Como na primeira vez

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Finalmente chegamos ao último capítulo dessa fic. 💫

Este é um capítulo mais extenso e contém cenas destinadas ao público +18. Caso esse tipo de conteúdo não seja do seu agrado, recomendo que pule esta parte.

Para quem escolheu ficar... aproveitem cada detalhe do desfecho dessa história.

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O Taehyung segura a minha mão com firmeza, mas com uma delicadeza tão extrema e cirúrgica que faz o meu coração disparar contra as costelas como um animal encurralado. Sem pronunciar uma única palavra, ele me conduz com passos calmos e decididos para longe de todos os convidados, para longe do barulho da música comemorativa e daqueles olhares curiosos que cercavam o salão principal. O corredor extenso da casa nova parece consideravelmente mais longo do que realmente é, talvez porque cada passo dado ao lado dele carregue o peso de uma expectativa silenciosa e esmagadora. Os dedos longos dele acariciam os meus de forma distraída enquanto caminhamos, desenhando círculos suaves na minha pele, como se ele quisesse memorizar a textura exata do meu toque antes do próximo ato.

​Pouco antes de cruzarmos o batente do quarto master, ele para abruptamente. O corpo dele se proxima do meu com uma imponência física avassaladora, e eu posso sentir o calor intenso que emana da sua pele através do tecido da roupa. O hálito quente dele roça de leve a lateral do meu pescoço quando ele se inclina milimetricamente, sussurrando com aquela voz grave, rouca e inteiramente carregada de significado:

​- O nosso início começa exatamente aqui, Lara.

​Meu coração falha uma batida inteira, e o ar fica preso na minha garganta.

​As luzes do quarto estão completamente apagadas, e a penumbra natural da madrugada cria uma atmosfera íntima, quase mágica no ambiente amplo. Ele me encosta suavemente contra a superfície lisa da porta de madeira, entrelaçando os seus dedos compridos na minha nuca com uma possessividade que me faz perder o chão. As pontas dos dedos dele deslizam devagar pelos meus cabelos cacheados, puxando a minha cabeça levemente para trás enquanto me traz para um beijo que começa calmo, testando os meus limites, mas que logo ganha uma intensidade perigosa. É um beijo quente, envolvente, mas ainda assim executado com uma delicadeza torturante, como se ele quisesse saborear cada milímetro dos meus lábios sem nenhuma pressa.

​Quando a boca dele finalmente deixa a minha, os lábios úmidos descem lentamente pelo contorno do meu rosto, traçando uma linha ardente até alcançar a curvatura do meu pescoço. O toque sutil da sua barba rala me faz arrepiar da cabeça aos pés, e um sorrisinho involuntário de puro tesão escapa por entre os meus lábios. Sinto as mãos pesadas dele deslizarem pela minha cintura, firmes, protetoras e reivindicando o que é dele, enquanto ele estica o braço por trás do meu corpo, gira a maçaneta com um estalo seco e abre a porta do quarto atrás de mim.

​O cômodo nos recebe em um silêncio absoluto, iluminado apenas pelo feixe suave de luz prateada que entra através da imensa janela de vidro. O Tae mantém os olhos escuros cravados nos meus por um instante longo demais, como se estivesse confirmando mentalmente que eu estou realmente ali, que tudo aquilo é real e que o passado finalmente tinha ficado para trás. Os dedos dele ainda apertam a minha cintura com precisão e, naquele olhar profundo, existe uma promessa silenciosa, um desejo avassalador e algo muito mais profundo - algo que me diz, sem precisar de palavras, que aquilo não é apenas um momento passageiro, mas o começo de algo que vai muito além daquela porta.

​No impulso de um gesto rápido, mas inteiramente cheio de intenção e domínio, ele me puxa para mais perto do seu peito e começa a conduzir os meus passos com uma destreza impressionante, como se ele já conhecesse perfeitamente cada linha e o ritmo exato do meu corpo. Começamos uma valsa lenta e compassada bem no centro do quarto vazio, iluminados única e exclusivamente pela luz prateada da lua que atravessa a vidraça, desenhando as nossas silhuetas no piso escuro. Não há nenhuma plateia nos julgando ali, não há aplausos da mídia ou cobranças da agência; apenas nós dois e o silêncio cúmplice e denso da madrugada.

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