Capítulo 40

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2008 – Empezar desde cero World Tour- EUA

                Desta vez o RBD foi conhecer a Disney, imagine só. Os castelos eram lindos e enormes como eu sempre imaginei na minha cabeça, as princesas pareciam assim quase reais e tudo parecia como um conto de fadas. Já tínhamos estado antes, óbvio, sempre íamos aos EUA acabávamos lá comendo um monte de porcarias e depois nos sentindo culpados, mas não o suficiente.

— Olha que Poncho está fazendo amizade com aquela garota lá que sai com Christopher. — Anahí apontou para Poncho e uma Minnie gigante e gargalhou alto. — Uma ratinha mesmo.

— Ai como é malvada Anahí. — Comentou Mai sem conter o riso.

— Ai caray, como amo este lugar especialmente que Christopher não o tenha contaminado com vocês sabem quem.

— Voce está insuportável ultimamente Anahí. — Chiou Ucker e se afastou do grupo indo ficar sozinho um momento. O segui tocando seu ombro.

— Às vezes Anahí pode ser assim insuportável, não é? Mas nós a amamos de qualquer forma. Não leve a sério suas brincadeiras, vai ter que aguentá-las até que pra ela perca a graça. — Sorri a ele, mas simplesmente não parecia estar de muitos amigos.

— Estou cansado, dela, do grupo, de tudo. — Gesticulou me fazendo sentir como se houvesse levado um soco grande no estomago. Retirei minha mão dele. — Não, não... Me desculpe. Não queria dizer isto, foi só por raiva mesmo, por impulso. — Ele me puxou para os seus braços, me apertando com carinho e encostando sua cabeça em meu cabelo. Toquei suas costas, por que eu queria mais dele, afinal nunca tínhamos chance de estar junto já que aquela lá nunca o largava, parecia um chiclete. Esperava apenas que as fãs jamais tenham se dado conta, por que fizemos o possível para escondê-los. Sabemos como elas podem ficar nervosas e... O quanto aquilo poderia se tornar oficial. Não, isto não. Ele me soltou assim simplesmente de modo precipitado. — Vamos voltar com os outros, não é bom que nos vejam juntos. Podem pensar coisas.

— Nunca antes tinha se importado com isto.

— Bom, o que acontece é que...

— Não precisa se justificar, eu entendo. — Caminhei rápido para longe quando ele segurou minha mão.

— Não, não, isto é realmente besteira. Não tem nada demais que nos vejam juntos não é? Não estamos fazendo nada, não é coração? — Sua voz era doce, calma e há muito tempo não o escutava assim tão terno comigo. Obrigada, por voltar por um momento a ser assim, adorável. Seu braço se depositou em meus ombros e ao que parecia, estávamos muito bem. Comemos algodão doce, maça do amor, rimos um montão. Ele me encheu de cócegas e fez suas velhas brincadeiras como antes, brincadeiras tontas como colocar o dedo em minha blusa e dizer que estava suja para que eu olhasse para baixo e ele subisse seu dedo até meu nariz. Christopher era um menino crescido, apenas isto.

         Quando fomos à montanha Russa, no entanto, tudo mudou. Obviamente não nos desgrudamos por um minuto durante todo aquele tempo, porém naquele brinquedo por algum motivo quando Anahí estava chegando para sentar ao lado de Poncho, ele me chamou e lá tive que ir eu, mesmo recebendo uma olhada fulminante dela. Eu não entendia nunca o que se passava entre os dois, era apenas estranho demais para compreender, assim ela ficou ao lado de Christopher.

— Meu Deus. Ahh. — Gritei quando a coisa virou de cabeça para baixo. Segurei a mão de Poncho quase inconscientemente e segui segurando-a por todo o caminho.

— Não tenha medo Dul. Não seja menininha. — Disse ele e apenas lhe mostrei a língua.

— Que menininha. Nós menininhas somos muito fortes se não sabe. — Respondi e vi o pescoço de Anahí virar-se na nossa direção com a pior das caras. — O que está acontecendo entre vocês dois?

Poderíamos Cair (Vondy)Onde histórias criam vida. Descubra agora