Capítulo sem título 13

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Na manhã seguinte, as amigas foram passear pela ilha, apanharam um táxi e percorreram parte da ilha pela costa. Estavam ambas deslumbradas com a beleza exótica da ilha e a Carolina já desejava estar em casa, no seu atelier para criar peças novas inspiradas no que via diante de si.

A tarde regressaram ao hotel, na recepção, a funcionária entregou um envelope à Mónica:

- Ligaram para si durante o dia e deixaram este recado - a funcionária avisou.
- Obrigado - Mónica sorriu e pegou no envelope.
- O que será? - Carolina pergunta no caminho para os quartos.
- Vamos descobrir. - Mónica entra no seu quarto seguida pela amiga e abre o envelope. Lá dentro está um cartão onde leu:
- " Estou a ligar em nome do seu marido, Jaime, ele sentiu-se mal durante uma reunião e teve de ser conduzido ao hospital. Por favor contacte-me assim que puder. Zulius " - Mónica olha para a amiga sem acreditar no que leu, sentiu uma dor grande no peito, seu marido não está bem e ela não está com ele.
- Calma Mónica, vamos entrar em contacto com esse senhor e saber o que realmente se está a passar. - Carolina tenta acalmar a amiga.

- Sim, eu vou ligar. - Mónica liga para o número do cartão com dedos trémulos. - Do outro lado da linha alguém fala numa língua que parece Árabe, Mónica pergunta pelo sr. Zulius em Inglês e rapidamente o sr. começa a falar com ela em inglês:

- Srª Mónica?? 

- Sim, sou eu. Srº Zulius?

- Sim, sou eu. 

- Como Está o meu marido? - Mónica pergunta desesperada.

- Ele está bem, sentiu uma dor no peito e foi levado para o hospital. Está internado mas apenas para observação.

- Onde é que ele está? - Mónica pergunta, sabia que o marido aí estar a viajar durante algumas semanas, mas por vários sítios diferentes.

- Estamos no Dubai senhora, em Jabel Ali. 

- Eu vou apanhar o primeiro avião, por favor dê-me o endereço do hospital. - Mónica começa a procurar uma caneta para escrever.

- Por favor senhora, tenha calma. Eu mandarei o meu jacto privado buscá-las e um motorista para as levar até ao hospital onde o Sr. Jaime está internado. Não se preocupe também com o transporte até ao aeroporto, eu tratarei de tudo. Em breve ligarei de volta para avisar a hora do voo.

- Muito abrigado Sr. Zulius, ficarei a aguardar. Até já. - Mónica desliga o telefone depois do homem se despedir. 

- Carolina temos de fazer as malas, vamos para o Dubai, o Jaime não está bem. - Mónica está muito nervosa e Carolina tentar acalmá-la:

- Calma Mónica, santa-te um pouco eu vou buscar-te um copo de água e depois eu mesma faço as nossas malas, deixa-te estar aí sossegada. - Mónica não discutiu, não estava mesmo a conseguir manter-se de pé. 

O seu marido era o seu pilar, apesar de por vezes estarem algum tempo longe por causa dos negócios, amava o seu marido e não conseguia imaginar a sua vida sem ele.

Uma hora depois o Sr. Zulius voltou a ligar, o avião já estava a caminho, em 7 horas o motorista iria busca-las ao hotel e tinham previsão de chegar ao Dubai no inicio da manhã seguinte.

Carolina arrumou as malas  da amiga e depois foi tratar das suas e avisar a recepção que iriam embora mais cedo. Quando voltou ao quarto da amiga, ele já tinha tomado banho, trocado de roupa e estava sentada na varanda a beber café.

- Oi, já tratei de tudo, agora resta-nos aguardar a chegado do carro que nos levará ao aeroporto. - Carolina serve-se de café e senta-se junto da amiga.

- Obrigado Carolina, confesso que estou demasiado apavorada para fazer o quer que seja. - Virou-se e olhou directo para a amiga. - Tu és uma mulher muito forte, admiro-te ainda mais agora que vejo com fiquei com a noticia de que o Jaime tinha - se sentido mal, não consigo sequer imaginar como me sentiria se ele morresse... Como sobreviveste??

Carolina sorri levemente para a amiga e sacude os ombros:

- Honestamente não sei, acho que me agarrei às memórias e deixei os dias, simplesmente, passarem. E por muito que me custe admitir, foi o Samir e tudo o que passei naqueles dias de cativeiro que me fizeram despertar, de repente, percebi que não estava a viver, que de certa forma me deixei enterrar junto com o Pedro. Só depois de me libertares do cativeiro, eu percebi que ainda queria viver, que ainda era possível voltar a ser feliz. - sorriu e apertou a mão da amiga.

- É uma pena que o Samir tenha-se comportado tão mal, eu vi como ele olha para ti, acho que gosta realmente de ti. - Mónica diz

- Não, aquele homem não gosta de ninguém a não ser ele mesmo,  fui um capricho. Não passa de uma homem mimado, acostumado a ter tudo o que quer e como eu disse não, ele recorreu à força para me ter, não tem noção dos limites do aceitável. - Carolina levanta-se e vai até ao gradeamento  da varanda para olhar o mar. - Mesmo que quisesse jamais o poderia perdoar....

Mónica assente levemente com a cabeça, percebe a amiga, provavelmente no seu lugar sentiria da mesma forma. Mas também tinha visto o desespero no olhar do Sheik  quando foi procurar a amiga da ultima vez. Era uma pena, a sua amiga merecia alguém que a fizesse voltar a ser feliz. O Sheik podia ter perdido a sua oportunidade, mas esperava que em breve a amiga encontrasse alguém que a fizesse feliz.

O SheikOnde histórias criam vida. Descubra agora