Go, Go Power Rangers
Era uma noite normal em Paris e Luka estava no seu quarto no Liberdade arrumando suas malas enquanto conversa com Adrien pelo telefone.
-Como tá indo a sua missão de Cat Noir aí em Nova York?
Adrien
[-Não vou mentir. Eu me sinto o Homem-Aranha em Guerra Infinita. Por sorte só vou ficar em Nova York por alguns dias.]
Luka solta uma risada baixa.
-Guerra Infinita? Isso é bom ou ruim?
Adrien
[-Depende. Mas eu queria que você estivesse aqui, poderíamos refazer o beijo Homem-Aranha.]
Luka
-Você tá mesmo vivendo um filme da Marvel, né?
Adrien ri do outro lado da linha.
[-Eu tô tentando sobreviver a um, na verdade. E como tá aí?]
Luka
-Paris tá bem tranquila desde a derrota do Monarch, tem um Youkai ou outro, mas a Lenore deixou a gente ficar com as armas Tecnomágicas para caso os Youkais apareçam. E agora eu tô arrumando minha mala para posar na sua mansão. O Stiles está animado para ter mais espaço pra correr.
Adrien
[-Que bom. Ah, apenas o meu guarda costas está na minha mansão, mas você é bem vindo. E vai ser bom ter companhia, a mansão ta muito quieta.]
De repente Ryuko entra no quarto de Luka pela janela em sua forma de Dragão do Vento.
-Uh... Adrien, preciso desligar. Tchau.
Luka encerra a chamada.
-Ryuko? O que você está fazendo aqui?
Ryuko
-Luka, Tokyo precisa de você. Ou melhor, precisa do Lordbug.
Luka
-Tokyo? E ru nem sei quem o...
Ryuko
-Eu sei que você é o Lordbug. A Marinette falou sem querer. Céu aberto!
Ela se transforma em Kagami e Tikki, Longg e Duusu se abraçam. Então Kagami mostra uma reportagem no seu celular para Luka.
[-Um monstro gigante destruiu a prefeitura de Tokyo, no Japão, mas felizmente uma nova equipe de heróis, cujo nome permanece desconhecido, conseguiu detê-lo antes que causasse mais danos.]
Luka
-Se isso for um Youkai, eu posso avisar a Lenore para ir lá com a equipe dela. Tokyo não precisa do Lordbug.
Kagami
-Precisam sim, mas eu explico depois. Temos que ir agora mesmo.
Luka
-Agora? Mas sua mãe concorda com isso?
Kagami
-Ela não teve muita escolha.
Luka
-E suas namoradas? A Zoé e a Marinette sabem que você vai pra Tokyo?
Kagami
-Zoé e Marinette não precisam saber agora.
Luka
-E o que eu falo pra minha mãe?!
Kagami
-A Kitty Section tem contrato com a Golden Dragon Arts, não é?
Ela entrega um papel para o Luka.
-Eu já pensei em tudo. Fala isso pra ela.
Após decorar o conteúdo do papel, Luka vai conversar com Anarka.
-Mãe, eh... A Lenore tá fazendo um show no Japão com a banda dela e ela tá sem guitarrista. E ela queria saber se eu posso tocar na banda dela, é só por alguns dias. A viagem já está paga.
Anarka cruza os braços e estreita os olhos, claramente desconfiada.
-Japão? De repente?
Luka coça a nuca, tentando manter a calma.
-É, então… parece que é uma oportunidade meio de última hora. A Lenore disse que precisa de alguém pra reforçar a banda em alguns shows.
Ela suspira, e para a surpresa dele, dá de ombros.
-Tá. Mas me manda mensagem quando chegar lá.
Luka relaxa
-Pode deixar, mãe. Ah, a Juleka leva o Stiles pra passear enquanto eu estiver fora.
Assim que ele volta pro quarto, Kagami já está de braços cruzados, impaciente.
-Resolvido?
Luka
-Resolvido.
Kagami
-Ótimo. Então vamos.
