Na França do século XIX, Henrique é um jovem de origem humilde de 17 anos que fora vendido, antes de nascer, para os patrões de seus pais, a fim de seus parentes não percam o emprego.
Enquanto Antonieta é uma condessa francesa de 20 anos, quase 21...
—Desculpe-me, eu não devia ter perguntado isso— digo.
—Está tudo bem.
—Senhora Antonieta, Senhor Henrique, a senhora Joana chama-os— uma empregada, que não recordo o nome, grita.
—Estamos indo— Henrique responde.
Então caminhamos para a casa e quando chegamos ao salão, encontramos o local apenas com meus pais.
—Preparados para lua de mel?— papai pergunta.
—L-lua de mel?— meu 'esposo' questiona.
—Sim,— mamãe diz— vós deveis fingir que realmente sois um casal para que as pessoas da conferência acreditem que este casamento é real.
—Mas para onde iremos?— pergunto.
—Para o local da próxima conferência, Barcelona!— meu pai fala.
Henrique narrando
Assim que estramos na carruagem, nenhum de nós fala nada e os dias vão passando e fica mais tedioso ficar preso dentro deste veículo, então, como estou cansado decido dormir. Sou acordado com leves empurrões em meu ombro e a voz de Antonieta dizendo "Henrique, acorde", logo desperto.
—Já chegamos?— pergunto.
—Sim.
Saímos da carruagem e vejo um belo prédio e com as letras bem grandes e chamativas, creio que seja o hotel, por fora é um lugar muito bonito, imagine por dentro.
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O empregado do estabelecimento questiona algo e Antonieta responde algo que eu não consigo entender. Ele entrega uma chave que suponho que seja do nosso quarto.
—Vamos— ela diz.
—Claro.
O quarto é no andar superior, fazendo que nós subamos as escadas. Quando vejo o senhor, aparentemente com uns 55 anos, que leva as bagagens fazer um grande esforço, acabo ajudando-o e após por todas as malas no quarto dou-lhe uma nota de 10 para o mesmo e acho que ele agradeceu-me.
Começo a arrumar as roupas no armário enquanto 'minha esposa' descansa na cama. Umas duas horas depois, termino de ajeitar tudo e suspiro cansado e logo minha companhia acorda.
Fui ao banheiro e coloquei minha roupa de dormir e quando retornei vejo que Antonieta também se trocou. Deito-me meio desconfortável por estar dividindo a cama com alguém.
—Você acha que um dia acontecerá?— ela pergunta.
—O que?
—Aquilo.
—Hm, acho que se ficarmos juntos até o fim de nossas vidas creio que sim, porque isso é natural, mas pode demorar dias, meses, anos ou nunca aconteça. Por que perguntas?
—Apenas curiosidade. Boa noite.
—Boa noite— viro e durmo.
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Oigente, hoje é um dia muito triste, pois o 11 desetembrocompletou 15 anos. Nãoestavanascidaainda, porémachooacontecimentomuitotriste!