Caen como lagrimas la lluvia sobre mí
Y la tristeza no, no se parece a ti
Sólo es un reflejo de lo que dejaste aqui
Y la nostalgia no, no se parece a ti
Caiem como lágrimas a chuva sobre mim
E a tristeza não, não se parece com você
Só é um reflexo do que deixou aqui
E a nostalgia não, não se parece com você
Devolvo o retrato ao lugar quando escuto o som de vozes felizes do lado de fora. Corro seguindo o som e chegando ao lado de fora onde a grama cresce verde e há flores plantadas em canteiros. Christopher com seu calção de futebol segura pedaços do que era um vaso marrom, com uma cara preocupada. Posso ver no chão agachado uma criança de cabelos castanhos pegando um pezinho de orquídea jogado em meio a um punhado de terra. A criatura se virá pra mim e tem cara de espanto. Seus olhos são castanhos e escuros, quase negros e sua pele é muito pálida, deve ter por volta de 8 anos de idade apesar de ser um tanto quanto alto. Seu rosto me parece tão conhecido que não posso evitar abrir a boca.
— Desculpa mãe, nós vamos plantá-la de volta no vasinho. — Ele me diz culpado. Há uma bola do lado da cena e eu posso entender tudo. Eles haviam jogado a bola em cima dos vasos, mas mãe? Sinto algo estranho dentro de mim.
— Desculpe amor, não tivemos a menor intenção, sei como elas são importantes pra você. — Fala Christopher e tem seus olhos brilhantes e parece incrivelmente bonito do jeito que está mesmo suado e com o cabelo bagunçado. Sinto novamente a sensação agora se irradiando por cada parte do meu corpo. Me aproximo deles ainda cautelosa como se tudo pudesse alterar de um momento a outro. Uckermann me olha fixamente como se me examinasse quando simplesmente beijo seus lábios e enlaço seu pescoço descansando meu rosto em seu peito apertando-o com força como se ele pudesse fugir de mim. Ele não é como o Ucker que conheço, que me evita, e que parece que já não me ama. Este me segura e acaricia meu cabelo com carinho. — Amor, você está bem? O que ocorreu? — Sussurra em meu olvido beijando minha cabeça. Não quero soltá-lo nunca mais.
— Nada, não ocorreu nada. Eu só estou... Sonhando. Ucker promete que não vai se afastar de mim nunca, não importa o que eu faça? — Questiono-o e ele olha para mim com uma cara engraçada.
— Dulce Maria, acho que está doente, você sabe que nem em um milhão de anos.
— Mãe. — A criança me chama.
— Diego sua mãe não está bem hoje é melhor que vá lá dentro jogar vídeo game. — O nome dele, era Diego? Como em Rebelde. Aí meu Deus, nós fizemos realmente isto? A criança parece triste depositando a orquídea no chão enquanto arrasta os pés pela grama.
— Não Christopher. — Digo me desprendendo dele e caminhando até o menino. Me ajoelho no chão, não ligando para o vestido branco e o abraço segurando-o em meus braços.
— Desculpa mãe, eu não queria estragar seu vasinho. — Ele diz e vejo lágrimas em seus olhos. Levo minhas mãos limpando-as e vejo as minhas próprias lágrimas caírem rumo ao chão.
— Não meu amor, eu não me importo com elas. Eu estou tão feliz por que está aqui. Tão feliz. — Trago-o para o meu colo ainda o envolvendo com os braços.
Escuto um barulho alto adentrando o sonho e tornando tudo cinzento enquanto a criança em meus braços desaparece, olho para frente e vejo Ucker me abandonando também. Quando acordo meu telefone vibra dentro da minha bolsa. Penso em deixá-lo tocar pensando em voltar para o sonho, mas vencida me levanto o pegando e com os olhos fechados quase dormindo o atendo.
— Dulce. — A voz imediatamente me arrepia dos pés a cabeça e abro os olhos instantaneamente como se uma corrente elétrica me houvesse passado.
— Christopher?
— Oi. Ann Dul, eu descobri que o Christian te ligou, peguei uma conversa dele com a Natalia. Eu queria dizer que ele não tem o direito de se meter entre nós. — Entre nós? O que significa isto? Existe um nós. Senti todo o sentimento retornando a mim e a vontade de chorar me invadiu, e lá estava o superprotetor Ucker que eu conheço, amo e admiro. — Olha, o Christian, ele acha que está certo, ele não está fazendo estas coisas por maldade.
— Mas está fazendo por que ele escolheu um lado e não foi o meu. — Respondi e houve um silencio, pois a verdade é que ele também tinha escolhido o mesmo que Christian. Eu não quero ser a garota amarga. Eu me pergunto se Natalia de fato é melhor, mais bondosa, generosa, melhor amiga, companheira, amante do que eu. Me questiono se ela é a mulher destinada a ser dele, a que gerará seus filhos em seu ventre e educará esplendorosamente bem crianças de sorriso fácil como os dele. Eu tinha desempenhado inúmeros papeis na vida de cada um deles e agora eu me via questionando se tudo aquilo que dei fora suficiente, e descubro que... Não! — Christopher, você se lembra daquela história do bebê? — Escuto o silencio atrás da linha. Eu sei que ele não quer ouvir sobre isto e eu também não quero falar, mas as vezes é como estar sufocando lentamente com as palavras engasgadas, e eu decido que de agora em diante isto não é bom. — Quão diferente ele teria nos feito?
— Nós éramos jovens demais e imaturos. Você sabe.
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É sério adoro este cap do sonho pq eu acho que toda traumada como eu em vondy já deve ter imaginado como seria se eles estivessem juntos assim como família. É de cortar o coraçãao traumado em pedacinhooos. Espero q estejam gostando e beijocas e bom feriado p vcs.
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Poderíamos Cair (Vondy)
FanfictionPoderia uma promessa feita a anos atrás alterar tudo? Christopher e Dulce Maria prometeram que se casariam se chegassem aos 30 anos solteiros, no entanto quando esta data está para se cumprir, Chris permanece com sua namorada e Dulce tem que enfim e...