No dia seguinte, Luka e Kagami estão no jato particular das Tsurugi a caminho de Tokyo. Kagami vê os três Kwamis, Tikki, Longg e Duusu, comendo os lanches do jato.
-Você trouxe a Duusu?
Luka
-Eu não tive escolha. Cat Noir e eu estaremos fora de Paris por alguns dias e a Juleka vai ter muito trabalho sendo líder substituta dos Portadores dos Miraculous. Além disso, a Duusu se comporta, não é, Duusu?
Duusu
-Eu sou extremamente comportada.
Longg, sentado com postura impecável, olha para ela sem piscar.
-Isso não é comportamento. Isso é instabilidade emocional.
Tikki dá uma risadinha e Kagami suspira, cruzando os braços.
-Luka, ficaremos hospedados na casa da minha avó.
Luka
-Tá bom.
Então Kagami olha o cabelo com pontas azuis de Luka.
-Acho melhor você esconder esse cabelo quando chegarmos em Tokyo.
Luka
-Uh... Mas no Japão já pode ter cabelo colorido.
Kagami
-Sim, mas alguns conservadores japoneses, e a cultura tradicional do Japão em geral, tendem a ver o cabelo tingido, especialmente cores claras ou vibrantes, com desaprovação, associando-o a uma falta de disciplina, rebeldia ou comportamento delinquente.
Luka
-Tá… então meu cabelo é praticamente um crime?
Kagami
-Dependendo do bairro, sim.
Duusu faz um som indignado.
-Isso é preconceito capilar!
Luka
-Tá, eu escondo o meu cabelo com o capuz.
Kagami
-E mais uma coisa, no Japão a sonoridade do seu nome é "Ruka".
Luka pisca algumas vezes.
-Como é?
Kagami
-Sim. É como muitos japoneses pronunciariam “Luka”. O som do “L” praticamente não existe no japonês.
Kagami pega o celular dela.
-Você fala japonês, não é?
Luka
-A Lenore me ensinou um pouco durante a estadia dela no Liberdade.
Kagami
-Ótimo, quero que você ouça uma conversa entre os membros desta equipe japonesa de super-heróis.
Kagami reproduz uma mensagem de voz em seu celular e coloca o celular na mesa para mostrar as mensagens de voz do grupo de super-heróis.
[-Proponho um torneio. Quem ganhar se torna nosso líder.]
Kagami
-Essa é a Miki.
Mayotte
[-Não precisamos de um líder, somos um grupo. Decidimos todos juntos.]
Kagami
-Mayotte.
Pili
[-Se for como escolher o nome da nossa equipe, estamos em apuros.]
Kagami
-Essa é a Pili.
Nikko
[Já sei um nome! As Super Baratas Arco-Íris! Hehe!]
Kagami
-Nikko.
Yu Lu
[-Baratas?]
Kagami
-Yu Lu.
Nikko
[O quê? Baratas são fofas.]
Miki
[-Se todos tivessem participado da invocação, teríamos derrotado aquele monstro mais rápido.]
Kazuno
[-Temos que proteger as pessoas!]
Kagami pausa as mensagens de voz.
-Tudo bem?
Kagami
-Sim... Esse é Kazuno.
Kagami reproduz as mensagens novamente.
[-Por que você sempre se recusa a fazer as invocações com a gente?]
Kazuno
[-Eu não tenho senso de ritmo mesmo.]
Miki
[-Qual é, eu já te vi dançar antes.]
Kazuno
[-Eu não quero mais dançar.]
Kagami cerra os punhos.
-Você vê o problema agora? Eles estão muito divididos, nunca vão conseguir sozinhos.
Luka
-Ta bom, eu tenho várias perguntas e uma delas é: Se esse é o grupo dos heróis, você conhece eles?
Kagami
-Eles costumavam ser meus amigos. Mas... É passado.
Luka
-Entendi, eu... Vou no banheiro ajeitar o cabelo.
