2008 – Empezar desde cero World Tour- EUA
— Isso é mesmo real? Senhor eu odeio essa garota. —Anahí encarou a menina que Ucker saia a algum tempo. Ao lado dos dois estava Poncho e de fato eu podia notar a forma como ela olhava para ele mesmo estando ao lado de Christopher ou o modo como gargalhava muito divertida. Eu não podia acreditar que ele estava levando uma garota estranha para a nossa turnê. O que ele estava pensando afinal de contas?
— Se alguém conversasse com Pedro Damián ele ficaria bravo não é? Mas é melhor não arrumarmos confusão, a viajem vai ser longa. — Comentei casualmente sabendo o que a garota loira faria a seguir.
— Conosco essa garota não voa, que ela vá em algum aviãozinho por aí de classe econômica que é o que ela merece. — Vi a garota se mover rapidamente puxando Pedro de lado enquanto este parecia ter alguma conversa divertida com o piloto. Assisti tudo de longe esperando que terminasse logo e que esta brincadeirinha de Uckermann tivesse o merecido, mas quando vi Anahí começar quase a gritar para depois retornar com um bico gigante, percebi que nada seria feito.
— É, ela é realmente bonita. O cara se deu bem. Não que eu goste disso. Só em pensar, olha só... Me enche de alergia. Mas sei lá, acho que ele está levando ela a sério. — Christian surgiu de trás de nós com um travesseiro e me fitou por um momento rápido. Eu podia ver o que se passava em sua cabecinha, e o quanto ele queria pegar qualquer expressão minha de desgosto frente aquilo, mas ele não iria conseguir. Sorrio.
— Até que enfim não é, até que enfim. — Respondo entrando na aeronave.
Tomei uns bons comprimidos pra dormir e fechei os olhos esperando despertar apenas quando chegássemos aos EUA.
— Ah meu Deus nós vamos morrer. Nós vamos... — Berrou Anahí pulando em cima de Poncho quase o enforcando. Viajávamos há quase uma hora quando as turbulências começaram. O avião parecia que em breve seria esmagado pelo vento como uma bola de papel pelos golpes que sentíamos. Era como estar dentro de um liquidificador e a única coisa que nos prendia era o cinto de segurança. Em algum momento eu tinha sido despertada do meu sono mesmo super dopada pelos remédios para dormir.
— Estamos passando por uma turbulência. Mantenham seus cintos afivelados. Repito, mantenham seus cintos afivelados. — Soou a voz do piloto e tudo que eu podia fazer era cravar minhas unhas ao banco e rezar para sairmos inteiros dessa. Ao meu lado ninguém se sentava e isto apenas tornava meu desespero maior.
— Sabe cara... Aquela mancha no seu carro que surgiu há algumas semanas? Não é cerveja. Na verdade é vomito... O meu. Se formos morrer eu quero que saiba. — Confessou Christian a Poncho.
— Se Anahí não estivesse tentando me enformar agora eu juro que eu mesmo te mataria Christian.
— Gente, não vamos brigar agora. E se nós... Eu não consigo nem pensar. Ah não, tem que pensar positivo. Vai dar tudo certo. — Maite era sempre a mais calma entre nós... A princípio.
— Nós vamos fazer um pouso de emergência. Tripulação por favor, dirijam-se a algum acento. — Soou novamente a voz desencarnada do piloto.
— Ah meu Deus, que pensamento positivo o que. Nós vamos morrer. — Berrou Mai segurando-se mais ao banco. — Só queria dizer que eu amo vocês.
— Dulce, você está bem? — Questionou Christopher sentado em um lugar próximo com a garota que ele saia nos últimos tempos. Sua voz soou muito distante em minha cabeça, pois eu começava a hiperventilar. O ar sumiu de meus pulmões e toda a minha sensação era de morte iminente. — Dulce. — Seu tom era alarmado.
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Poderíamos Cair (Vondy)
FanfictionPoderia uma promessa feita a anos atrás alterar tudo? Christopher e Dulce Maria prometeram que se casariam se chegassem aos 30 anos solteiros, no entanto quando esta data está para se cumprir, Chris permanece com sua namorada e Dulce tem que enfim e...
