As gravações de empezar desde cero tiveram início logo e foi assim precisávamos concluir para que o Cd fosse vendido o mais rápido possível. Me espantava o sucesso que o Rbd tinha, era esmagador e não parecia diminuir. Só naquele primeiro semestre, tínhamos gravado uma série, feito uma turnê, gravado o DVD " Hecho em España" (sucesso em muitos países), cantado no Miss Universo e além do mais, o mais curioso de tudo, conhecemos o presidente do Brasil que nos ofereceu um churrasco e os meninos jogaram futebol com ele. Sentíamo-nos esgotados, se via em nossos rostos que estava chegando ao ponto do insuportável, mas pelo menos tínhamos uns aos outros. Isto dava força pra seguir sempre dizendo: Um concerto mais, um disco mais, uma entrevista mais... Apesar de isto jamais diria que gostaria de apagar ou jamais viver aquilo. Quantas pessoas tiveram esta oportunidade? Alcançaram este sucesso? Ainda assim não duraria para sempre...
— Precisamos escolher mais três canções. — Disse Maite.
— Três canções em 200. — Bufou Christian.
— Não desanimem. — Falei. — Vamos lá.
— Sim, escutem Dulce. — Pedro voltou a por seus óculos no lugar.
Ao final, lá estava. Terminamos e pra ser honesta, mal conseguíamos olhar um na cara do outro por pura exaustão.
— Hey, vamos fazer algo agora. Quem topa? — Ucker estava estranhamente agitado com aquele sorriso nos lábios.
— Esquece Christopher. Quero minha cama. — Anahí escorou-se ao ombro de Poncho.
— É isso aí. — Christian segurou sua jaqueta passando ao carro no estacionamento.
— Vamos sei lá... Tomar umas cervejas na casa de alguém. — Tentou Ucker.
— Eu topo. Anahí para de ser chata. Vamos de uma vez. — Poncho pegou Anahí nos braços que esperneava.
— Poncho. — Chiou ela.
— Bom, se eles vão, vou também. — Christian sorriu e Maite concordou com ele.
— Dul? — Christopher me chamou. Eu não queria ir.
— Annn... Eu... Minha mãe está em casa me esperando. Desculpe.
— Às vezes Poncho tem umas boas ideias, não é? — Ele sorriu estranhamente se aproximando de mim.
— Que vai fazer? Ucker, não. — Ele me pegou no colo e fez seu famoso beijo de urso polar esfregando seu nariz ao meu e me deixando profundamente envergonhada.
— Não fique brava.
Nos reunimos na casa de Christian com cervejas que dariam pra um mês, garrafas de vinho e de vodca além de um monte de comida japonesa que pedimos. Pois se vai beber, necessita comer, esta é uma regra básica do manual de Anahí, e ela adora recitar. A questão é que naquela vez foi a primeira em que se falou sobre o grande assunto até antes proibido: Fim do RBD.
— Sabe que queria contar a vocês que vou fazer uma novela. — Maite sorriu, parecia um pouco apreensiva apesar de tudo e eu podia compreender, pois significava que teria de se ausentar de alguns concertos.
— Já conversou com Pedro? — Anahí questionou tomando um gole grande de vinho.
— Pois claro que sim, expliquei meus motivos porque não é simplesmente uma novela é meu primeiro papel de protagonista. Não tinha como recusar. Só se fosse louca. Um dia RBD vai acabar... — Sua ultima frase me deixou com frio no estomago.
— Maite está muito certa de seguir com seus planos. O RBD tem que ter um fim não é? Eu particularmente penso que é melhor terminarmos ainda no auge. — Christopher olhou para a grande janela ao seu lado, para os prédios e suas luzes insistentes. Não sei o que se passava em sua cabeça naquele momento, mas seus olhos pareciam ter mudado de cor.
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Poderíamos Cair (Vondy)
FanfictionPoderia uma promessa feita a anos atrás alterar tudo? Christopher e Dulce Maria prometeram que se casariam se chegassem aos 30 anos solteiros, no entanto quando esta data está para se cumprir, Chris permanece com sua namorada e Dulce tem que enfim e...