Então ele se levanta, deixando Kagami sozinha, ela olha pela janela do avião, tira uma carta amassada do bolso da jaqueta, mas a guarda de volta. Enquanto isso, no banheiro do jato, Luka se olha no espelho.
-Isso vai chamar muita atenção, né, Tikki?
A kwami inclina a cabeça.
-Um pouco.
Luka suspira.
-Eu devia ter ouvido o Cat Noir quando ele disse que azul-escuro ficava melhor. Ainda bem que eu trouxe uma touca na mala.
Tikki
-Mas você gosta do seu cabelo assim.
Luka
-Eu gosto. Só não quero parecer um protagonista de anime tentando comprar pão.
Tikki ri baixinho, mas então suaviza o olhar.
-Kagami tá estranha. Ela parece... nervosa. Não é o jeito “Kagami séria”. É diferente.
Luka
-Tem razão. Ela ficou tensa quando aquele garoto falou sobre dançar. Vou falar com ela sobre isso quando ela se sentir mais confortável.
Ele sai do banheiro e vai se sentar novamente.
-Seu cabelo continua igual.
Luka
-Ah... Eu vou usar uma touca quando chegarmos no Japão. Posso deixar pelo menos a minha franja a mostra?
Kagami
-A franja é aceitável.
Luka
-E como é no Japão?
Kagami
-Diferente. Muito diferente.
Luka
-Me falaram que o Ghibli é tipo um patrimônio nacional no Japão.
Kagami
-De certa forma, é. Muitos japoneses cresceram com os filmes do Studio Ghibli como parte da infância deles. Os filmes costumam falar muito sobre amadurecimento, perda, natureza… e aprender a continuar seguindo em frente.
Eles ficam conversando até o avião pousar, como prometido, Luka cobriu o cabelo com uma touca, as pontas de seu cabelo quase nem apareciam pra fora. Os procedimentos aeroportuários são rápidos e, finalmente, Luka e Kagami entram em um táxi.
Luka fica vendo os pontos turísticos de Tóquio passam pela janela.
-Nossa.
Taxista
-Você é francês?
Luka
-Uh... De nacionalidade sim.
Taxista
-Ah, eu adoro a França! Olha!
Ele toca na decoração da Torre Eiffel que está pendurada no carro e toca "A Marselhesa".
-A Torre Eiffel, croissants, queijo, música de acordeão e o Lordbug! Ah! Miraculous Ladybug!
Luka dá um sorrisinho nervoso, mas ao ver Kagami rir, ele começa a rir também. Momentos depois, eles finalmente chegam à casa da avó da Kagami.
-Obrigada e até logo, senhor.
Taxista
-Até logo e Viva a França!
Ele vai embora enquanto "A Marselhesa" toca. Luka fica olhando o carro ir embora.
-…Isso foi a experiência mais francesa possível fora da França.
Kagami cruza os braços.
-Ele provavelmente vai contar pra família inteira que encontrou um francês de verdade.
Então Luka coloca a guitarra dele nas costas enquanto pega a mochila dele. Kagami se vira para a casa da vó dela.
-É aqui que minha avó mora.
A entrada da casa parecia ser uma loja.
-Nossa.
Então ele começa a sentir cheiro de Dorayaki no ar.
-Que cheiro é esse?
Kagami
-Dorayaki, um doce típico daqui. A minha vovó faz o melhor de Tóquio.
Luka
-É o doce do Doraemon?
Kagami olha para Luka por alguns segundos.
-É o doce do Doraemon, sim.
Luka
-Eu sabia!
Kagami suspira.
-Você tem vinte por cento de maturidade e oitenta por cento de referências nerds.
Luka
-Vantagens de namorar o Cat Noir. Ele me faz ver um monte de anime.
Quando se aproximam da casa, Kagami automaticamente tira os sapatos antes de entrar no degrau da varanda.
-Tire os sapatos.
Luka olha para os próprios tênis.
-Ah! Certo!
Ele rapidamente tira os sapatos e quase perde o equilíbrio no processo. E percebe Kagami olhando para ele.
