No silêncio acolhedor e abafado daquele banheiro, o tempo parecia ter entrado em uma realidade paralela. O som sutil da água morna se movimentando contra as paredes de cerâmica ditava o ritmo dos toques do Tae, que deslizava as mãos pela minha pele com uma precisão que me fazia reviver, em flashs, cada fragmento da nossa história. Nossas respirações encontraram uma sintonia perfeita, ritmada, e naquele exato instante, deitada contra o peito dele, eu tive a certeza absoluta de que nenhuma mágoa ou distância seria capaz de apagar aquela sensação da minha memória.
Senti a pressão leve de suas mãos quentes e calejadas subirem pelos meus flancos e pousarem, com uma delicadeza quase reverente, sobre a curvatura da minha barriga. Fechei os olhos com força, afundando um pouco mais contra ele e me entregando totalmente àquele carinho que eu não sabia o quanto precisava até receber. Em um gesto involuntário, guiei meus dedos pelos dele, entranhando nossas mãos sobre a minha pele úmida. O Tae respondeu imediatamente, colando os lábios em um beijo demorado e quente bem na curva do meu ombro. Um arrepio violento correu pela minha espinha de cima a baixo - e nós dois sabíamos que não tinha nada a ver com a temperatura do ambiente, mas com a doçura dolorosa daquele momento.
Fiquei ali parada, flutuando na sensação do toque dele e no calor absurdo que o corpo dele irradiava contra as minhas costas. Após alguns minutos de um silêncio denso e confortável, ele quebrou a calmaria com um sussurro rouco, bem colado ao meu ouvido:
- Pequena... precisamos sair dessa banheira. Olha os seus dedos, estamos começando a ficar completamente enrugados.
Abri os olhos devagar, sentindo o peso das pálpebras, e virei um pouco o rosto para o lado para conseguir olhar para ele, deixando um sorriso de canto surgir nos meus lábios.
- Mas se dependesse de mim, eu ficaria exatamente aqui por muito mais tempo...
O Tae passou a ponta da língua pelos lábios inferiores, um tique claro de quem estava tentando com todas as forças resistir ao impulso de prolongar aquele contato. O olhar dele travou no meu, transbordando uma ternura misturada com algo muito mais profundo, uma espécie de saudade acumulada que pedia espaço. Em vez de apenas responder e quebrar o clima, ele me puxou ainda mais contra o peito, me envolvendo em um abraço apertado que quase me fez esquecer que estávamos dentro de uma banheira de hospital.
- Precisamos sair mesmo, Lara... se não...
Ele deixou a frase morrer no ar, mas a vibração grave do tom de voz dele deixou claro o aviso: se ficássemos mais cinco minutos colados daquele jeito, o autocontrole dele ia sumir e seria absolutamente impossível se afastar depois.
Assenti com a cabeça, engolindo em seco, e me movi um pouco para a frente para dar espaço para ele sair primeiro. O Tae se ergueu da água, o corpo alto gotejando, e se enrolou rapidamente em um roupão felpudo do hospital enquanto tirava a cueca boxer preta totalmente encharcada. Meus olhos seguiram cada movimento dele pela parede de espelhos, sem que eu conseguisse conter a direção do meu olhar. Baixinho, em um sopro de voz que saiu quase como um pensamento que escapou da minha boca, sussurrei para a parede:
- Eu ainda te amo...
Ele ouviu. Tive a certeza absoluta disso pelo modo como a postura dele travou por um segundo inteiro, com a mão suspensa no ar antes de alcançar a toalha de banho seca. Em um silêncio absoluto, ele se virou, caminhou até a borda da banheira e me estendeu a mão para me ajudar a levantar com segurança. Aceitei o apoio, sentindo meus pés tocarem o piso frio, e assim que ele abriu a toalha macia e me envolveu por completo, ele me puxou para junto de si em um abraço esmagador, daqueles de tirar o fôlego. O Tae colou os lábios no topo da minha cabeça, soltando uma respiração quente que bagunçou os fios do meu cabelo.
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Intuição
Fanfiction(+18) (Plágio é Crime) (Não permitido adaptações) Lara uma jovem que acreditou na sua intuição e teve a maior reviravolta da sua vida, tudo tem um porque quando se acredita em destino, sua vida depois de conhecer idols e tudo que era calmo se torna...
