— Querendo você. — Respondeu com um sorriso olhando dentro dos meus olhos, e lá vinha de novo as batidas insistentes no meu peito, o ar escapando de meus pulmões, a mão tremula e tudo o que ele significava para mim.
Ucker me empurrou levemente para dentro fechando a porta atrás de si e eu senti medo me invadindo. Medo dele, de mim, das consequências, dos outros.
— Alguém deve ter te visto entrando, vão falar coisas amanhã.
— Você liga para o que eles dizem? — Ucker me puxou novamente contra seu corpo firme me fazendo tremer da cabeça aos pés. Segurou meu queixo elevando-o e se aproximando. — Está com medo de mim querida? — Ele deu uma risadinha maldita.
— Não! — Falei enlaçando o seu pescoço e o beijando com força. Sua língua percorreu minha boca e suas mãos deslizaram pela minha cintura e pararam logo abaixo quando ele me elevou fazendo-me circular sua cintura com minhas pernas e ficar completamente suspensa do chão. Segurei em seu cabelo puxando-o mais para mim quando ele me deitou na cama ficando por cima de mim.
— Eu sempre soube que terminaríamos assim, desde a primeira vez que te vi. — Falou com uma cara terrivelmente maliciosa.
— O que? Quando tínhamos 9 anos? Seu pervertido. — Bati em seu braço rindo, ele pareceu lembrar-se por um segundo.
— Eu era uma criança muito pervertida. Só estava te dando corda com as dicas fajutas e você caiu direitinho. Levou apenas o que, 12 anos? — Ele sorriu me fazendo gargalhar quando depois ele tornou-se sério olhando para o meu rosto, senti um pequeno geladinho em meu coração.
— O que foi? — Questionei preocupada.
— Eu realmente preciso de você. — E aquilo foi suficiente para quebrar todas as barreiras como o mar invadindo a costa e tomando tudo que é seu sem benevolência, assim foi. Seus lábios tomaram os meus enquanto ele segurava meu rosto tirando-me o alento, e suas mãos então desceram pelo meu corpo até a barra da camisola que eu vestia me fazendo ofegar. — Está tudo bem Dul, eu jamais te faria mal, você acredita em mim? — Me perguntou e sim eu acreditava naquele momento, pena que não foi assim para sempre. Balancei a cabeça afirmativamente quando ele me beijou a jugular fazendo com que eu me movesse contra o seu corpo instintivamente, foi quando ele se separou de mim e retirou a minha camisola de uma vez me tomando em seus braços com quase brutalidade, como se não pudesse suportar mais. Ele beijou meus seios me fazendo delirar lentamente. Queria que ele sentisse também tudo o que eu sentia e o modo como minha visão começava a eclipsar frente aos seus desejos, por isso desci minha mão por seu peito até seu abdômen e teria feito mais se ele não me tivesse parado.
— Está me deixando louco, sabe disto? Eu nunca vi algo mais bonito que você e acho que nunca verei na minha vida. — Ele falou antes de se enterrar em mim brutalmente me fazendo soltar um gemido alto. Ele definitivamente era grande em muitos sentidos impróprios, será que ele tinha consciência disso? Se ele não tinha, acho que todos os fãs tinham, não era a toa que se empoleiravam em seu pescoço.
— Ucker.
— A machuquei?
— Ucker eu... — As três palavras queriam escapar de minha boca. "Eu te amo", soou em minha cabeça, mas eu não podia ser a primeira a dizer, eu conhecia ele, ele sempre teve tudo que quis, todas as garotas sem muito esforço. Pra ele era simples e fácil e eu não podia deixar que ele me houvesse vencido assim facilmente e tolamente de modo que eu apenas me calei quando eu não deveria, e me agarrei mais aos seus ombros colocando minha cabeça em seu pescoço enquanto uma lágrima quente corria de meus olhos por reprimir tudo o que no fundo eu queria dele. Queria-o pra mim e só pra mim. Seus movimentos tornaram-se mais intensos e fortes me fazendo gemer alto quando eu senti a onda de bem estar chegando e ele se deteve puxando meu rosto para vê-lo. Novamente a taquicardia. O que havia de errado comigo? Assim ele me beijou docemente me puxando para os seus braços e beijando meu rosto e eu não pude evitar chorar novamente sentindo seu cheiro amadeirado puramente masculino e absurdo, e suas mãos acariciando minhas costas como se eu fosse muito importante pra ele enquanto encostava minha cabeça ao seu peito. Queria que aquele momento durasse para sempre, queria mandar a lua não ceder lugar ao Sol. A lua sempre nos protegeria, enquanto fosse ela e as estrelas não havia o que temer.
— Está chorando? Te fiz mal? — Ele acariciou minha bochecha úmida me fazendo fechar os olhos lentamente. Nada seria igual.
— Não.
— Se não me disser o que está mal, não poderei fazer nada. Converse comigo, eu não vou te repreender, ainda somos os mesmos de antes, os mesmos de quando te vi pela primeira vez com suas trancinhas. Não acredita em mim? — Questionou olhando dentro dos meus olhos. Mas não, eu não acreditava, pois eu sentia que algo tinha mudado, algo dentro de mim e eu tive medo, medo de ser machucada de verdade, medo de não ser forte o bastante quando o tombo iminente viesse. Por isto mais uma vez eu me calei sobre tudo, sobre minhas inseguranças. Voltamos para o México poucas horas depois, eu já não podia olhar para ele e evitei a todo custo qualquer contato, coloquei um boné e fones de ouvido e me grudei às meninas. Alguns dias em casa me faria bem e com um plano na cabeça tudo se resolveria. Arrumei um namorado novo, tudo em paz outra vez.
02 de fevereiro de 2016 – Madrugada (Cidade do México-MX).
Eu tinha feito muitas coisas pelas quais me arrependo hoje, coisas que eu não posso apagar sabe? Depois da minha conversa com Pablo Lyle as palavras rodaram tanto minha cabeça que eu não pude voltar pra casa, bom eu não posso. Sento-me em frente a sua casa, na calçada, pois não acredito que ele tenha chego antes de mim, assim pelo menos espero, pois começa a fazer frio e não levo nenhum casaco. O espero há pelo menos 20 minutos e a ideia de que ele possa ter ido para a casa de Natalia que mora perto dali começa a me atormentar. Eu estava sendo boba, infantil por acreditar que o tempo poderia voltar assim. Levanto-me tentando recobrar o pouco de orgulho quando faróis de carro apontam contra mim me fazendo piscar várias vezes. A porta se abre e de dentro sai Christopher.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Poderíamos Cair (Vondy)
FanfictionPoderia uma promessa feita a anos atrás alterar tudo? Christopher e Dulce Maria prometeram que se casariam se chegassem aos 30 anos solteiros, no entanto quando esta data está para se cumprir, Chris permanece com sua namorada e Dulce tem que enfim e...