-O que foi?
Kagami
-Você tem 16 anos usando meias de nuvenzinha?
Luka olha para as próprias meias estampadas com nuvens sorridentes.
-Qual é o problema das minhas meias?
Kagami
-Isso parece algo que uma criança de oito anos usaria.
Luka
-Elas são confortáveis.
Kagami cruza os braços.
-Você realmente combina com o Adrien.
Então Kagami e Luka entram na casa.
-Tadaima, vovó!
Nozomi
-Okaerinasai, Ka-chan.
Ela olha para Luka.
-Você deve ser o “Ruka”. Bienvenue.
Luka faz uma reverência, se curvando levemente para frente.
-Prazer em conhecê-la, madame. Meu nome é Luka Couffaine.
Então eles entram no interior da casa.
-Estou tão feliz por finalmente conhecer um dos novos amigos da Kagami. Você deve estar com muita fome. Preparei um docinho para você.
Enquanto isso, no Covil do Mal do Modder, Três criaturas assistem a um vídeo de um monstro destruindo um carro.
-Ali! Um ponto fraco!
Moddler bate com o punho no trono, frustrado.
-Não é um ponto fraco, é um carro, seu idiota... Argh! Você não me serve para nada.
Mapper
-Bem, se você queria que a gente pensasse, deveria ter modelado um cérebro para nós, mestre.
Moddler geme. Então, volta o vídeo e dá zoom nos heróis.
[-Se todos participarmos da Invocação Suprema, quem protegerá as pessoas!?]
Leão
[-Quanto mais rápido derrotarmos o vilão, mais cedo as pessoas estarão fora de perigo!]
Moddler
-Aí está o ponto fraco.
Skinner
-Qual deles é o ponto fraco? O menino ou a menina?
Moddler
-Esses humanos são fracos porque querem proteger outros humanos.
De volta a casa da Nozomi, Luka Kagami chegam na sala de jantar e vêem a mesa cheia de comidas tradicionais do Japão com uma aparência deliciosa.
-Uau
Nozomi
-Por favor, aproveitem a refeição.
Kagami se senta no Zabuton e Luka tira a guitarra dele e a deixa no chão ao seu lado junto da mochila. Em seguida ele se senta no Zabuton e ele e Kagami pagam os hashis.
-Itadakimasu!
Nozomi
-Bom apetite para você também.
Luka observa a mesa por alguns segundos, impressionado com a quantidade de pratos organizados perfeitamente. Havia tigelas de missoshiru fumegante, peixe grelhado, arroz impecavelmente alinhado, tempurás dourados, tsukemono coloridos e os dorayakis cuidadosamente empilhados em um prato de porcelana.
-Isso tudo é… jantar?
Nozomi sorri discretamente enquanto serve chá.
-Para visitas importantes, sim.
Kagami
-Isso significa que ela gostou de você.
Luka imediatamente se endireita no zabuton.
-Eu me sinto honrado.
Ele pega um tempurá e experimenta. Os olhos dele se arregalam imediatamente.
-Meu Deus...
Kagami toma um gole do chá, sem nem olhar para ele.
-Eu avisei.
Luka
-Isso é melhor que a comida da Lenore.
Mesmo do Canadá, o sexto sentido de Lenore apita, como se ela tivesse ouvidos super-sonicos.
-Uh... Acabei de ser insultada?
De volta ao Japão, Nozomi olha para Kagami
-Que surpresa agradável te ver aqui.
Kagami hesita.
-Eu queria mostrar Tóquio para o Luka.
Nozomi
-Bom, então você está com sorte. Porque amanhã é o Hoshi Matsuri. Teremos uma barraca.
Luka
-O que é Hoshi Matsuri?
Kagami
-O Hoshi Matsuri, é um festival tradicional.
Nozomi
-No Japão, temos um folclore muito rico, repleto de criaturas fantásticas, como os Yōkai, por exemplo.
Luka
-Eu sei sobre os Youkais, minha... Irmã mais velha de consideração é... Estuda sobre mitologia.
