Eu não podia enxergar nada, pois Ucker me tapava os olhos enquanto caminhávamos em uma grama meio molhada pelo orvalho da noite. Cada pedaço do meu corpo parecia reluzente e eu não podia estar mais alegre naquele momento.
— Agora abra os olhos querida. — Ele sussurrou e eu olhei para frente onde luzes começavam a piscar e um som divertido emergia no ar. Era um parque pequeno e completamente vazio, no entanto lindo com cores vivas vermelhas, azuis, rosas, violetas, toda uma imensidão. Havia rodas gigantes que começavam a funcionar como em um passe de mágica, carrinhos bate-bate, barracas de todos os tipos com brinquedos e comidas. Olhei e vi um cara acenando pra nós. — Este é o Issac, eu o conheci anos atrás aqui no país, ele trabalha neste parque fazendo um bico. Como o parque não abre hoje só nos fins de semana pensei que nós poderíamos aproveitar, sem fãs, paparazzi ou os outros. — Ele segurou a minha mão no ar e me rodopiou.
— Meu Deus, Christopher. Eu estou... Sem palavras. — Ri abraçando-o e sentindo seu cheiro amadeirado que eu tanto amo.
Fomos a pescaria e ele me ganhou uma flor de brinquedo cor de rosa que soltava água. Apertei em seu rosto e ele riu pegando um balde de água que tinha perto como se fosse jogar em mim. Corri sentindo dores nos estomago de tanto rir.
— Você não sabe brincar Ucker. —
Depois comemos algodão doce cor de rosa que parecia uma nuvem macia. Sempre imaginei que nuvens teriam aquele sabor adocicado. Ele tentou bater o martelo naquelas maquinas que medem a força do golpe e de fato ele não se saiu nada mal. Por fim fomos a roda gigante e nos sentamos lado a lado. Quando ela atingiu o topo simplesmente parou. Senti meu coração palpitar, estávamos muito longe do chão e eu podia ver os prédio da cidade, os imensos arranhásseis, as luzes piscando, carros andando nas avenidas era quase como se pudéssemos voar.
— Christopher, acho que quebrou. Meu Deus vamos morrer aqui.
— Claro que não sua boba, eu pedi pro Issac fazer isto, está tudo bem, não confia em mim?
— Sabe que não. Você não presta. — Respondi tirando do bolso uma garrafinha pequena de tequila que eu tinha conseguido no bar. Ele apontou para a coisa e apenas balançou a cabeça completamente incrédulo.
— E eu não presto? — Questionou enquanto eu sorvia a bebida em um gole grande. Tossi.
— Quer?
— Caramba Dul, você nem sabe beber. — Ele pegou a garrafinha da minha mão tomando e olhando para a noite fria.
— Christopher, eu me lembrei que tenho medo de altura. Minha mãe nunca me deixou subir nestes negócios quando eu era criança. — Tremi.
— Você não é mais criança e você pulou da sacada na piscina aquela vez. Ficou sem roupa na piscina — Sorriu.
— Cale-se, isto foi você, mas tudo foi por sua culpa seu tonto. Pensei que tinha perdido você pra sempre. — Pisquei os olhos convulsivamente.
— Você nunca vai me perder.
— Nem em um milhão de anos?
— Nem em um trilhão. Aposto o céu inteiro com você.
— Eu vou cobrar. — Tremi outra vez e ele se moveu ao meu lado tirando a camisa que usava e ficando com o peito de fora revelando os músculos perfeitos do abdômen. Prendi a respiração sem perceber.
— Toma. — Ele me cobriu com a camisa branca que tinha seu cheiro.
— Você adora ficar sem roupa não é? Só porque é g... — A palavra quase fugiu da minha boca. Certamente era a bebida, mal conseguia olhá-lo.
— Gostoso? — Ele piscou pra mim de modo provocativo me fazendo ter calafrios na espinha. — É, eu adoro. — Ele segurou meu queixo me obrigando a olhá-lo. Meu corpo começou a queimar de dentro pra fora sem que eu pudesse evitar. Por que ele parecia tão certo quando era tão errado pra mim? Queria não quere-lo tanto, não deseja-lo tanto, não ser tão fácil em suas mãos.
— Christopher, por favor, eu... — Pedi sentindo uma leve tristeza me invadir e todas as incertezas do mundo.
— Dulce, esqueça as vozes na sua cabeça, não as escute... Existimos agora só eu e você. Nada é tão errado quanto parece, não pode ser eu e você quando... — Ele beijou minha orelha deslizando o nariz até minha bochecha e depositando ali mais um beijo e parou olhando em meus olhos. —...Quando algo me diz que não há nada mais certo. — Seus lábios roçaram os meus delicadamente me fazendo desejar mais. — O quanto você quer Dulce? — Ele sussurrou contra minha boca e eu não tive duvidas. Ajoelhei no banco pulando em cima dele e emergindo em uma caricia absurda. Ucker me puxou mais me fazendo sentar em seu colo e suas mãos foram até meu cabelo enquanto ele me mantinha presa aos seus lábios. Tinha certeza que eles estariam inchados amanhã.
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Acalmem-se que postarei mais uma parteee jáaa kkkkkkkk.
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Poderíamos Cair (Vondy)
FanfictionPoderia uma promessa feita a anos atrás alterar tudo? Christopher e Dulce Maria prometeram que se casariam se chegassem aos 30 anos solteiros, no entanto quando esta data está para se cumprir, Chris permanece com sua namorada e Dulce tem que enfim e...
