O álibi de Emma.

695 66 58
                                        

Regina estava atordoada tentando processar aquela informação. Só conseguia pensar que trava-se de uma tremenda coincidência. Não poderia ser possível que tenha trabalhado com uma irmã perdida durante anos e nunca havia reparado nisso. Se bem que Zelena não atendia pelo sobrenome Mills, mas quais motivos a mãe da ruiva teve para não querer que a filha tivesse o sobrenome do pai? Será que aquele Henry era o mesmo Henry Mills pai de Regina? Seria realmente uma grande peça pregada pelo destino.

- Mãe? - Henry segurou a identidade de Zelena nas mãos.

- Preciso dos documentos dela, senhora! - a recepcionista pediu.

- Senhora está no céu! - Regina irritou-se sentindo aquele mal-estar passar.

- Por que ficou assim? - Henry arqueou uma sobrancelha.

- O pai de Zelena tem o mesmo nome do que o meu... Séria loucura demais pensar que somos irmãs? - Regina estava com uma das mãos sobre a barriga e sua expressão era uma incógnita. - Não! Deve ser coisa da minha cabeça! - refletiu tentando deixar para lá.

- Vai acompanhá-la? - Henry perguntou olhando o rosto da mãe.

Regina sacudiu a cabeça e se deu conta de que Zelena estava sendo levada para a sala de partos.

- Me espere aqui! Não saia por nada, Henry!

Regina correu alcançando a maca em que a ruiva estava, mas aquela dúvida não saia de sua cabeça. Esqueceu-se completamente de que não era o momento para fazer aquele tipo de pergunta e acabou sendo inconveniente.

- Zelena, você conviveu com seu pai? Ele está vivo? - perguntou ofegante devido aos movimentos que fazia.

- O QUÊ? - gritou Zelena sem entender uma palavra sequer. - AIIIIIIIIIIIII! - gritou novamente.

- Este é o seu pai? - Regina mostrou uma foto de Henry Mills que guardava em seu celular.

- EU NÃO TO NEM AÍ PRO MEU PAI, EU QUERO ME LIVRAR DESSA DOR AGORA! AAAAAAAAAAAAAAAH- gritou sem ao menos olhar para a tela.

- Você é parente dela? Precisa vestir essas roupas. Não pode entrar assim! - uma enfermeira entregou um avental e uma máscara para Regina que vestiu apressadamente.

- Contrações de 60 segundos. - uma voz masculina observou.

- Cadê o doutor? - perguntou uma das enfermeiras.

- Já está vindo.

- Dilatação de 10 centímetros. Perfeito! - o médico observou colocando as luvas.

- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH! - gritou Zelena mais uma vez contorcendo-se.

O médico aproximou-se vendo o rosto da ruiva e surpreendeu-se ficando estático por alguns segundos.

- Zelena?

- Puta que pariu! Jonathan? - Zelena não aguentava mais as contrações.

- Você está tendo um filho meu? - perguntou intrigado.

- VOCÊ COLOCOU, VOCÊ VAI TIRAR! - gritou apertando a mão do homem que sentiu dor.

Jonathan soltou-se de Zelena e tratou logo de iniciar os procedimentos. Regina estava desinquieta e tentava filmar, mas o seu celular tocou, parecia que Ruby estava pressentindo que a ruiva estava precisando dela.

- Ruby, você ligou na melhor hora certa. - Regina disse ofegante.

- AAAAAAAAAAAAAAAAAH! - Zelena gritou mais uma vez fazendo força. - SE EU SOUBESSE QUE ISSO DOERIA TANTO EU TERIA SENTANDO NUM PAU DE BORRACHA! - gritou exausta sem importar-se com nada.

O sabor do pecadoOnde histórias criam vida. Descubra agora