Nozomi
-Também temos muitas lendas, como a da Princesa Orihime e Hikoboshi, o vaqueiro, dois amantes condenados a viverem distantes um do outro, cada um em uma margem do Rio Celestial, mas que têm permissão para se encontrar uma vez por ano. Essa é a lenda que celebramos durante o Hoshi Matsuri. Ah, é um festival tão romântico! Você provavelmente vai encontrar seus antigos colegas de classe e seu ex-namorado, Kagami. Qual era o nome dele mesmo? Kazuno?
Kagami
-Ele não era meu namorado e eu não planejava ir ao Matsuri. Tenho outros planos.
Nozomi suspira.
-Que pena.
Enquanto elas conversam, Luka discretamente pega um Dorayaki e coloca embaixo da jaqueta para Tikki e Duusu dividirem. Então eles ouvem um som de buzina.
-É a Shinobu-san.
Nozomi olha para Luka e Kagami.
-O quarto de vocês está pronto. Preparei dois yukatas, ainda bem que você me disse que o Luka era um menino e não uma menina, espero que sirvam. E Kagami, use o biombo para dividir o quarto.
Nozomi se levanta da mesa e vai cumprimentar Shinobu. Luka fica confuso.
-Porque tinha que falar o meu gênero?
Kagami
-Aqui o seu nome é Unissex.
Luka
-Entendi.
Kagami se levanta da mesa.
-Vamos, Luka.
Luka se levanta, pega sua guitarra e mochila e segue Kagami até o antigo quarto dela. Luka coloca a mochila no chão e apoia a guitarra na parede, olhando ao redor com curiosidade.
-Você cresceu aqui?
Kagami hesita por um segundo.
-Sim.
Um silêncio confortável se instala entre os dois. Kagami pega um biombo de madeira no canto, o coloca entre os futon e o abre.
-Eu fico do lado esquerdo. Você do direito.
Luka
-Ta bom.
Kagami
-Vou me trocar.
Luka olha ao redor do quarto e encontra um retrato com uma foto de Kagami com um grupo de adolescentes. Então Kagami joga o yukata de Luka para ele.
O yukata de Luka era preto com pássaros brancos na parte inferior e o obi era azul marinho.
-O que é isso?
Kagami
-É um Yukata. Vista o seu, eu vou ficar esperando no corredor até você ficar pronto.
Luka
-Pronto pra quê?
Longg
-Para tomar banho!
Luka
-Como é que é?!
Kagami já estava quase saindo do quarto, mas para no meio do caminho e olha para ele por cima do ombro.
-Um banho. Você viajou. Está no Japão. Isso é básico.
Luka
-Eu tomei banho antes de sair da França!
Kagami
-No Japão, tomar banho não é apenas lavar. É um ritual, um momento de compartilhamento.
Ela sai e fecha a porta, deixando Luka sozinho com Tikki e Duusu.
-Acho que você já pode colocar a Kagami na lista de pessoas que sabem sobre a sua tatuagem.
Luka tira a touca e a jaqueta e começa a tirar a camiseta.
-Isso não ajudou muito, Duusu.
Após vestir o Yukata, Luka sai do quarto e encontra com Kagami no corredor. Kagami o observa de cima a baixo com aquela expressão analítica dela.
-Você amarrou errado.
Kagami se aproxima e ajusta a faixa com movimentos rápidos e precisos. Em poucos segundos, o nó fica perfeitamente simétrico.
-Pronto.
Luka
-Uh... Obrigado.
Kagami
-Agora vem.
Luka segue Kagami até as águas termas e Luka suspira aliviado ao ver que são separados por "Masculino" e "Feminino".
-Graças a Deus.
Kagami
-Você vai no masculino. Não é complicado. Coloque seu yukata na cesta. Você precisa tomar banho primeiro para não sujar a água.
Luka
-Tá bom.
Kagami
-As toalhas estão no armário.
