Capítulo 1

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06 de dezembro de 2015- Cidade do México

              Então eu havia completado 30 anos? Não posso deixar de me espantar com a velocidade que o tempo passa, e ele passa para todos, são coisas indiscutíveis e quando se é famoso não tem como se dar ao luxo de usar o artifício de mentir a idade, não que eu estivesse pensando nisto.

              Minha mãe fez questão de comprar um bolo e chamar minhas irmãs para se reunirem em casa. Eu gostava de estar junto de todas elas. Quando estamos reunidas posso sorrir francamente, sem ser por cansaço ou qualquer outra coisa. Minha mãe, eu, Claudia e Blanca nos sentamos na varanda olhando para o jardim verde onde Clara, minha sobrinha brincava. Uma criança muda tudo, eu podia ver nos olhos de Claudia quando olhava para a filha, a preocupação que continha e o amor incondicional. Eu me preocupava com isto, porque eu gostaria de sentir algo assim, mas com anos passando, é como apenas se meus sonhos ficassem mais e mais distantes.

— Clara, cuidado não fique puxando as orelha de Triana. — Gritou Claudia enquanto a menininha brincava com minha cachorrinha.

— Ela está tão grande agora. — Comentei, e de fato ela estava com seus 3 anos de idade. Não, eu não poderia evitar pensar no quão longe eu estava de uma família, mesmo porque desde Rodrigo, meu ex-namorado de um bom tempo atrás eu apenas não tinha encontrado ninguém. Não que eu precisasse de alguém para ser feliz, por que eu não precisava. Meu celular começa a vibrar no meu bolso e o alcanço levando ao ouvido rapidamente. Não conhecia o número. Começo a me mover para o jardim.

— Dul, é você? — Questiona a voz tão familiar e eu sinto meus músculos estremecerem. — Dul, você está aí?

— Christopher? — Questionei sentindo minhas bochechas queimarem sem sentido como seu eu fosse uma adolescente. Há alguns meses não o via, desde o reencontro do RBD na casa de Anahí, e também não nos comunicávamos por telefone, apenas era de comum acordo para todos realizarem chamadas no aniversário de cada um, era mais um acordo meu e dele que tinha surgido sem palavras, mas por algum motivo este ano particularmente eu não estava esperando, talvez por que durante aquela reunião havíamos nos portado como completos estranhos.

Meses atrás...

— Aaaaaaaah meu Deus, que saudade de você. — Gritou Anahí assim que eu passei pela porta e me envolveu em seus braços. Maite surgiu logo as suas costas.

— Também quero um abraço. — Gritou ela voando em cima de nós e nos apertando ainda mais.

— Maite, meu cabelo. — Gritou Any enquanto desatamos a dar risadas.

— Hoje eu não vou abraçar ninguém. — Olhei para o lado para ver quem falava e era Christian. — Se querem saber. — Ele cruzou os braços como se estivesse bravo e eu e as meninas nos entreolhamos. Eu sentia falta disto, da comunicação com apenas um olhar. Voamos para cima do Pollito e o derrubados no chão o apertando e lhe fazendo cócegas.

— Está mal humorado é Pollito? — Gritou Maite, envolvendo o pescoço dele e mais parecíamos uma pilha de corpos. Em meio a isto um novo visitante chegou, mas estávamos entretidos demais para nos dar conta. Os barulhos de passos se alastraram pelo cômodo, mas o som das nossas risadas era mais alto.

— Será que posso participar disso? — Questionou o recém chegado, e eu olhei para cima, ainda envolvida no bolo. Por um segundo seus olhos estavam nos meus e de seus lábios surgiu um sorriso.

Everything I Own

You sheltered me from harm 
Kept me warm, kept me warm
You gave my life to me
Set me free, Set me free
The finest years I ever knew
were all the years I had with you

Tudo Que Eu Possuo

Você me protegeu das coisas ruins,Me manteve aquecido, me manteve aquecido.Você entregou minha vida para mim,

Me libertou, me libertou.Os melhores anos que eu conheci,Foram todos os anos que tive com você.

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Bom gente eu publico esta fanfic em outro site tb, espero que gostem e comenteeeem pq ela é de coração para todas as traumadas vondy do mundo. 

Poderíamos Cair (Vondy)Onde histórias criam vida. Descubra agora