Harry é um escritor que sonha em ter um livro oficialmente publicado. Louis é apenas um estudante de História que trabalha em um café na esquina. Harry não sabe lidar com o mundo. Louis acha que o tem nas mãos.
Harry encostou o rosto no ombro de Louis e ali ficou durante toda a noite.
Não era uma dor isolada da despedida ou uma tristeza daquelas que chegam subitamente. Parecia um emaranhado de memórias tristes repetindo a cada segundo em um replay em câmera lenta, e quanto mais tentava parar, mais devagar as imagens continuavam a rodar. Embora sua mente estivesse acostumada a tentar deixar tudo pra lá, agora, Harry não sabia como. Sentia–se como um corpo leve, apenas carregado de um veneno impregnado pela corrente sanguÃnea, o fazendo lembrar o quanto ainda era difÃcil, mesmo apesar das coisas boas que aconteceram, mesmo com Louis.
Ele sabia o que devia fazer para resolver e encarar, mas era de fato, a raiz do veneno dentro do seu corpo que o fazia permanecer deitado ali. Remoendo um passado tão distante quanto a felicidade. Relembrando coisas que o vento, um dia, lhe tirou.
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No outro dia, Harry acordou sozinho no meio da cama. O quarto estava claro, com as cortinas afastadas e um cheiro leve de lavanda podia ser sentido por todo o lugar. Sentou–se na cabeceira da cama, pegou um livro e os óculos. Era um livro novo, ele percebeu. Não se lembrava do tÃtulo e as páginas eram mais brancas do que antes.