Capítulo 37

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2007 (Fim da Tour Celestial) -México

— Olha, como o que? Christopher está saindo com esta aí? Por Deus, da pra sentir o cheiro de vagabunda de longe. — Anahí bateu o pé no chão com os braços cruzados olhando para onde estava Ucker abraçando uma garota de cabelo castanho com o tipo de corpo que deprimiria qualquer uma. Esperávamos ali no backstage o programa ao qual participaríamos começar. — Como ele tem coragem de trazê-la aqui? Ele vai me escutar.

— Acalme-se Anahí, deixa ele. Não tem nada demais. — Maite escovava o cabelo de frente para o espelho e não estava muito interessada na vida do outro.

— Como não tem nada demais. Eu odeio está daí. Acredita que ela já deu em cima até do Poncho? Tipo, do Poncho que é um... Um... Ah vocês sabem. Dul, o que você opina? Por que está quieta? Está apoiando isto também? Cuidado viu que ela vai nos tirar todos os nossos homens.

— Anahí! — Mai chamou a atenção dela soltando uma gargalhada, enquanto eu apenas olhava o modo como aquele cara passava a mão no cabelo longo daquela garota.

— O que é Maite? Dulce, está morta ou o que? Vai ficar fingindo que não está escutando?

— Eu estou escutando, só que não me importo. Ele pode fazer da vida dele o que ele quiser. — Levantei-me bruscamente jogando a maçã que eu comia no lixo e com um copo de suco de laranja vou rumo à saída onde está o casalzinho feliz. Ucker com um sorrisinho galanteador segurava a cintura da garota enquanto com a outra mão se escorava junto ao batente da porta. Tudo me embrulha o estomago de um modo absurdo. Antes que eu percebesse me choquei contra eles e todo o conteúdo do copo voou atingindo em cheio aos dois. Droga, o que eu tinha feito? O vestido branco colado e curto dela apenas parece um desastre agora e ele com sua camisa azul não está melhor. Posso escutar o riso de Anahí altamente histérico logo atrás e Maite quase cuspindo no chão tentando conter-se

— Dulce, por acaso não viu que estávamos aqui? — Gritou ele e tinha a pior das expressões.

— Garota, qual o seu problema em? Não olha por onde anda? Está míope? — Falou a garota olhando para o seu estado lastimável. Meu rosto corou e eu sentia raiva circulando por minha corrente sanguínea como veneno.

— Não tenho culpa se vocês ficam no meio do caminho. — Berro e a mulher se precipita quase para cima de mim, quando Ucker se põe entre nós me encarando duramente.

— Eu e você vamos ter uma conversinha. — Diz me pegando pelo braço e quase me arrastando. Não faço resistência, seria em vão afinal. No meio do caminho ele ainda pega de uma arara com roupas uma nova camisa, esta totalmente branca.

— Christopher, não pode fazer isto com ela. Está aí mereceu. — Ouço a voz aguda de Anahí.

— Senhor, estes dois quase nunca brigam. Olha só o que você fez Anahí. — E logo Maite e a outra iniciam uma pequena discussão enquanto Ucker nos tranca no trocador. Seus olhos escuros me encaram quando ele simplesmente começa a desabotoar a camisa que vestia.

— Christopher, o que está fazendo? — Questiono encabulada virando o rosto.

— O que acha que estou fazendo? Fica tranquila que hoje não vamos transar no trocador. — Seu tom de voz é irritado e me faz tremer por um instante. Toda minha pele se arrepia pelo simples fato de ele pensar em algo assim. Sim, por mais que eu pudesse negar, eu queria seu toque em minha pele, e a segurança de que enquanto eu estiver em seus braços outra não estará.

— Christopher! — Exclamo.

— O que é Dulce? Se estou nesta situação é por sua culpa. — Vejo sua camisa escorregar para o chão enquanto ele apanha a outra para vestir revelando seu torso e peitoral.

Poderíamos Cair (Vondy)Onde histórias criam vida. Descubra agora