Os dois se separam, indo casa um para uma casa de banho, mas então Kagami vai para a casa de banho masculina.
-Você quer alguma coisa pra prender o cabelo ou vai lavar ele?
Mas ela vê Luka de costas, começando a tirar o Yukata, ou seja, ele estava com as costas nuas.
-Você tem uma tatuagem de Fênix nas costas?
Luka se vira rapidamente.
-Eh... Não conta pra ninguém.
Kagami
-Eu não vou contar. Mas é uma boa tatuagem.
Luka
-Obrigado. E respondendo sua pergunta, eu aceito um elástico para prender o meu cabelo.
Kagami vai até um pequeno armário de madeira próximo da entrada do banho e entrega um elástico preto para Luka.
-Aqui.
Luka
-Obrigado.
Kagami sai da casa de banho masculino e Luka prende seu cabelo em um rabo de cavalo baixo, deixando apenas a franja solta.
-O que acham?
Tikki flutua ao lado dele, avaliando como se fosse uma consultora de estilo extremamente exigente.
-Melhor do que “protagonista de anime tentando comprar pão”.
Após tomar um banho, Luka entra nas termas com uma toalha e relaxa. Luka solta um suspiro longo assim que entra.
-Ok… isso é MUITO melhor do que eu imaginava.
Tikki e Duusu também relaxam em sua própria banheira de hidromassagem, Kagami improvisou uma bacia de água quente para os Kwamis. Tikki boia na água com uma expressão serena.
-Isso é exatamente o que banhos deveriam ser.
Luka encosta a cabeça para trás, deixando a franja cair levemente sobre a testa
-Eu entendo por que chamam isso de ritual agora.
Ele fecha os olhos.
-É tipo… resetar o cérebro. Eu preciso falar disso com o Adrien. Tikki, pode pegar meu celular, por favor?
Tikki
-Tá bom.
Tikki voa até o armário e volta com o celular do Luka, depois de entregar o celular, ela volta para a banheira improvisada. Então Luka faz uma vídeo chamada com Adrien, que estava como Cat Noir.
[-Oi, Azulado.]
Luka
-Oi, Pantera, como tá sua missão em Nova York?
Cat Noir
[-Tirando o fato de que, se não fosse pela Majestia, eu teria me espatifado no chão porque um vilão quase me mandou para o espaço e eu desmaiei na estratosfera, está tudo bem. E como tá aí em Paris?]
Luka
-Na verdade... Eu não estou em Paris. Eu estou relaxando em águas termais no Japão.
Luka vê Cat Noir fazendo um biquinho emburrado.
-Que carinha rabugenta é essa, Cat?
Cat Noir
[-Você está no modo férias enquanto eu estou no modo “sobrevivência intergaláctica”.]
Cat Noir estreita os olhos.
[-Isso é injusto em níveis cósmicos.]
Luka apoia o braço na borda da água.
-É bem mais tranquilo do que Nova York sendo atacada por “vilões espaciais”, pelo que parece.
Cat Noir olha pra baixo.
[-Uau, ser o Lordbug fez muito bem pro seu físico. Tá parecendo o físico do Zack Fair.]
Luka pisca algumas vezes, processando a comparação.
-O quê…?
Cat Noir dá de ombros, ainda emburrado.
[-Final Fantasy. Soldado de cabelo espetado. Você tá com vibe de “protagonista que vai morrer no final do arco”.]
Luka
-Eu não sei se isso é um elogio ou uma ameaça.
Cat Noir
[-Você está relaxando em Japão e eu tô me lascando em Nova York. Lê as entrelinhas, Luka. Leia.]
Luka
-Tá legal. Se isso serve de consolo, depois das nossas missões eu peço pra Lenore nos levar para Toronto.
Cat Noir
[-Eu quero ir para Ottawa.]
Luka inclina a cabeça.
-Ottawa?
Cat Noir
[-Sim. Capital tranquila. Pouco vilão. Pouco drama. Talvez um esquilo criminoso no máximo.]
