Sem saída.

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Todos estavam estáticos diante a confissão de Emma, a olhavam como se estivessem assistindo a um desfecho de filme de suspense. A loira olhava fixamente para o detetive e Regina estava boquiaberta, negando-se a acreditar que Emma fosse capaz de tal coisa. A tensão era tão grande que poderia ser sentida a quilômetros de distância. Um choque percorria pelo corpo da morena e era tão intenso que parecia que estava sendo sucumbida por um buraco recém-aberto no chão. Emma sentia o ar quente percorrer por suas narinas, sua respiração era tão intensa que conseguia ouvi-la, seus batimentos descompensados eram tão fortes que as pessoas que estavam ao seu redor podiam ouvi-los. O silêncio que pairava ali era cortante, até que Regina o quebrou de forma exasperada.

- Você nem esteve lá, Emma!

- Por que você o mataria? - Robin perguntou curioso com as mãos nos bolsos como sempre.

Emma soltou o ar dos pulmões e arregalou os olhos olhando para o nada como se tivesse perdido as palavras.

- Por que eu não aguentava mais o que ele fazia com Regina, escondendo o filho dela, não a permitindo vê-lo…

- Ah, para com isso, Emma! Você não matou Daniel! - Regina atropelou.

A loira a ignorou.

- Isso me fez odiá-lo. Além de ter me proposto a ser amante dele… Eu e Regina. Isso foi nojento e asqueroso da parte dele e acabou me dando um motivo a mais, o envenenei de tamanho asco que senti.

- Emma, cala a boca! Você não fez nada disso! - Regina gritou nervosa.

- Regina, eu estou assumindo o meu erro. Não posso deixar uma pessoa inocente pagar pelo que eu fiz! - a loira respondeu da forma mais convincente que pode.

- E como o matou? - Robin perguntou curioso.

- Eu… eu… Tinha frascos de arsênico em casa e os levei comigo quando fomos para a audiência. Ele pegou Regina pelo braço e a jogou dentro do carro e aquilo fez o meu sangue ferver. - explicou. - Aproveitei um momento de distração e derramei o veneno na garrafa e nos copos vazios que ele tinha sobre a mesa para ter certeza de que algum deles aquele traste beberia. - Emma disse com certa raiva.

- Então premeditou o crime? Sabe que isso piora a sua situação, não sabe? Onde está a garrafa? - perguntou franzindo o cenho, parecia ansioso por aquela resposta.

Emma mordeu o próprio lábio e esfregou uma mão na outra de forma nervosa.

Regina estava apreensiva de tal forma que seu queixo quebrava, não acreditava em uma palavra sequer que saia da boca da loira. 

- Quando eu estava prestes a sair, com o copo servido, deixei o que ele havia me oferecido em cima da mesa, completamente cheio, peguei a garrafa e coloquei atrás das costas… - Emma pensou um pouco. - Joguei em uma rua qualquer, estava nervosa e não me lembro qual foi e sai correndo para o hotel para chamar Regina para irmos embora logo. - confessou.

Regina lembrou-se de que a loira chegou ofegante no hotel e fez todas as malas como se estivesse fugindo de algo, mas mesmo assim não poderia crer que isto era verdade. Emma não poderia ser assassina e muito menos burra de estragar a vida toda matando Daniel e consequentemente, causando a morte de Victória.

- Disposta a confessar formalmente? - Robin perguntou.

Emma assentiu, mas não tinha ideia da proporção do buraco em que estava se metendo. Os comentários eram intensos na loja, assim que Emma e Regina saíram, eles foram inevitáveis.

- Meu Deus! Emma? Não é possível! Tão meiga… - disse Fiona em tom de ironia arqueando uma sobrancelha rapidamente.

- Regina deve ter mandando ela matar Daniel e a mãe dele para ficar com o filho. - disse August cruzando os braços.

O sabor do pecadoOnde histórias criam vida. Descubra agora