ouvi–la mais uma vez, enquanto o outro homem ao seu lado, com a barba mal feita e de cabelos castanhos, sorria de forma tímida sobre a história do loiro, sem qualquer compromisso. Louis aproximou–se dos três, parando a frente deles e forçando um sorriso no canto da boca.

Os dois levantaram–se em segundos.

– Nos vemos depois, cara.

– Sim. Foi um prazer conversar com você, Niall. – Harry respondeu com um enorme sorriso no rosto. – E você também, Liam. Obrigado.

Quando saíram de perto, ele percebeu uma figura pequena a sua frente, com o nariz vermelho e as mãos escondidas no bolso e o puxou pra mais perto, ainda sem levantar do gramado.

– Louis. – Harry sorriu, fazendo carinho na perna do garoto em pé ao seu lado. – Tudo bem? Você tá bem? Precisa de água? Hey... O que aconteceu?

– Só... Vem cá. Eu quero te mostrar uma coisa. – Louis enfiou as mãos no bolso do casaco, andando em direção ao ginásio, que ficava mais atrás do campus no fim da trilha de pedras. Harry tentou acompanha–lo mais atrás, segurando sua cintura, preocupado com a expressão que ele tinha no rosto, com os olhos vermelhos e a pele pálida como se estivessem o secado por inteiro.

Ele abriu a porta dos fundos, deparando–se com o escuro torturante da quadra poliesportiva, onde se podia ouvir a respiração ofegante de Styles logo atrás dele, em passos atrapalhados e abismado com o tamanho do lugar, olhando para o teto ainda boquiaberto.

– Aqui, segura a minha mão. – Louis pegou as mãos grandes, entrelaçando seus dedos com força e os guiando para o interruptor embaixo das arquibancadas. – Vem, Harry.

– Louis...

As duas vozes ecoavam cada vez mais altas, o som do tênis do mais novo ao andar, faziam um som irritante, mas ainda continuou a segui–lo. Louis correu pela quadra, sentando no meio dela com as pernas cruzadas e olhar fitando o seu colo, tentando achar uma maneira de começar o que havia feito. Mas como ele faria? Não tinha certeza, assim como não tinha certeza de como havia achado forças para leva–lo para seu lugar preferido, quase seu altar pessoal. Ele queria fazer a coisa certa, e ele precisava disso mais que tudo.

Harry ouviu um estrondo, logo seguida outro, e mais outro e viu todo o lugar iluminar–se como um dia de jogo em campeonatos nacionais.

Toda a vez que Louis precisava de forças para pensar em algo corria até o ginásio vazio, ligava as luzes e sentava–se no meio da quadra. E imaginava o lugar cheio de pessoas, gritando seu nome e o desejando sorte, como se precisasse mais do que tudo, ter a certeza de que alguém torcia por ele, mesmo que só por imaginação.

Harry sentou–se atrás dele, com as longas pernas do redor da sua cintura e o queixo apoiado em seu ombro, acariciando seus dedos com carinho, perguntando–se o que significava aquele lugar. Louis chorando, deixou a cabeça cair para trás. Ele não deixava de beijar seu pescoço e de apertar cada vez mais forte as suas mãos, tentando confortá–lo de qualquer que fosse a dor que ele sentia.

your eyes // lsOnde histórias criam vida. Descubra agora