Luka
-Tá bom, quando terminarmos nossas missões, nós vamos para Ottawa. Eu tenho que desligar agora, só vou terminar o banho e vou dormir. Boa noite, Cat.
Cat Noir
[-Aqui é bom dia, mas tudo bem, boa noite, Azulado.]
Mais tarde, após o banho, Luka e Kagami vão para o quarto dela para dormir. O Biombo estava aberto entre as camas e enquanto Kagami e os kwamis dormiam tranquilamente, Luka fica se revirando no futon dele. Kagami abre um dos olhos lentamente, ainda meio sonolenta.
-Luka… você está se mexendo como se estivesse lutando com o colchão.
Luka vira de lado, olhando para o teto escuro.
-Eu não consigo dormir. Ainda não me acostumei com o futon.
Kagami suspira.
-Você quer conversar até pegar no sono?
Luka
-Quero. Mas... Só se você estiver confortável para falar porquê...
Kagami
-É sobre o Kazuno, não é?
Luka
-Na verdade, sobre com você conheceu os heróis.
Kagami
-O Adrien contou sobre a infância dele pra você, não é? Você pode facilmente imaginar como foi a minha. Assim como ele, fui criada longe do mundo exterior. Os professores vinham à casa. Eu só saía para competições de esgrima. Eu não tinha amigos, e então... Meu aniversário de 14 anos chegou. E como presente de aniversário, eu pedi para minha me matricular em uma escola. Ela se recusou, mas eu insisti até que ela me propôs um desafio. Ela tirou o anel da minha família que ela usava e disse que se ele não tocar o chão, eu iria para a escola. Ela arremessou o anel para o ar e, seguindo sua trajetória, eu reagi rapidamente, pegando um arco na parede e atirando uma flecha. A flecha perfurou o centro do anel em pleno voo e se alojou em um dos pilares de madeira ao lado de minha mãe, impedindo que o anel atingisse o chão.
Luka
-Você… acertou um anel no ar com uma flecha?
Kagami responde com naturalidade, ainda deitada.
-Sim. Depois disso, minha mãe me matriculou na Academia Kano, uma escola internacional que combina esportes e estudos acadêmicos. Era tudo tão novo para mim que eu não sabia como me adaptar. Até que eu chamei a atenção de Kazuno, que conversava com seu grupo. Mas Miki percebeu o olhar dele para mim e se aproximou de mim me perguntando qual era o meu esporte e disse que o dela era o kickboxing. Eu abri minha bolsa, mostrando o meu florete e o Pili achou que era uma agulha de tricô gigante.
Luka solta uma risada baixa, tentando imaginar a cena.
-Ele achou que uma espada era uma agulha de tricô?
Kagami não muda o tom.
-Sim. E a Mayotte me olhou com admiração por eu ser esgrimista. Ela admira a manobrabilidade, precisão, elegância. Ela disse que é a excelência francesa em poucas palavras. Mas a Mili era bem competitiva e queria testar se eu era realmente boa, ela me levou até uma pista de obstáculos montada na academia, com um botão na parede e me desafiou para uma corrida de obstáculos, quem chegasse até o botão mais rápido ganha.
Luka
-E eu achando o meu trote de "Bem-vindo ao ensino médio" ruim.
Kagami
-Eu também achei aquilo desnecessário. Mas aceitei.
Luka
-E aí? Quem ganhou?
Kagami
-Miki foi a primeira a correr pela pista, ela era absurdamente rápida. Ela praticava parkour além do kickboxing. Ela saltava obstáculos como se a gravidade não existisse. Ela chegou ao botão em 5,3 segundos.
Luka apoia a cabeça no travesseiro fino, agora completamente interessado.
-Caramba…
Kagami
-Ela parecia impossível de vencer. E quando chegou minha vez, eu coloquei uma condição; se eu ganhasse, eles seriam meus amigos por duas semanas. E eu simplesmente arremessei minha espada para frente, ela passou rapidamente por todos os obstáculos sem problemas e acertou o botão vermelho no final. Eu fiz 0,5 segundos e foi o novo recorde da escola.
Luka fica alguns segundos em silêncio absoluto, encarando o teto.
-…Você venceu uma pista de obstáculos usando literalmente um “speedrun de espada”.
Kagami fecha os olhos novamente, como se aquilo fosse perfeitamente normal.
-Foi a solução mais eficiente. A Mili ficou furiosa e disse que era trapaça, mas ela disse para alcançar o botão, só não especificou como.
Luka
-Isso é a coisa mais “Kagami” que eu já ouvi na vida.
Kagami abre um olho novamente.
-Eu ainda ganhei. Mas... Mili começou a discutir comigo e achava que eu estava debochando dela independente do que eu respondesse para ela. Kazuno percebeu que Miki estava prestes a começar uma briga e ele correu para tentar impedir, mas ele acabou tropeçando nos empurrou. Miki caiu em um aparelho de ginástica e eu cai em uma cesta cheia de bolas de basquete. E então o Kazuno me ajudou a me levar e disse que seria meu amigo se eu quisesse e não apenas por duas semanas. E não queria nada em troca.
Nesse momento os Kwamis começam a ouvir a história da Kagami e Duusu fica animada.
-Então, você pegou na mão dele?
Kagami
-Não.
Duusu
-Não? Mas isso já é praticamente o começo de um romance escolar!
Tikki dá uma risadinha.
-Você realmente assiste novelas demais, Duusu.
Duusu cruza os braços.
-E vocês assistem de menos.
Luka
-Então… Kazuno foi a primeira pessoa que realmente tentou ser seu amigo?
Kagami fica em silêncio por alguns segundos antes de responder.
-Sim. Depois da escola nós fomos a um fliperama. Então ele comprou dois refrigerantes, um para mim e outro para ele. Eu nunca imaginei que alguém pudesse ser tão gentil comigo sem pedir nada em troca. Minha mãe nunca me ensinou o que era amor. Kazuno me apresentou a ele. E então, nós fomos na pista de dança e dançamos Stellar Dance e eu comecei a sentir os efeitos da música, enquanto Kazuno me encorajava. Nós dançamos em perfeita sincronia e ficamos em primeiro lugar no placar. E depois fomos a um campo e ficamos vendo o pôr do sol.
Kagami fica em silêncio por alguns segundos, como se estivesse assistindo aquela memória passar diante dos olhos dela.
-Eu nunca tinha visto um pôr do sol daquele jeito antes. Não porque ele fosse diferente… mas porque eu estava vendo aquilo com alguém.
Duusu
-E então vocês se apaixonaram?
Kagami
-Sim, mas... ele já era apaixonado pela Miki. Eles são amigos desde a infância, e eu não conseguia entender por que ele amaria alguém que era tão dura com todos, inclusive com ele. Mas essa pequena pontada no meu coração não era nada comparada à dor da solidão em que eu vivia até então. Só de ter um amigo pela primeira vez na vida já me deixou feliz. Foi aí que o Kazuno me adicionou ao grupo de bate-papo da turma, para que eu pudesse conhecer melhor os outros, mas eu nunca tive coragem de mandar uma mensagem. E então minha mãe decidiu que iríamos nos mudar para a França.
Nesse momento o chão treme.
-Uh... Kagami, me diz que isso é mais um terremoto recorrente do Japão.
Kagami olha para a janela e vê ao longe, uma criatura gigante semelhante a um robô pairando sobre a cidade.
-Um Kaiju!
Luka
-Ta bom. Você tava certa, isso definitivamente não é um trabalho pra Lenore e a equipe ninja dela.
Kagami
-É hora de fazer o que viemos fazer! Longg, tempestade!
Luka
-Tikki, Transformar!
Kagami se transforma em Ryuko e Luka se transforma no Lordbug.
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Miraculous LordBug Au
FanficE se o Luka tivesse ganhado o miraculous da joaninha? *Créditos aos criadores das bases de desenho utilizadas*
